UNIVERSIDADE FERDERAL DOS VALES DO JEQUITINHONHA E MUCURI Programa de Pós-Graduação em Ciência Florestal Cassiano Cardoso Costa Soares ESTUDOS DENDROLÓGICOS DE ESPÉCIES ARBÓREAS ENCONTRADAS EM AMBIENTES DA SERRA DO ESPINHAÇO MERIDIONAL E ALTO JEQUITINHONHA Diamantina 2019 Cassiano Cardoso Costa Soares ESTUDOS DENDROLÓGICOS DE ESPÉCIES ARBÓREAS ENCONTRADAS EM AMBIENTES DA SERRA DO ESPINHAÇO MERIDIONAL E ALTO JEQUITINHONHA Dissertação apresentada ao programa de Pós- Graduação em Ciência Florestal da Universi- dade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mu- curi, como requisito para obtenção do título de Mestre. Área de concentração: Recursos Flo- restais. Orientador: Prof.º Dr. Evandro Luiz Mendonça Machado Diamantina 2019 v Dedico a todos que contribuíram de alguma forma para realização dessa conquista. Em es- pecial a minha mãe, tio Uitio, Madrinha Gleyci, Luíza, meu orientador, a todos os meus Amigos e a minha vó Lia (in memoriam). AGRADECIMENTOS Quem deixa os seus planos e sonhos serem guiados por DEUS, grandes conquistas terá. Do córrego ao mar. Agradeço primeiramente à DEUS por todos os meus dons e graças alcançadas. Sem ELE, não estaria aqui. A ELE toda honra, glória e Gratidão; À minha Mãezinha, Nossa Senhora Aparecida, que sempre me cuida e intercede a seu filho JESUS por mim; À minha mãe Cila, meu tio Uitio e a madrinha Gleyce por tamanho amor, admiração, orgulho e por não terem medido esforços em prol das minhas conquistas. A vocês minha eterna gratidão; À toda minha família, em especial a Eduardo, meu irmão Gabriel, meus avós (Manoel e Maria), tios e tias (Antônio, Dê, Lili, Jamiro, Sinvaldo, Kênia e Emerson); À Mãe Zara, Gledson, Gui e Kerlim por todo carinho e apoio; À Luíza, por todo amor, paciência, apoio, cumplicidade e companheirismo; A todos os amigos e colegas da pensão, em especial Dona Raimunda e Preta, por todo carinho; A Clênia Lúcia, Geraldo e Mateus por tamanho carinho e receptividade; Ao meu orientador, prof. º Dr. Evandro pela amizade, confiança, incentivo, orientação, por ser este professor que admiro muito e pelos conhecimentos compartilhados; Aos doutores e mestres que a mim compartilharam inúmeros conhecimentos; À UFVJM, em especial ao Programa de Pós-Graduação e Departamento de Engenharia Flores- tal (DEF) por sempre me ofertar as estruturas necessárias para o desenvolvimento dos estudos; A todos funcionários da UFVJM, pelos serviços prestados; Aos laboratórios de Biotecnologias - DEF (em especial ao Prof.° Dr. Marcelo Laia e Tarcísio), Controle Biológico – DEF (em especial ao Prof.° Dr. Lourenço e Gilson) e de Histotécnicas da Faculdade de Medicina da UFVJM, em especial ao Prof.º PhD Kinulpe e aos Vinicíus, pelo auxílio na obtenção das imagens; À CAPES pela concessão da bolsa de mestrado; vii À SADA Bio Energia e Anglo American Minério de Ferro Brasil (em especial Rafael e todos funcionários da Sete Soluções Ambientais e Nova Luz) por todo apoio logístico e financeiro, em prol desta pesquisa; Ao Instituto de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Minas Gerais (Campus Regional Montes Claros), em especial ao Prof.° Dr. Edyr e Éverson por toda a contribuição durante o processamento das amostras de madeira; A todos que não mediram esforços para me ajudar, desde a coleta até as análises de todo mate- rial botânico e lenhoso, em especial Diogo, Robson, Túlio, Luiz Felipe, Átila, Fábio, Dara, Thathyara e Maicon; Aos meus amigos de Diamantina e faculdade, Thiago Otoni, Leovandes, Raquel, Pedro Paulo, Jair, André, Lucas, Wemerson, Carolzinha, Arthur, Raquel Pereira, Franciely, Paulo Duarte, Rosy, Andressa, Fabi, Kelton, Samuel, Thiago Assis, Meyre, Daniel, Luan e Fábio Mendes, pela amizade, pelas inúmeras contribuições e por cada momento compartilhado; Aos meus amigos e colegas de curso, do Grupo de Oração Anjos de Resgate, EJC, Ministérios de música e do Terço dos Homens; Enfim, a minha GRATIDÃO a todos que de alguma forma contribuíram para que eu pudesse concluir mais esta etapa. viii RESUMO Visando o (re)conhecimento da flora e auxiliar, principalmente, órgãos ambientais fiscalizado- res, pesquisadores, madeireiras e empresas de consultorias, surge a necessidade de subsidiar estudos que visam identificação científica das espécies arbóreas, uma vez que estudos deste cunho são destinados somente a espécies comerciais. Esse trabalho teve como objetivo (i) gerar um manual dendrológico contendo informações das principais características macroanatômicas da madeira e dendrológicas de espécies arbóreas que ocorrem em ambientes ao longo da Serra do Espinhaço Meridional e Alto Vale do Jequitinhonha; e (ii) elaborar uma chave interativa de múltiplas entradas, com imagens das características avaliadas. Para este estudo, coletou-se amostras do lenho e botânicas de 101 espécies arbóreas, encontradas em fragmentos de Floresta Estacional Semidecidual e de Cerrado Sentido Restrito. Por meio das amostras botânicas, iden- tificou-se cientificamente cada espécie. A partir da madeira do lenho de cada espécie, confec- cionou-se os corpos de prova que foram utilizados para a descrição macroanatômica. Todas as observações a olho nu e/ou por meio de lente de 10x de aumento e descrições das características macroscópicas avaliadas, foram realizadas obedecendo as normas e procedimentos propostos pelos Estudos de Anatomia de Madeira idealizados pelo IBAMA e COPANT. Já as descrições morfológicas, foram realizadas analisando as características das folhas e do tronco de cada es- pécie e seguindo literatura específica. A partir dos resultados obtidos, notou-se que: a partir de análises de caracteres macroanatômicos e/ou dendrológicos é possível identificar cientifica- mente uma espécie arbórea, evitando assim, que esta seja identificada por meio de nomes po- pulares; a identificação científica realizada a partir da análise de estruturas macroanatômicas, pode ser considerada como uma solução efetiva em diversos estudos, principalmente, quando a espécie não apresentar caracteres dendrológicos (folhas, flores e frutos); as chaves interativas de múltiplas entradas são ferramentas eficazes no processo de identificação, devido a facilidade na utilização e atualização; pesquisas como esta poderão auxiliar órgãos ambientais fiscaliza- dores (em vistorias para certificar quais espécies que foram exploradas); a sociedade (no uso de determinada espécie, verificando se ela é ameaçada de extinção, e/ou protegida por lei); pes- quisadores (ter uma informação fidedigna da espécie estudada); madeireiras (evitar a comerci- alização errônea de madeiras). Palavras-chave: Estudos macroscópicos do lenho; Chave de identificação interativa; Dendro- logia; Espécies de floresta estacional semidecidual. ix ABSTRACT Aiming for the Knowledge of the flora and to assist environmental regulatory agencies, resear- chers, loggers, and consultancy companies, the need to subsidize studies that aim at scientific identification of tree species arises once studies of this type usually address only the commercial tree species. This study aimed (i) to generate a dendrological manual containing information of the main macroanatomical characteristics of wood, and dendrological characteristics of tree species, that occur in the environments along the Espinhaço Southern Range and the Upper Jequitinhonha Valley and (ii) to elaborate an interactive key of multiples entries with images of the evaluated characteristics. For this study, samples of wood and botanic were collected from 101 tree species found in fragments of Seasonal Semideciduous Forest, and Cerrado Sensu Stricto, to scientifically identify each species. From the wood of the trunk of each species, spe- cimens were made to be used in the macroanatomical description. All the observations with the naked eye and/or through 10x magnifying glasses and the descriptions of macroanatomical cha- racteristics evaluated, were made following the standards and procedures proposed by Anatomy Studies of Wood idealized by IBAMA and COPANT agencies. The morphological descriptions were made analyzing the leaves and trunk characteristics of each species following specific literature. Obtained results showed that, from the analyses of macroanatomical characters and/ or dendrological characters, it is possible to scientifically identify a tree species, avoiding, the- refore, the erroneous identification made after common names; the scientific identification made from the macroanatomical structures can be considered as an effective solution in many studies, mainly when the species do not show any dendrological characters (leaves, flowers and fruits); the interactive key of multiple entries is an efficient tool in the identification process due to its ease of use and update; this research will help environmental regulatory agencies (in field inspections to certify what species have been exploited); the society (in the utilization of a determined species to verify if it’s endangered and/or protected by law); researchers (they will have a trustworthy information of the studied species); loggers (they can avoid the incorrect commercialization of wood). Keywords: Macroscopic studies of wood; Interactive identification key; Dendrology; Semide- ciduous seasonal forest species. SUMÁRIO RESUMO ...................................................................................................................... viii ABSTRACT .................................................................................................................... ix SUMÁRIO ...................................................................................................................... 10 INTRODUÇÃO GERAL ............................................................................................... 12 REVISÃO DE LITERATURA ...................................................................................... 14 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ........................................................................... 31 1. INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 36 2. OBJETIVOS ........................................................................................................... 37 2.1. Objetivo geral .................................................................................................. 37 2.2. Objetivos específicos ....................................................................................... 37 3. MATERIAIS E MÉTODOS ................................................................................... 37 3.1. Caracterização dos locais de coleta.................................................................. 37 3.2. Caracterização dos municípios ........................................................................ 37 3.2.1. Conceição do Mato Dentro ....................................................................... 37 3.2.2. Carbonita .................................................................................................. 38 3.3. Caracterização dos fragmentos ........................................................................ 39 3.4. Coleta do material botânico e tronco ............................................................... 40 3.5. Identificação e armazenamento........................................................................ 40 3.6. Descrição morfológica e tronco ....................................................................... 41 3.7. Determinação do status de conservação, distribuição geográfica no Brasil .... 41 3.8. Descrição macroscópica do lenho .................................................................... 41 3.9. Documentação fotográfica ............................................................................... 42 3.10. Elaboração da chave interativa ..................................................................... 43 3.11. Relação das espécies coletadas .................................................................... 43 4. RESULTADOS e DISCUSSÃO ............................................................................ 48 5. CONCLUSÕES .................................................................................................... 368 11 6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................. 369 APÊNDICE .................................................................................................................. 372 12 INTRODUÇÃO GERAL Um dos grandes desafios para a conservação da diversidade florística tanto local, bem como a mundial, é desenvolver estudos que possam fornecer informações fidedignas sobre as principais características morfológicas e anatômicas da madeira de espécies florestais, prin- cipalmente as que estão ameaçadas de extinção e/ou aquelas que são protegidas por lei. Levando em consideração à sua extensão territorial, elevada variação das condições climáticas, edáficas e geomorfológicas, e à gama de fitofisionomias existentes, o Brasil por ter mais de 33.000 espécies arbóreas catalogadas, é tido como o país que abriga a maior diversi- dades de plantas do planeta (GIULIETTI, et al., 2005; DRUMMOND, et al., 2009; RAPINI, et al., 2009; FORZZA, et al., 2012). Considerado como o estado detentor da maior riqueza florística do país, Minas Ge- rais apresenta mais de 11.000 espécies de angiospermas, destas 2245 classificadas como endê- micas (ZAPPI, et al., 2015), fato este explicado pela diversidade de formações vegetais perten- centes aos diferentes biomas, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica (STEHMANN; SOBRAL, 2009). Dentre as muitas regiões mineiras que apresentam elevada riqueza de espécies ar- bóreas, destacam-se o Espinhaço Meridional e o Alto Jequitinhonha. Fitogeograficamente, es- tas duas regiões são circundadas por um complexo de mosaico de florestas estacionais e savana pertencentes a dois biomas que apresentam áreas prioritárias à conservação, Mata Atlântica e Cerrado, os quais, possuem ecossistemas que estão entre os mais ameaçados do mundo (MYERS et al., 2000). Condicionada à sua heterogeneidade de ambientes únicos, a Cadeia do Espinhaço (SILVA, J. A., 2008) e Alto Jequitinhonha por apresentar uma gama de espécies arbóreas, mui- tas encontradas somente nestas regiões (endêmicas), tem sido descritas, reescritas e interpreta- das por naturalistas (século XVII) e pesquisadores, que estudaram e ainda estudam essa flora e a de seus entornos (RIZZINI, 1979; GIULIETTI et al., 1987; AMORIM FILHO, 2008; BA- TISTA, 2016). Mesmo com aumento e avanço nas pesquisas, a flora destas regiões ainda é pouco conhecida e valorizada. Diante disso, nota-se que, com a falta de conhecimento e valorização da flora destas regiões e de áreas marginais, aliados aos impactos negativos causados por atividades como plantios silviculturais, mineração de pedras preciosas e de ferro, pecuária, agricultura e extrati- vismo vegetal, sendo este, fonte de renda ou para uso doméstico, tem-se aumentado a 13 fragmentação dos remanescentes de vegetação nativa, causando a redução na diversidade de espécies arbóreas. Sendo assim, qual é melhor forma de se conhecer cientificamente estas espécies arbóreas, tendo em vista que estes remanescentes, principalmente àqueles de floresta estacional semidecidual e cerrado típico, ainda apresenta espécies arbóreas destinadas a vários usos (ma- deireiro, medicinal, arborização urbana, frutífero, recuperação de área degradada, lenha, ali- mentação, construção civil e melífero) e espécies incluídas na lista de ameaçadas de extinção, como cedro (Cedrela fissillis Vell), jacarandá (Dalbergia nigra (Vell.) Allemão ex Benth.) braúna (Melanoxylon brauna Shott), canela-sassafrás (Ocotea odorifera (Vell.) Rohwer), den- tre outras (FELFILI, J., et al., 2004; MARTINELLI; MORAES, 2013)? É por meio da identifi- cação botânica, ou seja, conhecer cientificamente cada espécie e/ou a partir da identificação da madeira, isto é, analisar as principais características que o lenho daquela espécie apresenta. Nesse contexto, buscando melhor conhecer as características morfológicas e ma- croanatômicas do lenho, e evitar a aplicação de nomenclatura popular, uma vez que esta pode variar de acordo com a região que a espécie é encontrada, a dendrologia aliada a anatomia da madeira, tem sido uma importante ferramenta que auxilia na correta identificação científica das espécies florestais (RODERJAN, 1983 apud PINHEIRO, 2014; SILVA JÚNIOR, 2014). Ressalta-se que a identificação botânica e/ou de madeira baseada em práticas (téc- nicas) populares, poderá ocasionar graves erros na comercialização dos inúmeros produtos ori- undos de espécies florestais, pois os nomes populares poderão não corresponder a uma única espécie (BOTTOSSO, 2011; ZENID; CECCANTINI, 2012; SILVA JÚNIOR, 2014). QUEM SÃO OS BENEFICIADOS? Pesquisas como esta são de suma importância para a conservação de inúmeras espécies, uma vez que poderá auxiliar a sociedade (na utilização daquela espécie, verificar se ela está ameaçada ou não de extinção); órgãos ambientais fiscalizadores (em vistorias para certificar quais espécies que foram exploradas); pesquisadores (ter uma informação fidedigna da espécie que está trabalhando); madeireiras (evitar a comercialização errônea de madeiras, por exemplo, um móvel de determinada espécie, sendo que é outra); empresas de consultorias (na identifica- ção das espécies que serão descritas em relatório); coletores de sementes e produtores de mudas nativas (ter a garantia da espécie que foi coletada ou comercializada). Visando contribuir para o conhecimento das principais características anatômicas da madeira e dendrológicas de 101 espécies arbóreas, o presente trabalho, além de fornecer material lenhoso para a xiloteca do Herbário Dendrológico Jeanini Felfili, gerar informações que possam ajudar principalmente o (re)conhecimento daquelas que são protegidas por lei e/ou 14 ameaçadas de extinção e servir de inspiração para o desenvolvimento de novos estudos, objetiva estimular a sociedade a valorizar e conservar esse imenso patrimônio, que é a nossa flora. REVISÃO DE LITERATURA CARACTERIZAÇÃO DAS FITOSIONOMIAS Por abrigar uma rica diversidade vegetal, com elevado grau de endemismo e criti- camente ameaçada de extinção, a Mata Atlântica e o Cerrado, são considerados como biomas que apresentam ecorregiões prioritárias para a conservação da biodiversidade biológica mun- dial (MYERS, et al., 2000; MITTERMEIER, et al., 2005, 2011; FORZZA, 2012). No entanto, desde os períodos coloniais até os dias atuais, estes biomas tem sofrido com a perda de sua diversidade florística, em função da intensificação da exploração desorde- nada de seus recursos naturais, decorrentes da expansão das atividades industriais, agroflores- tais, agropecuárias e urbanas, exploração ilegal de madeira, extrativismo vegetal, aliada a falta de uma política específica de ocupação e uso do solo (MITTERMEIER, et al., 2005; PINTO, et al., 2006; SANO, et al., 2008; RODRIGUES; ISERNHAGEM; BRANCALION, 2009; JOLY; METZGER; TABARELLI, 2014). Diante disso, pode-se destacar que houve e ainda há, severas mudanças nas fitofi- sionomias que compõe esses biomas, as quais acarretam na fragmentação de seus remanescen- tes e, consequentemente, perda da cobertura florestal nativa (KLINK; MACHADO, 2005; AQUINO; MIRANDA, 2008; RIBEIRO, M. C., et al., 2009). Dado a sua extensão associada as várias condições edafoclimáticas, cada bioma proporciona vários tipos de fitofisionomias, dentre as formações florestais podemos citar, a Floresta Estacional Semidecidual Montana (FESM) e o Cerrado Stricto Sensu (típico), que mesmo estando inseridas em paisagens fragmentadas, possuem elevada diversidade florística, a qual possui poucas espécies arbóreas que são estudadas anatomicamente. Floresta Estacional Semidecidual Montana (FESM) Caracterizada por períodos pluviométricos bem marcados, um chuvoso e outro de estiagens acentuadas, com seca fisiológica provocada durante o inverno, a FESM apresenta elevada proporção de espécies arbóreas, muitas endêmicas, com uma porcentagem de 20% a 50% que possuem caducifolia, em função do repouso fisiológico associado a dupla estaciona- lidade (CAMPANILI; SCHAFFER, 2010). Encontrada em regiões com altitudes superiores a 500 metros (VELOZO; RANGEL-FILHO; LIMA, 1991), os remanescentes de FESM (figura 1) estão distribuídos de maneira desuniforme ao longo de Minas Gerais, o que proporciona contato com diversas fitofisionomias vegetais (SIMÃO, et al., 2017). 15 Atualmente, restam aproximadamente 7,68% do que existia originalmente desta fi- tofisionomia, e desses remanescentes, maior porcentagem estão em sob áreas privadas (FUN- DAÇÃO SOS MATA ATLÂNTICA, 2018; SCOLFORO; CARVALHO, 2008). Fonte: (RIBEIRO, et al., 2018). Cerrado Strico Sensu Classificado como a principal fitofisionomia lenhosa do bioma Cerrado, o cerrado sentido restrito (típico) ocupa aproximadamente 70 % da área total deste bioma (RIBEIRO, J. F.; WALTER, 2008). Além de possuir solos agricultáveis e ser fonte de madeira para diversos usos (domésticos, cercas, artesanato e construção civil) (FELFILI, M., 2008). Adaptado a deficiência hídrica ao longo da estação seca e caracterizado pela pre- sença de árvores baixas, tortuosas, com troncos que possuem cascas com cortiça espessa, sul- cada ou fendida, o cerrado stricto sensu apresenta distribuição aleatória de espécies arbóreas (caducifólias) ao longo do terreno em diferentes densidades, sem que haja a formações de dos- séis contínuos (RIBEIRO; WALTER, 1995, 2008). Dentre as muitas espécies catalogadas, podemos destacar: Astronium fraxinifolium Schott (gonçalo-alves), Brosimum gaudichaudii Trécul (mama-cadela), Dalbergia miscolo- bium Benth. (jacarandá-da-bahia), Eugenia dysenterica (Mart.) DC. (cagaita), Hymenaea sti- gonocarpa Mart. ex Hayne (jatobá-do-cerrado), Kielmeyera coriacea Mart. & Zucc. (pau- santo), Plathymenia reticulata Benth. (vinhático), Pseudobombax longiflorum (Mart.) A. Robyns (imburuçu), Roupala montana Aubl. (carne-de-vaca), Schefflera macrocarpa (Cham. Figura 1 - Fitofisionomias do Bioma Mata Atlântica. 16 & Schltdl.) Frodin (mandiocão-do-cerrado), entre outras (RIBEIRO, J.; WALTER, 1998; RAT- TER; BRIDGEWATER; RIBEIRO, J., 2003). IDENTIFICAÇÃO ANATÔMICA DA MADEIRA DE ANGIOSPERMAS Histórico e avanço Considerada como ramo da ciência botânica que busca conhecer as características das estruturas anatômicas do lenho (xilema secundário), bem como suas composições e fun- ções, a anatomia da madeira é uma ferramenta de suma importância no (re) conhecimento e identificação de espécies florestais (BURGER; RICHTER, 1991), e que também vêm auxili- ando estudos associados a história evolutiva, taxionomia e ecologia de espécies vegetais, além da compreensão das inter-relações com os fatores ambientais ao longo do tempo (BAAS; WER- KER; FAHN, 1983; RICHTER, 1981; BARAJAS-MORALES, 1985; BAAS; CARLQUIST, 1985; LUCHI; SILVA, L.; MORAES, 2005). Iniciado em meados do século XVI, a partir dos trabalhos desenvolvidos por Cordus e Caesalpino, os estudos sobre a anatomia da madeira só ganharam impulsos no final do século passado e nas primeiras décadas deste, devido a necessidade da identificação das madeiras, principalmente daquelas com potenciais madeireiros e ao aperfeiçoamento do microscópio óp- tico (PEREIRA, 1933; CHIMELO, 1992 apud ZENID; CECCANTINI, 2012). Os primeiros trabalhos sobre a anatomia de madeiras realizados no Brasil, foram década de 30, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro e posteriormente por Mainieri e Pereira (1958), no Laboratório de Ensaios de Materiais da Escola Politécnica de São Paulo, atual Instituto de Pesquisas Tecnoló- gicas do Estado de São Paulo – IPT. (CHIMELO, 1992 apud ZENID; CECCANTINI, 2012; BARROS; CALLADO, 1997). Devido à crescente exigência de estudos sobre as características anatômicas de es- pécies florestais, especialmente aquelas comerciais, ameaçadas de extinção e/ou protegidas por lei, anatomistas, pesquisadores e especialistas em madeiras, têm buscado desenvolver pesquisas Figura 2 - Fitofisionomias do Bioma Cerrado. Fonte: (EMBRAPA, 2019) 17 e/ou métodos que ajudem a entender as correlações entre estas espécies com fatores ambientais e que possam auxiliar de forma direta a identificação científica de espécies arbóreas (BARROS; CALLADO, 1997; ZENID, 1997; BOTOSSO, 2011). Dentre estes podemos citar, publicação de manuais, guias teórico-práticos e livros com ilustrações das características das madeiras, elaboração de chaves dicotômicas de identificação, ampliação das bases de dados eletrônicos com imagens digitalizadas de madeiras, pesquisas sobre anatomia ecológica, dentre outros (MAINIERI; PEREIRA, 1958; ZENID, 1997; ALVES; ANGYALOSSY-ALFONSO, 2000; OLIVEIRA, 2006; BESSA, 2009; SONSIN-OLIVEIRA, 2010; BOTOSSO, 2011; ZENID; CECCANTINI, 2012; DORMONTT, et al., 2015). Dificuldades e importância Levando em consideração a elevada diversidade de espécies de angiospermas en- contradas no país, a identificação científica destas espécies por meio de amostras de madeira, se torna muitas vezes, um processo muito complexo e demorado (BOTTOSSO, 2011; WIEDE- NHOEFT, 2011). Essa dificuldade pode ser atribuída à falta de profissionais treinados e de xilotecas, às semelhanças e/ou variações existentes entre as características anatômicas da mesma ou de outras espécies, gêneros, família e devido a adoção da mesma nomenclatura po- pular ou comercial para espécies diferentes, uma vez que esta pode variar de acordo com a região (CORADIN; CAMARGOS, 2002; BESSA, 2009; TREVISOR, 2011). Por isso, a iden- tificação científica deve ser realizada por pesquisadores e/ ou profissionais altamente capacita- dos e hábeis, garantindo assim, fidedignidade na identificação (BESSA, 2009; BOTTOSSO, 2011; WIEDENHOEFT, 2011; ZENID; CECCANTINI, 2012). Dessa forma, a correta identificação das espécies, assim como o conhecimento de suas características botânicas e anatômicas da madeira, permite predizer qual será a melhor utilização de cada espécie de acordo com suas características, seja esta, em meio ao ecossistema ou como madeira processada, evitando assim, ações que visam fraudar a fiscalização ambiental e a comercialização de madeira (NISGOSKI, 1999; ZENID; CECCANTINI, 2012). Segundo o Instituto de Defesa Agropecuária do Estado do Mato Grosso (INDEA - MT, 2014), desde 2005, o estado do MT pensando na proteção dos seus ambientes florestais, especialmente para as futuras gerações, até o momento, ainda é o primeiro e único estado bra- sileiro reconhecido nacionalmente, como aquele que identifica essências florestais (madeiras) extraídas em seu território, destinadas à exportação para outros estados brasileiros. De acordo com Barros e Callado (1997), INDEA-MT (2014) e Nascimento et al., (2017) são vários os benefícios que se pode ter a partir da identificação da madeira. Dentre estes citamos, compreender as inter-relações entre planta e ambiente; distinguir espécies 18 morfologicamente semelhantes; identificar cientificamente espécies exploradas; proteger as es- pécies florestais ameaçadas de extinção, protegidas por lei (imunes de corte) e/ou aquelas de interesse científico; evitar que diferentes espécies sejam comercializadas com os mesmos no- mes populares; garantir aos consumidores o recebimento correto das espécies e volumes soli- citados, geram informações que poderão dar suporte aos órgãos ambientais em fiscalizações e na tomada de decisões inerentes a política ambiental, entre outros. Como identificar? (Métodos utilizados na identificação científica) Buscando a identificação de espécies por meio da anatomia, com alto grau de con- fiabilidade e segurança, evitando que estas sejam identificadas e/ou agrupadas com o mesmo nome popular, os estudos anatômicos do lenho, tem sido ferramentas essenciais na correta iden- tificação de madeiras (BOTOSSO, 2011), principalmente quando não há quaisquer amostras de outras características vegetais (IPT, 1985; BESSA, 2009) Os estudos anatômicos associados a identificação de madeiras são abordados de duas maneiras distintas, a macroscópica e a microscópica (ZENID; CECCANTINI, 2012). Es- tas técnicas, principalmente as macroscópicas (utilizando lente conta-fios com 10x de au- mento), são consideradas como eficazes, confiáveis, de baixo custo e que exigem equipamentos de fácil aplicação, logo, poderão ser aplicados em ambientes de controle e operações de fisca- lização do comércio de madeiras, principalmente aquelas provindas de extração ilegal (BESSA, 2009; BOTOSSO, 2011; SANTINI, 2013). Nos estudos de identificação macroanatômica do lenho, utiliza-se as normas e ter- minologias da Comissão Panamericana de Normas Técnicas (COPATAN, 1974), da Associa- ção Internacional da Anatomia da Madeira (IAWA, 1989) e/ou do Laboratório de Produtos Florestais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (IBAMA) (CO- RADIN; MUÑIZ, 1991). De acordo com estas normas, antes de realizar as análises estruturais, via microscopia, é preciso descrever as características macroscópicas do lenho a partir de ob- servações nos três planos convencionais de corte da madeira. Por se tratar de um conjunto de tecidos que apresenta células formados a partir da atividade fisiológica do câmbio vascular, a madeira por conter células dispostas e organizadas em diferentes direções, apresenta características que variam de acordo com a face observada (BURGER; RICHTER, 1991; CORADIN; CAMARGOS, 2002; SILVA, J. C., 2005). Tra- tando-se de estudos anatômicos, os quais são realizados a olho nu ou com auxílio de lentes de aumento, normalmente a madeira, após a preparação (polimento) dos corpos de prova, é anali- sada nos seguintes planos (BURGER; RICHTER, 1991; CORADIN; CAMARGOS, 2002; SILVA, J. C., 2005): 19 • Transversal: é a superfície perpendicular ao eixo da árvore, ou seja, é aquela apresentada no topo de uma tora de madeira cortada. Neste plano, a partir da macroscopia, observa-se os poros (pequenos orifícios), os diferentes tipos de parênquimas axiais (aparecem como pequenas manchas mais claras), as fibras (parte mais escura da superfície), os raios (apa- recem como linhas estendidas no sentido da casca para o centro do disco), relação cerne e al- burno, e os anéis de crescimento (aparecem como camadas de linhas claras e escuras que se intercalam ao longo do disco). • Longitudinal tangencial: esta superfície é exposta quando há retirada da casca da árvore ou quando se realiza um corte em direção perpendicular aos raios e tangencialmente aos anéis de crescimento. Nessa superfície, observa-se a altura e estratificação dos raios secciona- dos, as fibras, as linhas vasculares e o comprimento das series de células do parênquima axial. Na macroscopia é possível observar a orientação, a largura e a altura dos raios. • Longitudinal radial: é aquela superfície paralela aos raios ou perpendicular aos anéis de crescimento. Assim como no plano tangencial, nesta superfície pode-se observar, as fibras, as linhas vasculares, o comprimento longitudinal das células do parênquima axial e a altura e comprimento dos raios. Em nível macroscópico, este plano não oferece muitas infor- mações para a identificação de madeiras, com exceção do espelhado dos raios. Identificação macroscópica A identificação macroscópica (macroanatômica) é aquela realizada a olho nu e/ou com o auxílio de lentes de 10 vezes de aumento, ou seja, toda a análise das características é feita com base em observações que requerem pouco ou nenhum aumento. Essas características Figura 3 - Planos anatômicos do lenho da espécie Martiodendron elatum (Ducke) Gleason (Fabaceae). Fonte: DUARTE, 2018. 20 macroscópicas são denominadas como organolépticas (sensoriais) e anatômicas (IAWA, 1989; BURGER; RICHTER, 1991; BOTOSSO, 2011; ZENID; CECCANTINI, 2012). Neste processo de identificação, primeiramente é realizado uma análise das carac- terísticas organolépticas, em seguida faz-se o polimento (lixamento) das superfícies transversal e longitudinais dos corpos de prova, para melhor visualização das características anatômicas (CORADIN; CAMARGO, 2002). Características organolépticas As características organolépticas são aquelas que podem ser percebidas pelos ór- gãos sensoriais humanos (visão, audição, paladar, tato e olfato), sem a necessidade do uso de qualquer instrumento óptico, por isso englobam cor, odor, gosto, brilho, grã, textura, densidade aparente, dureza e desenho (BURGER; RICHTER, 1991; CORADIN; CAMARGOS, 2002; SILVA, J. C., 2005). Cor A cor da madeira, principalmente do cerne (escura) e alburno (clara), é considerada como de importância secundária para a anatomia e identificação de madeiras, devido sofrer alteração com à exposição à luz, à umidade e ao ataque de microrganismos (BURGER; RICHTER, 1991; CORADIN; CAMARGOS, 2002; SILVA, J. C., 2005). Por isso, esta propri- edade deve ser analisada na superfície tangencial do cerne, com muita cautela, devido a variação natural de tonalidade entre indivíduos de uma mesma espécie e, até mesmo, entre várias partes de um mesmo tronco (BURGER; RICHTER, 1991; CORADIN; CAMARGOS, 2002; SILVA, J. C., 2005). A variação da coloração natural da madeira é provocada principalmente por extra- tivos presentes nas células e em suas paredes celulares, tais como, taninos, resinas, óleos, go- mas, corantes, dentre outros, depositados sobretudo no cerne (BURGER; RICHTER, 1991; CORADIN; CAMARGOS, 2002; SILVA, J. C., 2005). Dado a elevada diversidade de espécies florestais, há uma grande variação na coloração das madeiras, tonalidades que variam desde esbranquiçada, amarelada, amarronzada, avermelhada, acastanhada, parda, enegrecida, até ar- roxeada (BURGER; RICHTER, 1991; CORADIN; CAMARGOS, 2002; SILVA, J. C., 2005). Odor O odor (cheiro), assim como a cor, também é uma característica difícil de ser defi- nida, por isso deve ser analisada com muita precaução. O cheiro que muitas espécies, gêneros ou famílias apresentam, se deve à presença de certas substâncias voláteis ou extrativos, concen- tradas principalmente no cerne, porém, com o passar do tempo, em algumas espécies, há uma 21 diminuição gradual do cheiro, devido à volatilidade das substâncias (BURGER; RICHTER, 1991; CORADIN; CAMARGOS, 2002; SILVA, J. C., 2005). O odor típico da madeira deve ser sentido em amostras secas, em superfície recém exposta ao ar e/ou à luz, a partir de um corte na superfície da amostra. Quando a madeira está muito seca, geralmente faz-se o umedecimento ou aquecimento desta, para que o odor se torne mais evidente. Este odor pode ser classificado como indistinto ou distinto (agradável ou desa- gradável). O odor agradável é comum em madeiras de espécies da família Lauraceae (Ocotea sp. e Aniba sp.), Fabaceae (Amburana sp.), Meliaceae (Cedrela sp.). Já o odor desagradável pode ser sentido em espécies Nectandra sp. (Lauraceae), Eremanthus sp. (Asteraceae), Hyme- naea sp. e Dinizia sp. (Fabaceae). Espécies com odor agradável são utilizadas na confecção de moveis rústicos, residenciais, artigos de perfumaria, produtos como charutos, palitos de dente, etc (BURGER; RICHTER, 1991; CORADIN; CAMARGOS, 2002; SILVA, J. C., 2005; ZE- NID; BOTOSSO, 2011; WIEDENHOEFT, 2011; CECCANTINI, 2012). Brilho O brilho é a propriedade que a madeira possui em refletir a luz incidente. Várias espécies apresentam madeiras com brilho natural, o qual está relacionado tanto com a orienta- ção dos elementos celulares, assim como com a presença de extrativos (resinas, óleos) no cerne. No processo de identificação ou distinção da madeira, muitas vezes é tido como irrelevante e difícil definição. Esta propriedade deve ser observada sempre em superfície longitudinal do cerne, em amostras que não contenham verniz ou seladores (BURGER; RICHTER, 1991; CO- RADIN; CAMARGOS, 2002; SILVA, J. C., 2005; ZENID; BOTOSSO, 2011; WIEDE- NHOEFT, 2011; CECCANTINI, 2012). Algumas espécies dos gêneros Carapa, Cedrela, Enterolobium, Ocotea, Tapirira, apresentam madeiras com brilho natural. Espécies dos gêneros Eucalyptus e Pinus geralmente não apresentam brilho. O melhor jeito de aprender a identificar o brilho da madeira é compa- rando espécies que têm com as que não possuem brilho (BURGER; RICHTER, 1991; CORA- DIN; CAMARGOS, 2002; SILVA, J. C., 2005; BOTOSSO, 2011; WIEDENHOEFT, 2011; ZENID; CECCANTINI, 2012). Dureza A dureza é uma propriedade mecânica intimamente associada à massa específica. Esta característica fornece informações sobre a facilidade ou dificuldade de cortar uma amostra de madeira, a qual só verificada com precisão, utilizando-se equipamentos especiais. Esta pro- priedade é depende diretamente da espessura da parede celular. Em relação as demais, a dureza é a de menor importância para a identificação de madeiras, e pode ser avaliada pela impressão 22 da unha. Geralmente a madeira é classificada como macia, moderadamente dura e dura (RICHTER, 1991; CORADIN; CAMARGOS, 2002; SILVA, J. C., 2005; BOTOSSO, 2011; WIEDENHOEFT, 2011; ZENID; CECCANTINI, 2012). Características anatômicas As características anatômicas compreendem as camadas de crescimento (anéis de crescimento), vasos (poros), porosidade, arranjo dos vasos, obstrução dos vasos, tipos de pa- rênquimas, tamanho e estratificação dos raios. Todas estas características são atribuídas a forma, tamanho e/ou distribuição dos elementos celulares (IAWA, 1989; BOTOSSO, 2011; ZENID; CECCANTINI, 2012). Camadas de crescimento As camadas de crescimento são os registros do início e da parada do crescimento das árvores devido a alternância das condições ambientais, com períodos favoráveis e desfavo- ráveis, associados às condições ecológicas de crescimento dessas árvores. Elas podem ser mais ou menos demarcadas, ocorrendo de forma concêntrica nos troncos. Em regiões de clima tem- perado, geralmente, os anéis de crescimento incrementados anualmente são utilizados para es- timar a idade do indivíduo. Esta característica pode ser analisada sem o uso de lupa de aumento, por isso são classificadas com indistintas ou distintas (BOTOSSO, 2011; WIEDENHOEFT, 2011; ZENID; CECCANTINI, 2012). - Indistintas e/ou ausentes: são as camadas de crescimento praticamente não demar- cadas por mudanças estruturais, de maneira mais ou menos graduais entre seus limites, sendo esses, por sua vez, mal definidos, ou não visíveis. - Distintas: são as camadas de crescimento que apresentam uma mudança estrutural abrupta no limite entre elas, normalmente incluindo mudanças anatômico estruturais. Quando estas camadas são demarcadas de maneira distinta, deve-se identificar se essa marcação é do tipo em anel poroso, anel semi-poroso, zona fibrosa ou parênquima margi- nal. - Anel poroso: quando há uma transição abrupta entre as faixas de vasos de grande e de pequeno diâmetro. - Anel semi-poroso: quando têm uma gradação dos diâmetros dos vasos observados na faixa de vasos de grande diâmetro (lenho inicial) e pequeno diâmetro (lenho tardio). - Zona fibrosa: é uma região onde não ocorre a presença de parênquima axial. - Parênquima marginal: são faixas dispostas de forma perpendicular aos raios, com espaçamento grande e regular. 23 Os Vasos são conjuntos de células dispostas umas sobre as outras no sentido longi- tudinal, formando uma estrutura de tubos responsáveis pela condução ascendente de água com os nutrientes retirados do solo (seiva bruta), desde as raízes até as folhas. Ocorrentes somente nas angiospermas (folhosas), estes elementos constituem a principal característica para diferen- ciar as angiospermas de gimnospermas (coníferas). Quando visualizados no plano transversal da madeira, aparecem como diminutos orifícios de formato circular elíptico, sendo chamados, normalmente, de poros (IAWA, 1989; RICHTER, 1991; CORADIN; CAMARGOS, 2002; SILVA, J. C., 2005). Devido a sua distribuição, abundância e tamanho, os vasos são de suma importância para a identificação espécies madeireiras e definição de suas propriedades tecnológicas. Dentre as classificações mais importantes dos vasos (poros) estão visibilidade, diâmetro, frequência, porosidade, o tipo de agrupamento, arranjo, e presença de obstruções (SILVA, J. C., 2005; BOTOSSO, 2011; ZENID; CECCANTINI, 2012). A visibilidade dos vasos é uma característica associada a capacidade do olho hu- mano em enxergar esses pequenos orifícios presentes na seção transversal da madeira. Esta característica está intimamente relacionada ao diâmetro dos vasos. Quanto à visibilidade os vasos podem ser distintos: a olho nu, distintos apenas sob lente (10x) ou indistinto mesmo sob lente (10x) (BOTOSSO, 2011; ZENID; CECCANTINI, 2012). A frequência é obtida a partir de medidas realizadas de forma aproximada utili- zando-se uma escala transparente com círculos ou quadrados de área conhecida. Esta caracte- rística está associada à abundância de poros por milímetro quadrado (mm²). As classes mais usadas são: muito poucos (< 5/ mm²), poucos (de 5 a 20/ mm²), numerosos de (20 a 40/ mm²) e muito numerosos (> 40/ mm²) (BOTOSSO, 2011; ZENID; CECCANTINI, 2012). De acordo com Silva (2005), a frequência dos poros é um parâmetro que pode variar na mesma espécie, da medula (parte central) para a casca, nos anéis de crescimento (variação de idade), devido ao ambiente que ela está presente e de uma mesma espécie pra outra. A porosidade refere-se a forma que os vasos estão dispersos ao longo da seção transversal da amostra de madeira. O tipo de porosidade que a madeira vai apresentar, está associado à susceptibilidade que a espécie apresenta em se adaptar às variações das condições ambientais e ecológicas. Quando os poros estão dispersos de maneira uniforme pelo lenho e praticamente apresentam o mesmo diâmetro, esta porosidade é classificada como difusa (Fa- baceae: Hymenaea courbaril L.) (IAWA, 1989; RICHTER, 1991; CORADIN; CAMARGOS, 2002; SILVA, J. C., 2005; BOTOSSO, 2011; WIEDENHOEFT, 2011 ZENID; CECCANTINI, 2012). 24 Ocorrendo uma transição de forma abrupta entre os poros de pequeno e de grande diâmetro, onde que os poros de > diâmetro se concentram no lenho inicial e os de < diâmetro próximos ao lenho tardio, a porosidade é considerada como de anel poroso (Fagaceae: Quercus sube L.). Outra forma de porosidade é em anel semi-poroso, que é quando se têm a presença de poros de maior diâmetro no lenho inicial e gradativa diminuição do diâmetro dos poros no lenho tardio (Meliaceae: Cedrela sp.) (IAWA, 1989; RICHTER, 1991; CORADIN; CAMAR- GOS, 2002; SILVA, J. C., 2005; BOTOSSO, 2011; WIEDENHOEFT, 2011 ZENID; CEC- CANTINI, 2012). O arranjo é uma característica relacionada a distribuição dos vasos em meio a se- ção transversal do lenho, que quando bem definido, também ajuda no processo de identificação da madeira, devido muitas espécies apresentarem padrões característicos. Quando os vasos es- tão dispostos tangencialmente de forma perpendicular aos raios, mas não compondo o limite de anéis de crescimento, o arranjo é definido como tangencial (Proteaceae: Roupala brasiliensis Klotzsch). Se os vasos estiverem dispostos, preferencialmente, de forma paralela aos raios e perpendicular aos anéis de crescimento, esse arranjo é definido como radial (Rosaceae: Prunus sellowii Koehne) (IAWA, 1989; RICHTER, 1991; CORADIN; CAMARGOS, 2002; SILVA, J. C., 2005; BOTOSSO, 2011; WIEDENHOEFT, 2011; ZENID; CECCANTINI, 2012). Ao analisar que que os vasos estão dispostos em faixas ramificadas, oblíquas aos raios, apresentando o aspecto arquitetural de árvores, este padrão de arranjo será caracterizado como dendrítico (Sapotaceae: Bumelia sp.). Outro tipo de arranjo, bem comum em espécies da família Myrtaceae, principalmente do gênero Eucalyptus sp., é o diagonal (oblíquo), o qual é caracterizado pela disposição dos vasos de forma paralela aos raios ou de maneira intermediária entre a posição radial e tangencial (IAWA, 1989; RICHTER, 1991; CORADIN; CAMARGOS, 2002; SILVA, J. C., 2005; BOTOSSO, 2011; WIEDENHOEFT, 2011; ZENID; CECCANTINI, 2012). Vistos também na seção transversal, o agrupamento de vasos está relacionado a forma que estes ocorrem ao longo do lenho, seja de maneira isolada ou compartilhando a mesma parede celular, em grupos de dois ou mais. Considera-se vasos solitários quando 90% ou mais dos vasos são completamente envolvidos por outros tipos de células, isto é, a maioria dos vasos não fazem contato com outros vasos (Calophyllaceae: Calophyllum brasiliense Cambess.). Se os vasos analisados estiverem justapostos, configurando-se como múltiplos de dois, três, quatro ou mais vasos e formando cadeias, geralmente, radiais e, às vezes, tangenciais, denomina-se como agrupamento múltiplo (Sapotaceae: Pouteria pachycalyx T. D. Penn. e Meliaceae: 25 Swietenia macrophylla King) (IAWA, 1989; RICHTER, 1991; CORADIN; CAMARGOS, 2002; SILVA, J. C., 2005; BOTOSSO, 2011; ZENID; CECCANTINI, 2012). Outra característica determinante na identificação de espécies a partir de uma amos- tra de madeira, é o parênquima axial, definido como um conjunto de células responsáveis por desempenhar as funções de armazenamento de reservas nutritivas no lenho. Geralmente, quando visualizadas do topo a partir de lente de aumento, nota-se o destaque das células paren- quimáticas, devido exibir coloração mais clara que a parte fibrosa do lenho (IAWA, 1989; RICHTER, 1991; CORADIN; CAMARGOS, 2002; SILVA, J. C., 2005; BOTOSSO, 2011; ZENID; CECCANTINI, 2012). Muitas vezes, a partir da análise dos padrões de configuração deste parênquima, já é possível determinar a família botânica que amostra de madeira pertence. Quando disposto paralelamente ao longo do maior eixo da árvore, em uma única amostra de madeira de deter- minada espécie, pode haver a presença de mais de um tipo de parênquima. A determinação macroscópica deste parênquima deve ser realizada por meio utilizando uma lente de aumento de 10x (distinto sob lente), porém, as vezes não é possível visualizá-lo mediante ao uso de lente de aumento de 10x (indistinto sob lente), necessitando assim do emprego da microscopia. Este parênquima pode ser classificado como de tipos: apotraqueal, paratraqueal e em faixas, ambos observados no plano transversal da madeira (IAWA, 1989; RICHTER, 1991; BOTOSSO, 2011; ZENID; CECCANTINI, 2012). O parênquima apotraqueal é aquele cujas células não estão associadas aos poros. Os tipos de parênquima axial apotraqueal são: difuso, as células estão distribuídas de maneira irregular e aleatoriamente entre as fibras, e difuso em agregados, quando há séries de células ocorrendo de maneira isolada e/ou agrupadas, não havendo formação de desenho característico (IAWA, 1989; RICHTER, 1991; CORADIN; CAMARGOS, 2002; SILVA, J. C., 2005; BO- TOSSO, 2011; WIEDENHOEFT, 2011; ZENID; CECCANTINI, 2012). Quando as células parenquimáticas estão em contato com os poros, o parênquima é classificado como paratraqueal. Se estas células, mesmo ocorrendo em contato com os poros, não chegar a circundá-los completamente, esse parênquima é chamado como paratraqueal escasso (Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenan - Fabaceae). Estando em contato com os po- ros, porém concentrados somente em uma única direção, o parênquima será denominado como paratraqueal unilateral (IAWA, 1989; RICHTER, 1991; CORADIN; CAMARGOS, 2002; SILVA, J. C., 2005; BOTOSSO, 2011; WIEDENHOEFT, 2011; ZENID; CECCANTINI, 2012). 26 Sempre que o vaso estiver completamente envolvido por células parenquimáticas, formando uma aréola de largura variável ao seu redor, sendo estas de formato circular, o parên- quima será considerado como do tipo paratraqueal vasicêntrico. Se estas células que circun- dam o vaso, formarem faixas tangenciais e/ou diagonais de largura variável, ligando dois ou mais vasos, o parênquima será do tipo paratraqueal confluente (IAWA, 1989; RICHTER, 1991; CORADIN; CAMARGOS, 2002; SILVA, J. C., 2005; BOTOSSO, 2011; WIEDE- NHOEFT, 2011; ZENID; CECCANTINI, 2012). Caso o vaso esteja envolvido por aréola com expansões laterais similares a asas, extensões laterais na forma de losango ou por extensões laterais estreitas e alongadas perpen- diculares aos vasos, este parênquima será classificado como paratraqueal aliforme, sendo este, subdividido em aliforme losangular e aliforme de extensão linear (IAWA, 1989; RICHTER, 1991; CORADIN; CAMARGOS, 2002; SILVA, J. C., 2005; BOTOSSO; WIEDE- NHOEFT, 2011; ZENID; CECCANTINI, 2012). Encontrados em várias espécies florestais das famílias Annonaceae, Fabaceae, Me- liaceae, Lecythidaceae, Sapotaceae, o parênquima axial em faixas pode apresentar linhas ou faixas com espaçamento irregular, dispostas perpendicularmente aos raios, as quais podem estar ou não em contato com os vasos IAWA, 1989; RICHTER, 1991; ZENID; CECCANTINI, 2012. De acordo com Botosso (2011), para a identificação macroscópica, as linhas são as disposições lineares de células parenquimáticas observadas somente via lente de aumento de 10x, já as fai- xas são as formações lineares visíveis a olho nu. Havendo a presença de células do parênquima axial, dispostas em linhas ou faixas tangenciais contínuas, regularmente espaçadas e com aproximadamente a mesma largura com relação aos raios, formando com os raios um desenho com o aspecto de rede, o parênquima será definido como reticulado (IAWA, 1989; RICHTER, 1991; CORADIN; CAMARGOS, 2002; SILVA, J. C., 2005; BOTOSSO, 2011; ZENID; CECCANTINI, 2012). Ao observar que a distância entre os raios é superior à distância das células paren- quimáticas, as quais estiverem dispostas em linhas ou faixas perpendiculares aos raios, regular- mente espaçadas, formando com os raios um desenho com aparência de uma escada, o parên- quima é chamado como escalariforme. Ocorrendo a formação de faixas ou linhas dispostas perpendicularmente aos raios, com espaçamento grande e regular, demarcando a camada de crescimento, o parênquima será do tipo marginal (IAWA, 1989; RICHTER, 1991; CORADIN; CAMARGOS, 2002; SILVA, J. C., 2005; BOTOSSO, 2011; ZENID; CECCANTINI, 2012). 27 Parênquima radial (raios) Os raios, são feixes de células parenquimáticas responsáveis por desempenhar as funções de armazenamento, translocação e condução da seiva elaborada para a parte funcional da planta (alburno), no sentido radial do tronco e irradiando-se na direção do câmbio (periferia) para a medula da árvore. Nas angiospermas é encontrado em forma de faixas ou filas radiais, podendo variar em tipo, tamanho, número e tamanho da célula, tornando-se de grande eficácia na identificação e distinção da madeira, já que estes ocupam de 10 a 40% do plano lenhoso e podem ser vistos a olho nu em várias espécies (IAWA, 1989; RICHTER, 1991; CORADIN; CAMARGOS, 2002; SILVA, J. C., 2005; BOTOSSO, 2011; WIEDENHOEFT, 2011; ZENID; CECCANTINI, 2012). Na identificação macroscópica, ao serem observados nos planos transversal e lon- gitudinal tangencial, os raios podem ser classificados quanto a sua distinção a olho nu ou apenas utilizando lente de aumento de dez vezes. A visualização a olho nu, só é possível se a amostra de madeira conter raios muitos altos e de largos a extremamente largos (BOTOSSO, 2011; ZENID; CECCANTINI, 2012). Normalmente, não é realizado a medição precisa da altura dos raios, apenas menci- ona-se a presença de raios com limites maiores que 1 mm e 10 mm (BOTOSSO, 2011; ZENID; CECCANTINI, 2012). Por isso, os raios são classificados quanto à sua disposição. Quando os raios estiverem dispostos na seção tangencial, de modo regular formando séries paralelas que se distribuem em estratos ou camadas horizontais, visíveis a olho nu, ou somente sob lente, denomina-se estratificação dos raios. Caso os estes, se apresentarem de forma irregular, ao longo da seção tangencial, considera-se não há estratificação dos raios (CORADIN; CAMAR- GOS, 2002; BOTOSSO, 2011; ZENID; CECCANTINI, 2012). Sendo considerada como um aspecto importante no reconhecimento e identificação de determinadas espécies de famílias botânicas (Bignoniaceae, Fabaceae, Malvaceae, Melia- ceae e Simaroubaceae), a estratificação dos raios é notada quando há presença ordenada de elementos celulares. A presença desta característica, normalmente, é evidenciada macroscopi- camente quando, no plano longitudinal tangencial, observa-se estratos de listras horizontais formadas pelo posicionamento das estruturas celulares (vasos, parênquima axial e/ou fibra) no mesmo nível (CORADIN; CAMARGOS, 2002; BOTOSSO, 2011; ZENID; CECCANTINI, 2012). Em algumas situações duas ou mais estruturas celulares podem estar estratificadas, dificultando assim a visualização da estratificação dos raios por meio da observação macroscó- pica. Quando todos os elementos estão em um mesmo estrato, a estratificação é caracterizada 28 como total. Não havendo estratificação de todos os elementos axiais, a estratificação é tida como parcial (CORADIN; CAMARGOS, 2002; BOTOSSO, 2011; ZENID; CECCANTINI, 2012). Além destas características já evidenciadas anteriormente, as quais estão relaciona- das as dimensões e as várias formas que os vasos estão distribuídos ao longo da superfície do lenho, existem inúmeras espécies que apresentam madeiras com vasos obstruídos. Esta obstru- ção pode ser por meio de inclusões orgânicas de diversas naturezas (gomas, óleos e resinas) com várias colorações e/ou por tilos que se desenvolvem no interior dos vasos, apresentando colorações claras e de brilhos característico. Devido as barreiras físicas formadas, estes tilos podem dificultar a penetração de fungos xilófagos e ser um problema no processo de secagem e tratamento da madeira com preservativos, pelo fato de obstruírem a circulação natural de líquidos (RICHTER, 1991; BOTOSSO, 2011; ZENID; CECCANTINI, 2012). Embora não sendo uma característica estrutural, a presença da obstrução dos vasos é de grande importância na identificação de várias espécies das famílias Bignoniaceae (Han- droanthus serratifolius (Vahl) G.Nichols.), Caryocaraceae (Caryocar villosum (Aubl.) Pers.), Fabaceae (Dinizia excelsa Ducke), Lecythidaceae (Bertholletia excelsa Bonpl.) e Meliaceae (Swietenia macrophylla King) (BOTOSSO, 2011; ZENID; CECCANTINI, 2012). Identificação microscópica e outras formas de identificação Quando não é possível definir uma espécie, gênero ou família, a partir da identifi- cação macroscópica, principalmente devido as similaridades das características anatômicas, re- corre-se à identificação microscópica, a qual é realizada por meio de análises nas secções his- tológicas do lenho, com auxílio de um microscópio óptico (BURGER; RICHTER, 1991; SAN- TINI, 2013). Considera-se como identificação microscópica, aquela onde são observadas as ca- racterísticas dos tecidos (muitas já definidas na análise macroscópica) e das células constituin- tes do lenho, tais como: tipos de pontoações, composição celular dos raios, ornamentações da parede celular, dimensões celulares, presença de inclusões inorgânicas (cristais e sílica), células oleíferas, placas de perfuração, entre outras características importantes para identificação e uti- lização da madeira (IAWA, 1989;BURGER; RICHTER, 1991; BOTOSSO, 2011; ZENID; CECCANTINI, 2012). Além dos estudos anatômicos do lenho, cabe mencionar que outros trabalhos tam- bém têm sido de grande relevância na identificação de espécies florestais e da madeira, como os estudos anatômicos da casca e métodos não anatômicos, fluorescência do extrato aquoso ou etílico, testes com cromoazurol, saponina, e a espectroscopia do infravermelho próximo NIR 29 (IAWA, 1989;BURGER; RICHTER, 1991; SONSIN-OLIVEIRA, 2010; ZENID; CECCAN- TINI, 2012). Ressalta-se que mesmo com os avanços nos estudos anatômicos do lenho, ainda há poucas coleções de madeira com espécies identificadas corretamente, sejas estas depositadas em herbários, carpotecas e/ou xilotecas (TREVIZOR, 2011). IDENTIFICAÇÃO DENDROLÓGICA/BOTÂNICA DE ESPÉCIES ARBÓREAS Segundo Roderjan (1983) apud Pinheiro (2014), além da anatomia da madeira, ou- tra forma correta de se identificar cientificamente uma espécie arbórea, é por meio da dendro- logia, a qual é definida por Dayton (1945) como ramo da ciência botânica e da engenharia florestal baseada na taxionomia, morfologia, fenologia, ecologia, anatomia, distribuição geo- gráfica e importância econômica dos produtos oriundos de espécies lenhosas (MARCHIORI, 2004). Os estudos dendrológicos são considerados como de grande eficácia e relevância em trabalhos sobre a flora de uma determinada região, devido estes fornecerem informações que facilitarão: na identificação individual e/ou dos grupos de espécies arbóreas presentes nos remanescentes nativos (inventários florestais, levantamentos florísticos e/ou fitossociológicos); na indicação e descrição das espécies presentes no banco de plântulas e/ou mudas (regeneração natural); na identificação das amostras que compõe a coleção de plantas e/ou madeiras (herbá- rio, xiloteca); no conhecimento e uso de produtos madeireiros e não madeireiros de determinada espécie (estudo tecnológico da madeira, coleta de sementes); dentre outros (RODERJAN, 1987; PINHEIRO, 2014). De acordo com Marchiori (2004) e Pinheiro (2014), para se identificar cientifica- mente uma espécie, isto é, determinar um táxon, como idêntico ou semelhante a outro já exis- tente, seja em campo ou utilizando-se a comparação com material de herbário devidamente identificado em qualquer hierarquia (família, gênero, espécie, subespécie, e etc.), é necessário uma análise criteriosa das principais características macromorfológicas (tronco, ritidoma e fo- lha) e reprodutivas (flores e frutos) das árvores. No processo de identificação científica de uma espécie arbóreas, com base nas de- finições e terminologias dendrológicas de Marchiori (2004) e Silva Junior (2014), avalia-se as seguintes características: Tronco Parte da árvore que se estende do solo até a primeira bifurcação da copa (fuste), responsável pela sustentação da copa das árvores e condução de água e nutrientes, das raízes 30 até as folhas, por meio dos tecidos do lenho. No tronco observa-se principalmente o aspecto (reto, tortuoso e abaulado) e base (acanalada, cilíndrica, sapopema ou raiz escora). Ritidoma (casca externa) Refere-se ao conjunto de tecidos (células parenquimáticas, fibras, elementos criva- dos, etc.) mortos que estão localizados na parte mais externa (casca) do tronco. O ritidoma é classificado conforme a sua coloração, aspecto (liso, áspero, com acúleos e/ou espinhos, placas lenhosas, estriado, fissurado, laminado, lenticelado, reticulado, rugoso e verrucoso). Folha Inseridas principalmente sobre o caule principal e/ou ramos, as folhas são órgãos laterais responsáveis por desempenhar uma das principais funções das plantas, a fotossíntese. Geralmente a folha de uma árvore é composta por limpo, pecíolo, bainha e estípula (alguma pode ser ausente). Devido à grande variação e função, este órgão é classificado conforme: composição (simples e composta); filotaxia (alterna, oposta e verticilada); forma (elíptica, oblonga e ovada); ápice (acuminado, agudo, apiculado, arredondado, atenuado, emarginado, mucronado, obtuso, retuso e truncado); margem (crenada, dentada, inteira, lobada, palmada, serreada e sinuada); consistência (cartácea, coriácea e membranácea); coloração (concolor e discolor); pilosidade; pecíolo (cilíndrico, acanalado, alado e séssil); raque (acanalada, alada e cilíndrica); nervação (salientes, imersas e sulcadas); gema (terminal e lateral); oxidação; presença de glândulas, do- mácias, acúleos, folíolo abortado, e exsudação. Vale ressaltar que, devido a nomenclatura popular não ser regulamentada por uma instituição autorizada e variar de acordo com a região, a determinação do correto nome cientí- fico de uma espécie, deverá ser realizado com base no sistema normativo de nomenclatura bo- tânica e sempre por profissional capacitado. 31 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALVES, E. S.; ANGYALOSSY-ALFONSO, V. Ecological trends in the wood anatomy of some Brazilian species. 1. Growth rings and vessels. IAWA journal, v. 21, n. 1, p. 3-30, 2000. AMORIM FILHO, O. B. Literatura de explorações e aventuras: as" viagens extraordinárias" de Júlio Verne. Sociedade & Natureza, v. 20, n. 2, p. 107-119, 2008. AQUINO, F. G.; MIRANDA, G. H. B. Consequências ambientais da fragmentação de habi- tats no Cerrado. Cerrado: ecologia e flora. Brasília: Embrapa Cerrados/Embrapa Infor- mação Tecnológica, v. 2, p. 383-395, 2008. BAAS, P.; CARLQUIST, S. A comparison of the ecological wood anatomy of the floras of southern California and Israel. IAWA Journal, v. 6, n. 4, p. 349-353, 1985. BAAS, P.; WERKER, E.; FAHN, A. Some ecological trends in vessel characters. IAWA Journal, v. 4, n. 2-3, p. 141-159, 1983. BARAJAS-MORALES, J. Wood structural differences between trees of two tropical forests in Mexico. IAWA Journal, v. 6, n. 4, p. 355-364, 1985. BARROS, C. F.; CALLADO, C. H. Madeiras da mata atlântica. Instituto de Pesquisas Jar- dim Botânico do Rio de Janeiro, 1997. BATISTA, D. S. Vellozia ramossisima estrutura populacional, anatomia foliar e avaliação nutricional em áreas de Complexos Rupestres, sob diferentes substratos, na Serra do Es- pinhaço, MG. 90 f. 2016. Dissertação (Mestrado em Ciência Florestal) - Faculdade de Ciên- cias Agrárias, Universidade Federal dos Vales Jequitinhonha e Mucuri, Diamantina 2016. BESSA, F. M. S. Criação de uma xiloteca electrónica (e-xiloteca) tropical e sua utilização para identificação e caracterização de madeiras com fins científicos e económicos. 336 f. 2009. Tese (Doutoramento em Engenharia Florestal) - Instituto Superior de Agronomia, Uni- versidade de Lisboa, Lisboa, 2009. BOTOSSO, P. C. Identificação macroscópica de madeiras: guia prático e noções básicas para o seu reconhecimento. Embrapa Florestas, 2011. BURGER, L. M.; RICHTER, H. G. Anatomia da madeira. 1. ed. São Paulo. Nobel. 1991. 154 p. CAMPANILI, M.; SCHAFFER, W. B. Mata Atlântica: patrimônio nacional dos brasilei- ros/Ministério do Meio Ambiente. Secretaria de Biodiversidade e Florestas. Núcleo Mata Atlântica e Pampa. Brasília: Ministério do Meio Ambiente–MMA, 2010. CECCANTINI, G. Anatomia ecológica do lenho de espécies de cerrado e mata: Casearia syl- vestris Sw. e Machaerium villosum Vog. São Paulo, Universidade de São Paulo, 1996. CHIMELO, J. P. Disciplina 782 - Identificação de madeiras. Curso de pós-graduação em Ciência e Tecnologia de Madeiras - ESLAQ/USP. 1992 apud ZENID, G. J.; CECCANTINI, G. C. T. Identificação macroscópica de madeiras. São Paulo: IPT, 2012. COMISSÃO PANAMERICANA DE NORMAS TÉCNICAS. Descrição das características gerais e macroscópicas das madeiras de angiospermas dicotiledôneas. São Paulo. CO- PANT. v. 30, p. 1-19. 1974. CORADIN, V. T. R.; CAMARGOS, J. A. A. Estrutura Anatômica da Madeira e Princí- pios para a sua Identificação. Brasília, LPF, 2002. 32 CORADIN, V. T. R.; MUÑIZ, G. I. B. Normas de procedimentos em estudos de anatomia de madeira: I. Angiospermae. II. Gimnospermae. Laboratório de Produtos Florestais, v. 15, p. 1-19, 1991. DAYTON, W. A. O que é dendrologia? Journal of Forestry, v. 43, n. 10, p. 719-722, 1945 apud MARCHIORI, J. N. C. Elementos de dendrologia. - 2. ed. - Santa Maria – RS, UFSM, 2004. DORMONTT, E. E. et al. Forensic timber identification: It's time to integrate disciplines to combat illegal logging. Biological Conservation, v. 191, p. 790-798, 2015. DRUMMOND, G. M. et al. Biota Minas: Diagnostico do conhecimento sobre a biodiversi- dade no Estado de Minas Gerais-subsidio ao Programa Biota Minas. In: Biota Minas: Diag- nostico do conhecimento sobre a biodiversidade no Estado de Minas Gerais-subsidio ao Programa Biota Minas. 2009. DUARTE, P. J. Caracterização anatômica das principais madeiras comercializadas na região de Lavras/MG. 79 p. 2018. Dissertação (Mestrado em Ciência e Tecnologia da Ma- deira) - Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2018. EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA. Fitofisionomias do Bioma Cerrado. EMBRAPA, 2019. Disponível em: . Acesso em: 05 fev. 2019. FELFILI, J. M. et al. Potencial econômico da biodiversidade do Cerrado: estádio atual e pos- sibilidades de manejo sustentável dos recursos da flora. AGUIAR, L. M. S.; CAMARGO, A. J. A. Cerrado: ecologia e caracterização. Planaltina: Embrapa Cerrados, p. 177-220, 2004. FELFILI, M. C. Proposição de critérios florísticos, estruturais e de produção para o ma- nejo do cerrado sensu stricto do Brasil central. 133 f. 2008. Tese (Doutorado em Ciências Florestais) - Faculdade de Tecnologia, Universidade de Brasília, Brasília, 2008. FORZZA, R. C. et al. New Brazilian floristic list highlights conservation challenges. BioSci- ence, v. 62, n. 1, p. 39-45, 2012. FUNDAÇÃO SOS MATA ATLÂNTICA. Atlas da Mata Atlântica. Disponível em: . Acesso em: 31 out. 2018. GIULIETTI, A. M. et al. Flora da Serra do Cipó, Minas Gerais: caracterização e lista das es- pécies. Boletim de Botânica, v. 9, p. 1-151, 1987. GIULIETTI, A. M. et al. Biodiversidade e conservação das plantas no Brasil. Vol.1. 2005. INSTITUTO DE DEFESA AGROPECUÁRIA DO ESTADO DO MATO GROSSO. Identi- ficação e cubagem de madeiras. INDEA-MT, 2014. Disponível em: . Acesso em: 08 nov. 2018. INSTITUTO DE PESQUISAS TECNOLÓGICAS. Madeira: o que é e como pode ser pro- cessada e utilizada. São Paulo: IPT, 1985. 189 p. (Boletim, 36). INTERNATIONAL ASSOCIATION OF WOOD ANATOMISTS. IAWA list of microscopic features for hardwood identification. WHEELER, E. A.; BASS, P.; GASSON, P. E. (eds). IAWA Bull, n.10, p. 219-332. 1989. JOLY, C. A.; METZGER, J. P; TABARELLI, M. Experiences from the Brazilian Atlantic Forest: ecological findings and conservation initiatives. New Phytologist, v. 204, n. 3, p. 459- 473, 2014. 33 KLINK, C. A.; MACHADO, R. B. A conservação do Cerrado brasileiro. Megadiversidade, v. 1, n. 1, p. 147-155, 2005. LUCHI, A. E.; SILVA, L. C. P.; MORAES, M. A. Anatomia comparada do lenho de Xylopia aromatica (Lam.) Mart. em áreas de cerrado e de plantação de Pinus elliottii Engelm. Braz. J. Bot, v. 28, p. 809-820, 2005. MAINIERI, C.; PEREIRA, J. A. Identificação das principais madeiras de comércio no Brasil. Instituto de Pesquisas Tecnológicas, 1958. MARCHIORI, J. N. C. Elementos de dendrologia. - 2. ed. - Santa Maria – RS, UFSM, 2004. MARTINELLI, G.; MORAES, M. A. Livro vermelho da flora do Brasil. - 1. ed. - Rio de Janeiro, 2013. MITTERMEIER, R. A. et al. A brief history of biodiversity conservation in Brazil. Conser- vation Biology, v. 19, n. 3, p. 601-607, 2005. MITTERMEIER, R. A. et al. Conservação global da biodiversidade: o papel crítico dos hots- pots. Em: pontos quentes da biodiversidade. Springer Berlin Heidelberg, p. 3-22. 2011. MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE. O Bioma Cerrado. Disponível em: < http://www.mma.gov.br/biomas/cerrado.html>. Acesso em: 14 mar. 2019. MYERS, N. et al. Biodiversity hotspots for conservation priorities. Nature, v. 403, n. 6772, p. 853, 2000. NASCIMENTO, L. B. et al. Anatomical identification of commercialized wood in the state of Rio de Janeiro, Brazil. Brazilian Journal of Botany, v. 40, n. 1, p. 291-329, 2017. NISGOSKI, S. Identificação e caracterização anatômica macroscópica das principais es- pecies utilizada para laminação na região de Curitiba-PR. 101 f. 1999. Dissertação (Mes- trado em Ciências Florestais) – Setor de Ciências Agrárias, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 1999. OLIVEIRA, J. S. Variações estruturais do lenho de espécies de cerrado do estado de São Paulo. 129 f. 2006. Dissertação (mestrado em Ciências Biológicas -Botânica) - Instituto de Biociências, Universidade Estadual Paulista, Botucatu, 2006. PEREIRA, J.A. Contribuição para a identificação micrographica das nossas madeiras. Boletim no 9. Escola Politécnica de São Paulo, São Paulo, junho de 1933 apud ZENID, G. J.; CECCANTINI, G. C. T. Identificação macroscópica de madeiras. São Paulo: IPT, 2012. PINHEIRO, A. L. Fundamentos em taxonomia aplicados no desenvolvimento da dendrologia tropical. Ed. UFV, Viçosa, 2014. PINTO, L. P. et al. Mata Atlântica Brasileira: os desafios para conservação da biodiversidade de um hotspot mundial. Biologia da conservação: essências. São Carlos: RiMa, p. 91-118, 2006. RAPINI, A. et al. J. M. C. Plantas Raras do Brasil. Conservação Internacional–Universi- dade Estadual de Feira de Santana. Belo Horizonte–MG, 2009. RATTER, J. A.; BRIDGEWATER, S.; RIBEIRO, J. F. Analysis of the floristic composition of the Brazilian cerrado vegetation III: comparison of the woody vegetation of 376 areas. Edinburgh journal of botany, v. 60, n. 1, p. 57-109, 2003. RIBEIRO, J. F., et al. Época de coleta de frutos e sementes nativos para recomposição ambi- ental no bioma Cerrado. Embrapa Cerrados-Documentos (INFOTECA-E), 2018. 34 RIBEIRO, J. F.; WALTER, B. M. T. - Fitofisionomias do Cerrado. In: SANO, S.; AL- MEIDA, S. (Ed.). Cerrado: ambiente e flora. Planaltina: Embrapa-CPAC. p. 89- 66. 2008. RIBEIRO, J. F.; WALTER, B. M. T. Fitofisionomias do bioma Cerrado. Embrapa Cerra- dos-Capítulo em livro científico (ALICE), 1998. RIBEIRO, M. C. et al. The Brazilian Atlantic Forest: How much is left, and how is the remai- ning forest distributed? Implications for conservation. Biological conservation, v. 142, n. 6, p. 1141-1153, 2009. RIZZINI, C. T. Tratado de Fitogeografia do Brasil: Aspectos sociológicos e florísticos, vol. 2. Hucitec Ltda & Ed. da Universidade de São Paulo, 1979. RICHTER, H. G. Wood and bark anatomy of Lauraceae. I. Aniba Aublet. IAWA Journal, v. 2, n. 2-3, p. 79-87, 1981. RODERJAN, C. V. Morfologia do estágio juvenil de 24 espécies arbóreas de uma floresta com Araucária. Curitiba: Universidade Federal do Paraná, 1983 apud PINHEIRO, A. L. Fundamentos em taxonomia aplicados no desenvolvimento da dendrologia tropical. Ed. UFV, Viçosa, 2014. RODERJAN, C. V. Dendrologia I: Introdução, terminologia e metodologia. Curitiba: Uni- versidade Federal do Paraná, 1987 apud PINHEIRO, A. L. Fundamentos em taxonomia aplicados no desenvolvimento da dendrologia tropical. Ed. UFV, Viçosa, 2014. RODERJAN, C. V. Dendrologia RODRIGUES, R. R.; ISERNHAGEM, I; BRANCALION, P. H. S. Pacto pela restauração da mata atlântica: referencial dos conceitos e ações de restauração florestal. LERF/ESALQ: Instituto BioAtlântica, São Paulo, 2009. SANO, E. E. et al. Mapeamento semidetalhado do uso da terra do Bioma Cerrado. Pesquisa agropecuária brasileira, v. 43, n. 1, p. 153-156, 2008. SANTINI, J., L. Descrição macroscópica e microscópica da madeira aplicada na identifi- cação das principais espécies comercializadas no estado de São Paulo-Programas São Paulo Amigo da Amazônia e Cadmadeira. 272 f. 2013.Dissertação (Mestrado Ciências: Re- cursos Florestais) - Escola Superior de Agricultura “Luiz Queiroz”, Universidade de São Paulo, Piracicaba, 2013. SCOLFORO, J. R.; CARVALHO, LMT. Inventário Florestal de Minas Gerais: Floresta Estacional Decidual–Florística, Estrutura, Similaridade, Distribuição Diamétrica e de Altura, Volumetria, Tendências de Crescimento e Manejo Florestal. Cap, v. 6, p. 118- 133. SILVA, J. A. Biodiversidade da Cadeia do Espinhaço- Identificação de lacunas de prote- ção e estratégias para sua conservação. 134 f. 2008. Tese (Doutorado em Ecologia, Conser- vação e Manejo da Vida Silvestre) - Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2008. SILVA, J. C. Anatomia da madeira e suas implicações tecnológicas. Viçosa: Universidade, 2005. SILVA, JÚNIOR. M. C. et al. Guia do Observador de árvores: tronco, copa e folha. Rede de Sementes do Cerrado, Brasília, 252 pp. 2014. SIMÃO, M. V. R. C. et al. Árvores da Mata Atlântica: livro ilustrado para identificação de espécies típicas de Floresta Estacional Semidecidual. Manaus: s/n, 234p, 2017. 35 SONSIN-OLIVEIRA, J. Anatomia da madeira de espécies de cerrado sensu lato do es- tado de São Paulo. 159 f. 2010.Tese (doutorado em Ciência Florestal) - Faculdade de Ciên- cias Agronômicas, Universidade Estadual Paulista, Botucatu, 2010. STEHMANN, J. R.; SOBRAL, M. Fanerógamas. Biota Minas–Diagnóstico do conheci- mento sobre a biodiversidade no estado de Minas Gerais, subsídio ao programa Biota Minas. Fundação Biodiversitas, Belo Horizonte, p. 355-374, 2009. TREVIZOR, T. T. Anatomia comparada do lenho de 64 espécies arbóreas de ocorrência natural na floresta tropical amazônica no estado do Pará. 214 f. 2011.Dissertação (mes- trado em Ciências: Recursos Florestais), Escola Superior de Agricultura “Luiz Queiroz”, Uni- versidade de São Paulo, Piracicaba, 2011. VELOSO, H. P.; RANGEL-FILHO, A. L. R.; LIMA, J. C. A. Classificação da vegetação brasileira, adaptada a um sistema universal. IBGE, 1991. WIEDENHOEFT, A. C. Identificaciọ́n de Las Especies Maderables de Centroamerica. Forest Products Society, 2011. ZAPPI, D. C. et al. Growing knowledge: an overview of seed plant diversity in Brazil. Rodri- guésia, v. 66, n. 4, p. 1085-1113, 2015. ZENID, G. J.; CECCANTINI, G. C. T. Identificação macroscópica de madeiras. São Paulo: IPT, 2012. ZENID, G. J. Identificação e grupamento das madeiras serradas empregadas na constru- ção civil habitacional na cidade de São Paulo. 169 f. 1997. Dissertação (mestrado em Ciên- cia e Tecnologia de Madeiras) - Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz", Universi- dade de São Paulo, Piracicaba, 1997. 36 1. INTRODUÇÃO Minas Gerais, por apresentar inúmeras regiões circundadas por ambientes florestais e savânicos, pertencentes à fitofisionomias dos biomas Cerrado e Mata Atlântica é considerado como o estado que abriga a maior diversidade florística do país. No entanto, toda esta riqueza de espécies, principalmente arbóreas, encontra-se fortemente ameaçada, devido a economia do estado, assim como a do país, ser impulsionada pela pecuária, monocultura de espécies agríco- las e florestais em grande escala, mineração de recursos naturais, além da crescente ocupação territorial desordenada (ZAPPI, et al., 2015; DRUMMOND et al., 2005, 2009). Levando em consideração a diversidade de espécies florestais ainda existente em várias regiões mineiras, principalmente no Espinhaço Meridional e Alto Jequitinhonha, o alto grau de ameaça, aliados a falta de informações sobre estas, surge a necessidade de subsidiar estudos que possam auxiliar no (re) conhecimento destas espécies (STEHMANN; SOBRAL, 2009). De modo a se conhecer as características morfológicas das folhas e macroanatômi- cas do lenho, a dendrologia tem sido uma importante ferramenta que auxilia na correta identi- ficação científica (botânica) das espécies florestais, devido ser um ramo da ciência botânica e da ciência florestal fundamentada na taxonomia vegetal, anatomia da madeira, ecologia, mor- fologia, fenologia, dentre outras áreas (DAYTON, 1945; MARCHIORI, 2004; PINHEIRO, 2014; PINHEIRO et al., 2014) Nesse contexto, para se identificar cientificamente uma espécie, ou seja, determinar um táxon, como igual ou semelhante a outro já existente, é preciso analisar criteriosamente as características morfoanatômicas (folhas, tronco, lenho e casca) e órgãos reprodutores (flores e/ou frutos) (WIGGERS; STANGE, 2008; ZENID; CECCANTINI, 2012). Tendo em vista que muitas espécies são classificadas como caducifólias, ou seja, perdem suas características morfológicas em determinada época do ano e que diversas espécies quando submetidas aos processos madeireiros têm suas principais estruturas morfológicas e reprodutivas eliminadas (BOTOSSO, 2011; ZENID; CECCANTINI, 2012) e que as variações ambientais e/ou genéticas podem afetar as características anatômicas de determinadas espécies (BAAS; CARLQUIST, 1985), a anatomia da madeira tem sido base para a identificação cien- tífica de várias espécies, a partir de estudos microanatômicos e macroanatômicos do lenho (ZE- NID; CECCANTINI, 2012). Os estudos macroanatômicos do lenho são considerados como métodos eficazes, de baixo custo e que exigem equipamentos de fácil aplicação. Por meio destes estudos, analisa-se 37 as características macroscópicas a partir de observações a olho nu ou utilizando equipamentos ópticos com aumento de 10 vezes, como por exemplo lupa do tipo conta-fios (BOTOSSO, 2011; SANTINI, 2013). De acordo com Zenid e Ceccantini (2012) essas características são denominadas como organolépticas (cor, brilho, grã, textura, densidade, dureza, odor, gosto e padrões) e ana- tômicas (camadas de crescimento, tipos de parênquima, vasos e raios). Ressalta-se que devido à falta de coleções de madeira (xiloteca) e que a correta identificação científica, principalmente àquela fundamentada na macroscopia do lenho, de- pende imprescindivelmente de profissionais aptos e capacitados (BOTOSSO, 2011; TREVI- ZOR, 2011), surge a necessidade de estudos que possam contribuir na elaboração de chaves interativas e de manuais, que contenham informações das principais características macroscó- picas e dendrológicas das espécies arbóreas. 2. OBJETIVOS 2.1. Objetivo geral Gerar um manual dendrológico contendo informações das principais características macroanatômicas e dendrológicas de 101 espécies arbóreas que ocorrem em ambientes de Flo- resta Estacional Semidecidual e de Cerrado Sentido Restrito. 2.2. Objetivos específicos • Caracterizar macroscopicamente o lenho de cada espécie; • Descrever as principais características morfológicas das folhas e do tronco de cada es- pécie; • Elaborar uma chave interativa de múltiplas entradas, com as características avaliadas. 3. MATERIAIS E MÉTODOS 3.1. Caracterização dos locais de coleta Os materiais botânicos e as amostras do lenho de cada espécie utilizados para esse estudo foram coletados em fragmentos florestais submetidos a supressão vegetal, situados em áreas pertencentes às empresas privadas, Anglo American Mineração e SADA Bio Energia e Agricultura. 3.2. Caracterização dos municípios 3.2.1. Conceição do Mato Dentro Localizado na borda leste da Serra do Espinhaço Meridional, região central de Mi- nas Gerais, o município Conceição do Mato Dentro (Figura 3) é tido como importante divisor 38 das bacias do centro-leste brasileiro, principalmente do Rio Doce e Rio São Francisco (SAADI, 1995). De acordo com a classificação de Köppen, o clima da região é o subtropical úmido – Cwa, com verão quente e inverno frio e seco (SÁ JÚNIOR et al., 2012). A temperatura média anual é de 20ºC, com máxima de 28ºC e mínima de 15ºC. A média pluviométrica é de aproxi- madamente, 1500 mm, com características marcante de um período seco e outro chuvoso. Os meses do ano que concentram os maiores índices pluviométricos vão de outubro a março, e a partir de abril há uma transição do período chuvoso para seco, tendo o mês de setembro como o mais seco na região (FERREIRA, 2014). Esta região é caracterizada por relevo bem acidentado, apresentando altitude média de 1000 metros (SAADI, 1995), solos rasos, arenosos, pobres em nutrientes e com elevados teores de alumínio (JOLY, et al., 1970; BATISTA, 2016). Fonte: O autor. 3.2.2. Carbonita Situado no nordeste do Estado de Minas Gerais, Alto Vale Jequitinhonha, o muni- cípio de Carbonita (Figura 4) possui clima do tipo Cwa conforme a classificação de Köppen, Figura 4 – Mapa ilustrando os fragmentos de Floresta Estacional Semidecidual, destacando os pontos de coletas (D) das amostras botânicas e do lenho de cada espécie. Em que A = Brasil; B = Minas Gerais; e C = Conceição do Mato Dentro. 39 com período seco de abril a setembro (Departamento Nacional de Meteorologia (DNMET, 1992)). A temperatura média anual é de 21,2 °C e precipitação média anual de 1200 mm. Com- panhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM, 2004). Os solos da região pertencem à classe dos Latossolos, Neossolos, Plintossolos e Cambissolos. Companhia Agrícola Florestal Santa Bárbara (CAF, 2005). Fonte: O autor 3.3. Caracterização dos fragmentos Com base em observações em campo, composição de espécies e nos critérios ado- tados por Veloso, Rangel-Filho e Lima (1991), os fragmentos localizados em Conceição do Mato Dentro, são caracterizados como formações florestais do bioma Mata Atlântica, classifi- cadas como Floresta Estacional Semidecidual Montana (FESM). Os fragmentos FESM encon- travam-se no estágio médio e avançado de regeneração, os quais eram cercados principalmente por pastagens em uso e/ou abandonadas, Campo Rupestre Ferruginoso e áreas de transição entre fitofisionomias do Cerrado e Mata Atlântica. Já o fragmento situado em Carbonita, é caracterizado como uma formação savânica do bioma Cerrado, classificada como Sentido Restrito do tipo denso (sensu stricto), circundado por plantios silviculturais de Eucalyptus sp. Figura 5 – Mapa ilustrando os fragmentos de Cerrado Sentido Restrito, destacando os pontos de coletas (D) das amostras botânicas e do lenho de cada espécie. Em que A = Brasil; B = Minas Gerais; e C = Carbonita. 40 3.4. Coleta do material botânico e tronco Para este estudo, em campo, selecionou-se indivíduos arbóreos que apresentavam circunferência a altura do peito (CAP) superior a 30 cm em ambientes de floresta e CAP supe- rior a 20 cm naqueles de cerrado. Após a seleção e identificação com plaquetas de alumínio em cada indivíduo, foi executado o abatimento deste. Para a identificação científica de cada indi- víduo, coletou-se o material botânico e para a descrição macroscópica, retirou-se um metro do tronco de cada indivíduo. Em seguida, os materiais botânicos foram submetidos aos procedimentos necessá- rios, de coleta, herborização e para incorporação em herbário. Todo material lenhoso foi arma- zenado em um local (pátios da Anglo American e SADA) sob condições estabelecidas, por um período de 8 meses, até que houvesse a liberação da documentação legal para transporte. Após a liberação, o material foi transportado ao galpão da serraria e marcenaria do Instituto de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Minas Gerais (Campus Regional Montes Claros) e processado, obtendo assim amostras em formatos de discos com 2,5 cm de espessura. Após esta etapa, obteve-se os corpos de prova em formato de “cunha” e “cubo” com aproximadamente 3 cm de comprimento, 3 cm de largura e 3 cm de espessura (figura 5). Fonte: O autor 3.5. Identificação e armazenamento O material botânico coletado está depositado no Herbário Dendrológico Jeanine Felfili (HDJF) da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM). As identificações de cada espécie foram com base em literaturas especializadas, consultas a Figura 6 - Imagem ilustrativa dos corpos de prova. A = “Cubo” e B = “Cunha” 41 especialistas e comparações no herbário local e em herbários virtuais. Para a classificação da família de cada espécie, utilizou-se o sistema do Angiosperm Phylogeny Group IV (APG IV). Já a correção da nomenclatura foi com base nos bancos de dados da rede speciesLink, Tropicos e Programa Flora do Brasil 2020. Todas as amostras oriundas do material lenhoso, foram depositadas na xiloteca do HDJF. 3.6. Descrição morfológica e tronco Foram analisadas a olho nu as principais características das folhas, como: filotaxia, tipos de ápice, base, margens, nervação, pecíolos e outros caracteres pertinentes, como por exemplo, a presença de acúleos e/ou exsudação. Em relação ao tronco, analisou-se as caracte- rísticas como: tipo de ritidoma, aspecto e fissuras. Todas as descrições foram feitas com base no guia do observador de árvores (SILVA JÚNIOR, 2014). 3.7. Determinação do status de conservação, distribuição geográfica no Brasil A determinação do status de conservação foi com base nas categorias de risco de extinção adotadas pela Lista Vermelha do Centro Nacional de Conservação da Flora (CNCFlora). Com base no “Projeto Lista Vermelha” cada espécie pode ser classificada em 8 categorias: Criticamente em perigo (CR), Em perigo (EN), Vulnerável (VU), Quase ameaçada (NT), Menos preocupante (LC), Dados insuficientes (DD), Extinta (EX), Extinta na natureza (EW). Às espécies que ainda não foram avaliadas quanto à ameaça de extinção foram classifi- cadas como NE. Para o conhecimento da distribuição geográfica e o bioma em que cada espécie ocorre, ao longo do território brasileiro, utilizou-se o banco de dados do REFLORA e species- Link. Todos os mapas ilustrativos foram confeccionados no software QGIS 2.18.25. 3.8. Descrição macroscópica do lenho Para análise das características macroscópicas, após a orientação dos 3 planos de estudo (transversal, longitudinal tangencial e longitudinal radial), os corpos de prova foram polidos em lixa d’água obedecendo uma sequência estabelecida de granulometria (80, 120, 220, 320, 400, 600 e 1200). A descrição macroanatômica foi realizada por meio de observações a olho nu, em lupa conta-fios e microscópio estereoscópico, ambos com aumento de 10 vezes. No plano transversal foram observadas e avaliadas as seguintes características: dis- tinção e entre as entre cerne e alburno; proporção de cerne e alburno; visibilidade de camadas de crescimento; tipo de marcação da camada de crescimento; resistência ao corte manual; vasos (visibilidade, frequência, agrupamento, porosidade, arranjo e obstrução); parênquima axial 42 (visibilidade e tipo); raios (visibilidade, largura e frequência). No plano longitudinal tangencial analisou-se brilho, odor, linhas vasculares e raios (visibilidade, altura, estratificação). Já no plano longitudinal radial, observou-se a presença ou ausência do espelhado dos raios. Todas as descrições macroanatômicas do lenho de cada espécie, foram realizadas de acordo com as nor- mas e terminologia da Comissão Panamericana de Normas Técnicas (COPANT, 1974) e Cora- din e Muñiz (1991). As análises quantitativas de frequência dos vasos, altura, frequência e largura dos raios foram realizadas no software Imagej versão 1.51p, a partir das quatro imagens macroscó- picas confeccionadas em diferentes áreas de cada corpo de prova. Em cada imagem fez-se 10 mensurações (totalizando 40 medições), e a partir dos dados obtidos, em um software de pla- nilhas eletrônicas, calculou-se um valor médio para cada característica. Todas as descrições quantitativas foram de acordo com as normas e terminologia de Coradin e Muñiz (1991). Para a análise da proporção de cerne e alburno, adotou-se uma escala, que por meio de análise visual a olho nu, determinou-se as seguintes classes: • Classe I: cerne ocupando de 1 - 33% da área total da amostra (alburno 2 vezes maior que o cerne); • Classe II: cerne ocupando de 34 - 66% da área total da amostra (cerne e alburno propor- cionais); • Classe III: cerne ocupando de 67 - 100% da área total da amostra (cerne 2 vezes maior que alburno). 3.9. Documentação fotográfica As imagens das características dendrológicas e das amostras da madeira em campo, foram obtidas por meio de uma câmera digital Samsung, modelo ST200F, com 16.1 mega- pixels. Para a captura das imagens macroscópicas dos 3 planos de cada corpo de prova, utilizou-se uma câmera digital Premiere MA88-900 (9.0 megapixels) conectada a um compu- tador e acoplada à um microscópio estereoscópico Nikon SMZ 745T. O software usado para a obtenção das imagens foi o Tsview, pertencente ao laboratório de Histotécnicas da Faculdade de Medicina da UFVJM. Já as imagens ilustrando a coloração da madeira de cada espécie e das amostras em formato de discos foram obtidas a partir de uma câmera Canon, modelo DS126231. 43 3.10. Elaboração da chave interativa A elaboração das chaves de identificação científica que assemelha as características as macroanatômicas com as dendrológicas e que contenha imagens ilustrativas destas caracte- rísticas, foi realizada no programa Lucid versão 3.5, seguindo todas as características analisadas no presente trabalho. Para uma melhor compreensão e utilização desta ferramenta, encontra-se em anexo (figura 309) o tutorial autoexplicativo, passa-passo, a partir do qual, é possível utilizar de forma correta a chave interativa. 3.11. Relação das espécies coletadas Para a realização deste estudo foram coletadas 101 espécies arbóreas (Tabela 1), pertencentes à 77 gêneros e a 42 famílias botânicas. 44 Tabela 1- Relação das espécies arbóreas em estudo, com respectivos nomes dos autores, das famílias botânicas, ambientes (FES = Floresta Estacional Semidecidual; CSR = Cerrado Sentido Restrito) em que foram coletadas e voucher (número de registro da coleta botânica depositada no HDJF = Herbário Dendrológico Jeanini Felfili). FAMÍLIA Nº ESPÉCIE AUTOR AMB VOUCHER ANACARDIACEAE 1 Astronium fraxinifolium Schott FES HDJF-6026 2 Astronium graveolens Jacq. CSR HDJF-6027 3 Tapirira guianensis Aubl. CSR HDJF-6095 APOCYNACEAE 4 Aspidosperma discolor A.DC. FES HDJF-6023 5 Aspidosperma olivaceum Müll.Arg. FES HDJF-6024 6 Aspidosperma subincanum Mart. FES HDJF-6025 7 Himatanthus bracteatus (A. DC.) Woodson FES HDJF-6052 ARALIACEAE 8 Schefflera macrocarpa (Cham. & Schltdl.) Frodin CSR HDJF-6086 9 Schefflera morototoni (Aubl.) Maguire et al. FES HDJF-2105 ASTERACEAE 10 Eremanthus incanus (Less.) Less. FES HDJF-6046 BIGNONIACEAE 11 Handroanthus chrysotrichus (Mart. ex DC.) Mattos FES HDJF-6051 12 Zeyheria montana Mart. CSR HDJF-2948 13 Zeyheria tuberculosa (Vell.) Bureau ex FES HDJF-4731 BORAGINACEAE 14 Cordia sellowiana Cham. FES HDJF-6040 BURSERACEAE 15 Protium spruceanum (Benth.) Engl. FES HDJF-6079 16 Protium warmingianum Marchand FES HDJF-6080 CALOPHYLLACEAE 17 Calophyllum brasiliense Cambess. FES HDJF-6035 18 Kielmeyera speciosa A.St.-Hil. CSR HDJF-6058 CHRYSOBALANACEAE 19 Licania octandra (Hoffmanns. ex Roem. & Schult.) Kuntze FES HDJF-6063 COMBRETACEAE 20 Buchenavia tomentosa Eichler. FES HDJF-4733 CUNONIACEAE 21 Lamanonia ternata Vell. FES HDJF-6060 ELAEOCARPACEAE 22 Sloanea monosperma Vell. FES HDJF-6088 EUPHORBIACEAE 23 Maprounea guianensis Aubl. FES HDJF-6067 FABACEAE 24 Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenan FES HDJF-6021 45 FAMÍLIA Nº ESPÉCIE AUTOR AMB VOUCHER FABACEAE 25 Apuleia leiocarpa (Vogel) J.F.Macbr. FES HDJF-6022 26 Cassia ferruginea (Schrad.) Schrad. ex DC. FES HDJF-4728 27 Dalbergia miscolobium Benth. CSR HDJF-3554 28 Dalbergia nigra (Vell.) Allemão ex Benth. FES HDJF-6042 29 Diplotropis ferruginea Benth. FES HDJF-6043 30 Enterolobium gummiferum (Mart.) J.F.Macbr. CSR HDJF-6045 31 Hymenaea stigonocarpa Mart. ex Hayne CSR HDJF-6055 32 Hymenolobium janeirense Kuhlm. FES HDJF-4711 33 Inga marginata Willd. FES HDJF-6057 34 Machaerium nyctitans (Vell.) Benth. FES HDJF-6064 35 Machaerium opacum Vogel CSR HDJF-5266 36 Melanoxylon brauna Schott FES HDJF-6068 37 Plathymenia foliolosa Benth. FES HDJF-6075 38 Plathymenia reticulata Benth. CSR HDJF-6075 39 Platypodium elegans Vogel FES HDJF-6076 40 Pterodon pubescens (Benth.) Benth. CSR HDJF-6082 41 Stryphnodendron adstringens (Mart.) Coville CSR HDJF-3356 42 Tachigali friburgensis (Harms) L.G.Silva & H.C.Lima FES HDJF-6093 43 Tachigali rugosa (Mart. ex Benth.) Zurucchi & Pipoly FES HDJF-6094 HUMIRIACEAE 44 Humiriastrum glaziovii (Urb.) Cuatrec. FES HDJF-6053 45 Vantanea compacta (Schnizl.) Cuatrec. FES HDJF-6096 HYPERICACEAE 46 Vismia brasiliensis Choisy FES HDJF-6098 LACISTEMATACEAE 47 Lacistema pubescens Mart. FES HDJF-4710 LAMIACEAE 48 Aegiphila sellowiana Cham. FES HDJF-6018 49 Hyptidendron asperrimum (Spreng.) Harley FES HDJF-6056 LOGANIACEAE 50 Strychnos pseudoquina A.St.-Hil. FES HDJF-6092 46 FAMÍLIA Nº ESPÉCIE AUTOR AMB VOUCHER LYTHRACEAE 51 Lafoensia pacari A.St.-Hil. FES HDJF-6059 MAGNOLIACEAE 52 Magnolia ovata (A.St.-Hil.) Spreng. FES HDJF-6066 MALPIGHIACEAE 53 Byrsonima sericea DC. FES HDJF-4729 54 Byrsonima stannardii W.R.Anderson FES HDJF-6032 MALVACEAE 55 Eriotheca pentaphylla (Vell. & K.Schum.) A.Robyns FES HDJF-6047 56 Pseudobombax longiflorum (Mart.) A.Robyns CSR HDJF-6081 MELIACEAE 57 Cabralea canjerana (Vell.) Mart. FES HDJF-6033 58 Cedrela fissilis Vell. FES HDJF-6039 METTENIUSACEAE 59 Emmotum nitens (Benth.) Miers CSR HDJF-6044 MORACEAE 60 Brosimum gaudichaudii Trécul CSR HDJF-6029 61 Brosimum glaucum Taub. FES HDJF-6030 62 Brosimum lactescens (S.Moore) C.C.Berg FES HDJF-6031 63 Maclura tinctoria (L.) D.Don ex Steud. FES HDJF-6065 64 Sorocea bonplandii (Baill.) W.C.Burger et al. FES HDJF-6091 MYRISTICACEAE 65 Virola bicuhyba (Schott ex Spreng.) Warb. FES HDJF-6097 MYRTACEAE 66 Campomanesia lineatifolia Ruiz & Pav. FES HDJF-6036 67 Eugenia dysenterica (Mart.) DC. CSR HDJF-6048 68 Myrcia amazonica DC. FES HDJF-6070 69 Myrcia mischophylla Kiaersk. FES HDJF-6071 70 Myrcia mutabilis (O.Berg) N. Silveira. FES HDJF-4726 71 Myrcia obovata (O.Berg) Nied. FES HDJF-6072 72 Myrcia splendens (Sw.) DC. FES HDJF-4723 73 Siphoneugena densiflora O.Berg FES HDJF-6087 NYCTAGINACEAE 74 Guapira opposita (Vell.) Reitz FES HDJF-6050 OCHNACEAE 75 Ouratea hexasperma (A.St.-Hil.) Baill. FES HDJF-6073 PERACEAE 76 Pera glabrata (Schott) Poepp. ex Baill. FES HDJF-6074 47 FAMÍLIA N° ESPÉCIE AUTOR AMB VOUCHER PERACEAE 77 Pogonophora schomburgkiana Miers ex Benth. FES HDJF-6077 PHYLLANTHACEAE 78 Hyeronima oblonga (Tul.) Müll.Arg. FES HDJF-6054 PROTEACEAE 79 Roupala montana Aubl. CSR HDJF-6085 RUBIACEAE 80 Amaioua guianensis Aubl. FES HDJF-6020 81 Bathysa australis (A.St.-Hil.) K.Schum. FES HDJF-6028 82 Ferdinandusa speciosa (Pohl) Pohl FES HDJF-6049 RUTACEAE 83 Hortia brasiliana Vand. ex DC. FES HDJF-4722 84 Zanthoxylum rhoifolium Lam. FES HDJF-4715 SABIACEAE 85 Meliosma sellowii Urb. FES HDJF-6069 SAPINDACEAE 86 Allophylus edulis (A.St.-Hil. et al.) Hieron. ex Niederl. FES HDJF-6019 87 Cupania ludowigii Somner & Ferrucci FES HDJF-6041 SAPOTACEAE 88 Pouteria pachycalyx T.D.Penn. FES HDJF-6078 89 Pouteria torta (Mart.) Radlk. CSR - SOLANACEAE 90 Solanum cinnamomeum Sendtn. FES HDJF-6089 91 Solanum granulosoleprosum Dunal (mauritianum) FES HDJF-6090 THEACEAE 92 Laplacea fruticosa (Schrad.) Kobuski FES HDJF-6061 93 Laplacea tomentosa (Mart.) G.Don FES HDJF-6062 URTICACEAE 94 Cecropia glaziovii Snethl. FES HDJF-6037 95 Cecropia hololeuca Miq. FES HDJF-5495 96 Cecropia pachystachya Trécul FES HDJF-6038 VOCHYSIACEAE 97 Callisthene major Mart. FES HDJF-6034 98 Qualea grandiflora Mart. CSR HDJF-5259 99 Qualea megalocarpa Stafleu FES HDJF-6083 100 Qualea selloi Warm. FES HDJF-6084 101 Vochysia magnifica Warm. FES HDJF-6099 48 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO Com base na identificação científica e análises realizadas a olho nu e/ou utilizando lente conta-fios (10x vezes de aumento) em cada corpo de prova, foi possível descrever as caracte- rísticas macroscópicas e dendrológicas de 101 espécies arbóreas encontradas em ambientes de Floresta Estacional Semidecidual e Cerrado Sentido Restrito. Nesse contexto, em ordem alfabética, cada espécie foi referenciada pelo nome cientí- fico, família botânica, nome popular, status de conservação, características gerais e macroana- tômicas da madeira, características dendrológicas e distribuição geográfica. Em seguida são apresentadas as imagens: macroscópicas (plano transversal, longitudinal tangencial e longitu- dinal radial), plano transversal em campo e após 13 meses e dendrológicas de cada espécie. A seguir (tabela 2) será apresentado o percentual do número de espécies que possuem cada carac- terística avaliada. 49 Tabela 2 – Relação da porcentagem de espécies que apresentaram cada característica avaliada. CSR = Cerrado Sentido Restrito e FES = Floresta Estacional Semidecidual. (*) = com maior predominância; (**) = não possui. PLANO TRANSVERSAL FITOFISIONOMIAS CERNE/ALBURNO FES CSR Indistinto 74% 60% Distinto 19% 30% Pouco Distinto 7% 10% ODOR Imperceptível 51% 50% Perceptível Característico 36% 50% Perceptível Agradável 7% 0% Perceptível Desagradável 6% 0% BRILHO Moderado 43% 20% Sem brilho 38% 75% Acentuado 19% 5% DUREZA/CORTE Macia 53% 35% Moderadamente Dura 32% 40% Dura 15% 25% CAMADAS DE CRESCIMENTO Visibilidade A olho nu 99% 100% Indistinto mesmo sob lente de 10x 1% 0% Distinção Pouco distintas 48% 60% Distintas 37% 30% Bem Distintas 14% 10% Indistintas 1% 0% Tipo de marcação Zona fibrosa 65% 40% Zona fibrosa e Parênquima Axial Marginal 14% 35% Parênquima Axial Marginal 11% 10% Indistinto 10% 15% VASOS Visibilidade A olho nu 99% 100% Sob lente de aumento 10x 1% 0% Frequência Poucos 33% 65% Muito poucos 17% 15% *Poucos e Muito poucos 14% 10% 50 PLANO TRANSVERSAL FITOFISIONOMIAS Frequência FES CSR *Poucos e Numerosos 11% 0% Numerosos 9% 5% *Numerosos e Poucos 5% 5% *Muito Poucos e Poucos 4% 0% *Numerosos e Muito numerosos 2% 0% Muito numerosos 1% 0% *Muito numerosos 1% 0% *Muito Poucos e Poucos na camada de crescimento 1% 0% *Poucos e Numerosos na camada de crescimento 1% 0% VASOS FES CSR Agrupamento Solitários 41% 25% *Solitários e Múltiplos de 2 e 3 27% 30% *Solitários e Múltiplos de 2 19% 25% Cadeias Radiais 4% 5% *Cadeias radiais e Cachos 4% 5% *Cadeias radiais e Solitários 2% 5% *Solitários e Cadeias radiais 1% 0% *Solitários, Cadeias radiais e Cachos 1% 0% *Solitários e Múltiplos de 3 1% 5% Porosidade Difusa 95% 95% Anel Semi Poroso 5% 5% Arranjo Sem arranjo 67% 65% *Diagonal e Sem arranjo 7% 0% *Sem arranjo e radial 7% 5% Radial 5% 15% *Sem arranjo e Diagonal 4% 5% *Radial e Diagonal 4% 0% *Diagonal e Radial 2% 0% *Sem arranjo Tangencial 1% 0% *Tangencial e Radial 1% 0% *Sem arranjo e Tangencial na camada de crescimento 1% 5% Tangencial 0% 5% 51 PLANO TRANSVERSAL FITOFISIONOMIAS PARÊNQUIMA Visibilidade Sob lente de 10x 46% 30% A olho nu 43% 65% Indistinto mesmo sob lente de 10x 11% 5% 1° Tipo Apotraqueal 38% 15% Paratraqueal 30% 45% Faixas 21% 35% Indistinto 11% 5% 2° tipo Paratraqueal 33% 35% Apotraqueal 25% 5% Faixas 22% 30% ** 19% 20% Quase indistinto 1% 10% 3° tipo ** 48% 35% Paratraqueal 32% 25% Faixas 11% 25% Apotraqueal 9% 10% Quase indistinto 0 5% RAIOS FES CSR Visibilidade A olho nu 68% 75% Sob lente de 10x 32% 25% Frequência Poucos 54% 50% Numerosos 22% 30% Muito Poucos 11% 5% Variando de Poucos a Numerosos 7% 5% Variando de Numerosos a Poucos 5% 0% Variando de Pouco a Muito Poucos 0% 10% Largura Média 38% 15% Fina 30% 35% Variando de Fina a Média 15% 15% Variando de Média a Larga 12% 10% Variando de Média a Fina 5% 15% 52 PLANO TRANSVERSAL FITOFISIONOMIAS RAIOS FES CSR Larga 0% 5% Variando de Larga a Muito Larga 0% 5% PLANO LONGITUDINAL TANGENCIAL Visibilidade Sob lente de 10x 48% 55% A olho nu 44% 45% Indistinto mesmo sob lente de 10x 8% 0% Altura Baixos 91% 90% Altos 9% 10% Estratificação Ausente 91% 85% Presente 9% 15% Linhas vasculares Retilíneas 74% 55% Irregulares 15% 35% Ausentes 11% 10% PLANO LONGITUDINAL RADIAL Espelhado dos raios Contrastado 98% 100% Não Contrastado 2% 0% 53 Com base nas descrições macroscópicas, observou-se que as espécies arbóreas encon- tradas em ambientes de Floresta Estacional Semidecidual (FES) apresentaram: (74%) cerne e alburno indistintos; odor imperceptível (51%); brilho moderado (43%); macias ao corte no plano transversal (53%); camadas de crescimento: visíveis a olho nu (99%), pouco distintas (48%), demarcadas zonas fibrosas com paredes espessas e achatadas (65%); vasos: visíveis a olho nu (99%), pouco frequentes (33%), exclusivamente solitários (41%); solitários e múltiplos de 2 e 3 (27%), porosidade difusa (95%), vasos sem arranjo (67%); parênquima axial: (46%) visível sob lente de 10x, (38%) apotraqueal, (30%) paratraqueal, em faixas (21%), (11%) indistintos; raios (plano transversal): (68%) visíveis a olho nu no, pouco frequentes (54%) e largura média (38%); raios (longitudinal tangencial): (48%) visíveis a olho nu, (91%) baixos em altura, (91%) com estratificação ausente; (98%) com espelhado dos raios contrastados (plano longitudinal radial). Em relação as espécies encontradas em ambientes de Cerrado Sentido Restrito (CSR), estas apresentaram: cerne e alburno indistintos (60%); odor imperceptível (50%); sem brilho (75%); moderadamente duras ao corte no plano transversal (40%); camadas de cresci- mento: visíveis a olho nu (100%), distintas (40%), demarcadas zonas fibrosas com paredes es- pessas e achatadas (40%); vasos: visíveis a olho nu (100%), pouco frequentes (65%), exclusi- vamente solitários (25%), solitários e múltiplos de 2 e 3 (30%), porosidade difusa (95%), vasos sem arranjo (65%), exclusivamente solitários (5%); parênquima axial: (65%) visível a olho nu, (45%) paratraqueal, (35%) em faixas (15%) apotraqueal, (5%) indistintos; raios (plano trans- versal): (75%) visíveis a olho nu no, pouco frequentes (50%) e largura fina (35%); raios (lon- gitudinal tangencial): (55%) visíveis sob lente de 10x, (90%) baixos em altura, (85%) com es- tratificação ausente; (100%) com espelhado dos raios contrastados (plano longitudinal radial). As famílias botânicas que apresentaram cerne e alburno distintos: Anacardiaceae (As- tronium fraxinifolium e Tapirira guianensis), Apocynaceae (Aspidosperma subincanum), Ca- lophyllaceae (Calophyllum brasiliense), Combretaceae (Buchenavia tomentosa), Fabaceae (Anadenanthera colubrina, Apuleia leiocarpa, Diplotropis ferruginea, Enterolobium gummife- rum, Hymenaea stignocarpa, Hymenolobium janeirense, Melanoxylon brauna, Plathymenia fo- liolosa, Plathymenia reticulata, Pterodon pubescens, Stryphnodendron adstringens e Tachigali friburguensis), Lythraceae (Lafoensia pacari), Malpighiaceae (Byrsonimia sericea), Meliaceae (Cabralea canjerana) e Moraceae (Maclura tinctoria). O odor agradável foi encontrado em espécies das famílias: Boraginaceae (Cordia sel- lowiana), Fabaceae (A. colubrina), Hyperacaceae (Vismia brasiliensis), Meliaceae (Cabralea canjerana e Cedrela fissilis) e Moraceae (Sorocea bonplandii). 54 O brilho acentuado está presente em espécies das famílias: Araliaceae (Schefflera mo- rototoni), Burseraceae (Protium spruceanum), Lacistemataceae (Lacistema pubescens), Lami- aceae (Aegiphila integrifolia), Magnoliaceae (Magnolia ovata), Metteniusiaceae (Emmotum ni- tens), Nyctaginaceae (Guapira opposita), Rubiaceae (Ferdinandusa speciosa), Rutaceae (Hor- tia brasiliana), Solanaceae (Solanum cinnamomeum), Theaceae (Laplacea fruticosa e L. to- mentosa) e Urticaceae (Cecropia glaziovii, C. hololeuca, C. pachystachya). As famílias que apresentaram madeiras duras ao corte foram: Araliaceae (Schefflera macrocarpa), Bignoniaceae (Handroanthus chrysotrichus), Fabaceae (Anadenanthera. colu- brina, Diplotropis ferruginea, Hymenaea stignocarpa, Hymenolobium janeirense, Mela- noxylon brauna, Plathymenia reticulata e Pterodon pubescens), Hyperaceae (Vismia brasilien- sis), Myrtaceae (Myrcia amazônica, Myrcia miscophylla, Myrcia mutabilis, Myrcia splendens), Rutaceae (H. brasiliana) e Vochysiaceae (Qualea grandiflora). A ocorrência de camadas de crescimento foi notória em todas as espécies, exceto na espécie Solanum granulosoleprosum, que mesmo sob o uso lente com aumento de 10x não foi possível a observação. Quanto ao tipo de marcação das camadas de crescimento, este foi clas- sificado como indistinto nas espécies: Calophyllum brasiliense (Calophyllaceae), Emmotum ni- tens (Metteniusiaceae), Roupala montana (Proteaceae) Pouteria pachycalyx e Pouteria torta (Sapotaceae), S. granulosoleprosum (Solanaceae), Laplacea fructicosa (Theaceae), C. ho- loleuca e C. pachystachya (Urticaceae) e Callisthene major e Vochysia magnifica (Vochysia- ceae). As famílias que possuem espécies com camadas de crescimento demarcadas exclusi- vamente por parênquima axial marginal são: Apocynaceae (Aspidosperma olivaceum), Astera- ceae (Eremanthus incanus), Bignoniaceae (Handroanthus chrysotricus e Zeyheria montana), Boraginaceae (Cordia sellowiana), Fabaceae (H. stignocarpa e T. friburguensis), Lythraceae (Lafoensia pacari), Meliaceae (Cedrela fissilis), Moraceae (Maclura tinctoria) e Peraceae (Po- gonophora shomburgkiana). De acordo com Alves e Angyalossy-Alfonso (2000 e 2002) 48% das espécies brasilei- ras apresentam camadas de crescimento distintas e 84 % possuem lenho com porosidade difusa, confirmando os altos valores encontrados. Em relação a porosidade, as espécies Zeyheria montana e Z. tuberculosa (Bignonia- ceae), Anadenanthera colubrina (Fabaceae), Aegiphila integrifolia (Lamiaceae), Cedrela fissi- lis (Meliaceae) e Bathysa australis (Rubiacae) são as únicas com porosidade em anel semi- poroso. 55 De acordo com Wheeler e Baas (1991), a porosidade e/ou semiporosidade em anéis é mais frequente em espécies encontradas em ambientes de clima temperado e/ou marcadas por deciduidade. Quanto a visibilidade dos vasos, a espécie Aspidosperma olivaceum (Apocynaceae) foi a única observada a partir de lente de aumento de 10x. As famílias que apresentaram vasos em frequência numerosa (20-40/mm²) foram: Apocynaceae (Aspidosperma discolor), Asteraceae (Eremanthus incanus), Burseraceae (Protium spruceanum), Elaeocarpaceae (Sloanea monos- perma), Fabaceae (Stryphnodendron adstringens), Lacistemataceae (Lacistema pubescens), Myrtaceae (Eugenia dysenterica, Myrcia myscophylla, M. obovata e Siphoneugena densiflora), Peraceae (Pogonophora schomburkiana), Phyllanthaceae (Hyeronima oblonga), Rubiaceae (Amaioua guianensis) e Theaceae (Laplacea fruticosa). Somente as espécies Aspidosperma oli- vaceum (Apocynaceae) e Laplacea tomentosa (Theaceae) apresentaram vasos com frequência muito numerosa (>40/mm²). Em relação ao agrupamento de vasos, somente as espécies Himatanthus bracteatus (Apocynaceae), Eremanthus incanus (Asteraceae), Vismia brasiliensis (Hyperacaceae), Lacis- tema pubescens (Lacistemataceae), Strychnos pseudoquina (Loganiaceae), Eugenia dysente- rica (Myrtaceae), Guapira opposita (Nyctaginaceae), Pogonophora schomburgkiana (Pera- ceae), Amaioua guianensis (Rubiaceae), Pouteria pachycalyx e Pouteria torta (Sapotaceae) e Solanum granulosoleprosum (Solanaceae) possuem vasos dispostos em cadeias radiais. A ocorrência de vasos solitários e múltiplos é comum na flora brasileira (ALVES; AN- GYALOSSY-ALFONSO, 2000), mas as proporções podem variar de acordo com o ambiente. Em trabalhos realizados por Alves e Angyalossy-Alfonso (2000, 2002), Barros, et al. (2006) e Sonsin (2006), embora a flora principalmente da região sudeste possuir espécies com ocorrência exclusiva de vasos solitários, nota-se que a maioria de espécies apresenta alta frequência de vasos solitários associados com múltiplos, corroborando com resultados encontrados. Tendo em vista que as espécies arbóreas de ambientes tropicais possuem baixa densidade de vasos (<20/mm²), o presente estudo condiz com resultados encontrados. Segundo Wheeler e Baas (1991), os padrões de arranjo radial e diagonal ocorrem com menor frequência em espécies arbóreas da flora tropical. Estes autores ainda afirmam que ar- ranjos específicos podem estar relacionados às famílias botânicas. No presente trabalho, as espécies que apresentaram arranjo diagonal foram Campoma- nesia lineatifolia, Myrcia amazonica, M. miscophylla, M. mutabilis, M. obovata, M. splendens e Siphoneugena densiflora, ambas da família Myrtaceae e Cecropia holoeuca (Urticaceae). Em relação ao arranjo radial, este pode ser encontrado em espécies das famílias: Apocynaceae, 56 Asteraceae, Hyperaceae, Lacistemataceae, Malphigiaceae, Metteniusaceae, Myrtaceae, Pera- ceae, Rubiaceae e Sapotaceae. Já o arranjo tangencial pode ocorrer em espécies das famílias Proteaceae e Solanaceae. As famílias Apocynaceae, Burseraceae, Calophyllaceae, Chrysobalanaceae, Euphorbi- aceae, Fabaceae, Humiriaceae, Hyperacaceae, Lacistemataceae, Lythraceae, Malpighiaceae, Moraceae, Myrtaceae, Nyctaginaceae, Peraceae, Sapindaceae, Sapotaceae e Theaceae são aquelas possuem espécies com raios (plano transversal) visíveis somente sob lente de aumento de 10x. As espécies Schefflera morototoni (Araliaceae), Hyptidendron asperrimum (Lamia- ceae), Strychnos pseudoquina (Loganiaceae), Guapira opposita (Nyctaginaceae), Hyeronima oblonga (Phyllanthaceae), Ferdinandusa speciosa (Rubiaceae), Meliosma sellowii (Sabiaceae), Cecropia glaziovii e C. pachystachya (Urticaceae) são as únicas com frequência de raios (plano transversal) classificadas como muito poucos (< 4/mm²). As espécies Schefflera macrocarpa e S. morototoni (Araliaceae), Hyptidendron asper- rimum (Lamiaceae), Pseudobombax longiflorum (Malvaceae), Campomanesia lineatifolia (Myrtaceae), Ouratea hexasperma (Ochnaceae), Hyeronima oblonga (Phyllanthaceae), Ferdi- nandusa speciosa (Rubiaceae), Hortia brasiliana (Rutaceae), Meliosma sellowii (Sabiaceae), Cecropia glaziovii e C. pachystachya (Urticaceae) são as únicas que apresentam raios (plano transversal) com largura variando de média a larga (100-300µm). As espécies Emmotum nitens (Metteniusaceae) e Roupala montana (Proteaceae) são as que apresentaram raios largos (>300 µm). As espécies Aspidosperma discolor, A. olivaceum e Himatanthus bracteatus (Apocyna- ceae), Lamanonia ternata (Cunoniaceae), Lacistema pubescens (Lacistemataceae) e Amaioua guianensis (Rubiaceae) são únicas espécies que possuem raios (plano longitudinal tangencial) indistintos mesmo sob lente com aumento de 10x. As únicas espécies que apresentam raios altos (>1mm) são: Cordia sellowiana (Bora- ginaceae), Hyptidendron asperrimum (Lamiaceae), Emmotum nitens (Metteniusaceae), Oura- tea hexasperma (Ochnaceae), Hyeronima oblonga (Phyllanthaceae), Roupala montana (Prote- aceae), Rutaceae (Hortia brasiliana), Meliosma sellowii (Sabiaceae) e Cecropia glaziovii (Ur- ticaceae). Em relação a estratificação dos raios, esta foi encontrada somente nas famílias Bigno- niacae (Handroanthus chrysotrichus e Zeyheria tuberculosa) e Fabaceae (Apuleia leiocarpa, Dalbergia miscolobium, Dalbergia nigra, Hymenolobium janeirense, Machaerium nyctitans, Machaerium opacum, Plathypodium elegans e Pterodon pubescens). 57 As espécies Aspidosperma discolor (Apocynaceae) e Amaioua guianensis (Rubiaceae) foram as únicas que não apresentaram o espelhado dos raios contrastado. As espécies Buche- navia tomentosa (Combretaceae) e Qualea grandiflora (Vochysiaceae) foram as únicas que apresentaram a ocorrência de canais traumáticos. Já as espécies Brosimum gaudichaudii, B. glaucum, B. lactescens, ambas pertencente à família Moraceae, são as únicas com presença de laticíferos. Tratando-se da presença de floema incluso, a espécie Strychnos pseudoquina (Lo- ganiacae) foi a única que apresentou tal característica. Os resultados obtidos para a descrição macroscópica do lenho das espécies arbóreas mostraram, em geral, coerência com informações de trabalhos (WHEELER (1991); ALVES; ANGYALOSSY-ALFONSO (2000, 2002); SILVA (2003); BARROS et. al (2006); OLI- VEIRA (2006); SONSIN-OLIVEIRA (2010)) realizados em diversos ambientes da flora brasi- leira, principalmente, aqueles de Floresta Estacional Semidecidual e Cerrado Sentido Restrito 58 1 - Nome científico: Aegiphila integrifolia Família: Lamiaceae Nome popular: Fruta-de-papagaio Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração amarronzada com nuâncias esbranquiçadas; brilho acentuado; odor imperceptível; macia ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento pouco distintas, regulares, visíveis a olho nu, demarcadas por zonas fibrosas. Vasos visíveis a olho nu; frequência: poucos; solitários, com ocorrência de múltiplos de 2 e 3; porosidade anel semi-poroso; sem arranjo, as vezes ocor- rendo de maneira tangencial nas camadas de crescimento; obstruídos por substância de colora- ção amarelada e alguns por tiloses. Parênquima axial visível sob lente de 10x; apotraqueal difuso, com ocorrências de paratraqueal escasso e unilateral. Raios visíveis a olho nu; largura média; frequência: poucos. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis a olho nu; estratificação ausente; linhas vasculares retilíneas, obstruídas por conteúdo esbranquiçado e amarelado. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: simples; opostas; cruzadas; ramos quadrangulares; pecíolos aca- nalados; ápices agudos; bases cuneadas; margens inteiras; oblongas; nervuras 1ª e 2ª da face abaxial salientes; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; indumento tomentoso; mem- branáceas; discolores; frutos: carnosos, simples, indeiscentes; sementes não aladas. Tronco: tortuoso; base acanalada; ritidoma: indeiscente, acidentado, aspecto reticulado, com coloração acinzentada e esverdeada; presença de líquens esverdeados. Figura 7 – Mapa de distribuição da espécie Aegiphila integrifolia. NE Fonte: O autor. 59 Figura 8- Fotografias macroscópicas da espécie Aegiphila integrifolia. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a camada de crescimento (CC). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV) com presença de conteúdo (seta). C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 60 Figura 9- Fotografias das características dendrológicas da espécie Aegiphila integrifolia. G) Detalhe da disposição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhe dos aspectos da face abaxial das folhas. I) Detalhe dos aspectos da face adaxial das folhas. J) Detalhe dos frutos. K) Detalhe do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhe da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 61 2 - Nome científico: Allophylus edulis Família: Sapindaceae Nome popular: Vacum Caracteres gerais da madeira seca: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração amarronzada com nuâncias acastanhadas; sem brilho; odor imperceptível; macia ao corte ma- nual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento pouco distintas, irregulares, visíveis a olho nu, demarcadas por zonas fibrosas. Vasos visíveis a olho nu; frequência: poucos; solitários, com ocorrência de múltiplos de 2 e 3; porosidade difusa; sem arranjo; alguns totalmente obs- truídos por substância de coloração esbranquiçada. Parênquima axial indistinto mesmo sob lente de 10x. Raios visíveis sob lente de 10x; frequência: poucos; largura média. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis sob lente de 10x; estratificação ausente; linhas vasculares retilíneas, obstruídas por conteúdo esbranquiçado. No plano longitudinal ra- dial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: compostas; trifolioladas; alternas; espiraladas; ramos lenticelados e cilíndricos; pecíolos e raque alados; folíolos: ápices acuminados; bases assimétricas; margens espinescentes; estreito-elípticas; nervuras 1ª e 2ª face abaxial salientes; nervação pinada, camp- tódroma broquidódroma; glabros; coriáceos; discolores. Tronco: reto; base cilíndrica; ritidoma: indeiscente, acidentado, com placas lenhosas, com co- loração acastanhada; presença de líquens esverdeados. Figura 10 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Allophylus edulis. NE Fonte: O autor. 62 Figura 11 - Fotografias macroscópicas da espécie Allophylus edulis. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a camada de crescimento (CC). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV). C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 63 Figura 12 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Allophylus edulis. G) Detalhe da disposição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhe dos aspectos da face abaxial dos folíolos. I) Detalhe dos aspectos da face adaxial dos folíolos. J) Detalhe da presença de lenticelas no ramo. K) Detalhe do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhe da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 64 3 - Nome científico: Amaioua guianensis Família: Rubiaceae Nome popular: Marmelinho Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração castanho amarronzada; sem brilho; odor imperceptível; macia ao corte manual no plano trans- versal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento pouco distintas, irregulares, visíveis a olho nu, demarcadas por zonas fibrosas. Vasos visíveis a olho nu; frequência: numerosos; ocorrendo em cadeias radiais; porosidade difusa; arranjo radial; com alguns obstruídos por substância de coloração amarelada. Parênquima axial visível sob lente de 10x; apotraqueal difuso em agre- gados, formando linhas e apotraqueal difuso. Raios visíveis a olho nu; frequência: numerosos; largura média. No plano longitudinal tangencial os raios indistintos mesmo sob lente de 10x; linhas vasculares retilíneas, obstruídas por conteúdo amarelado. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios não é contrastado. Descrição botânica: Folhas: simples; opostas; verticiladas; ramos quadrangulares; pecíolos ci- líndricos; ápices acuminados; bases arredondadas; margens inteiras; oblongas; nervuras 1ª e 2ª salientes na face abaxial; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; glabras; coriáceas; pouco discolores; frutos carnosos, indeiscentes e com coloração acastanhada; sementes não ala- das. Tronco: tortuoso; base acanalada; ritidoma: indeiscente, acidentado, fissurado com fissuras ra- sas e descontínuas, com coloração esverdeada e esbranquiçada; presença de líquens esverdea- dos. Figura 13 – Mapa de distribuição geográfico da espécie Amaioua guianensis. NE Fonte: O autor. 65 Figura 14 - Fotografias macroscópicas da espécie Amaioua guianensis. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a camada de crescimento (CC). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV). C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 66 Figura 15 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Amaioua guianensis. G) Detalhe da disposi- ção das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhe dos aspectos da face abaxial das folhas. I) Detalhe dos aspectos da face adaxial das folhas. J) Detalhe dos frutos. K) Detalhe do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhe da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 67 4 - Nome científico: Anadenanthera colubrina Família: Fabaceae Nome popular: Angico Caracteres gerais da madeira: cerne castanho alaranjado e alburno bege amarelado; maior pro- porção de alburno (2x); brilho moderado; odor perceptível agradável; dura ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento pouco distintas, irregulares, visíveis a olho nu, demarcadas por zonas fibrosas. Vasos visíveis a olho nu; frequência: poucos, as vezes numerosos na camada de crescimento; solitários, com ocorrência de múltiplos de 2 e 3; porosi- dade anel semi-poroso; sem arranjo; obstruídos por substância de coloração acastanhada (re- sina); com presença de tiloses. Parênquima axial visível a olho nu; paratraqueal confluente, vasicêntrico e aliforme losangular. Raios visíveis a olho nu; frequência: poucos; com largura média. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis a olho nu; estratificação ausente; linhas vasculares retilíneas, obstruídas por conteúdo acastanhado (resina). No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: compostas; imparipinadas; alternas; espiraladas; ramos lenticela- dos; pecíolos e raque acanalados; folíolos opostos; foliólulos: ápices acuminado e bases trun- cada; margens inteiras; forma estreito-elíptica; nervuras 1ª saliente e 2ª imersa, ambas na face abaxial; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; glabros; membranáceos discolores; presença de gemas laterais; fruto: composto; seco; deiscente. Tronco: tortuoso; base raiz escora; ritidoma: indeiscente, acidentado, aculeado com estrias ala- ranjadas, com coloração esverdeada e acinzentada. Figura 16 – Mapa de distribuição geográfica da espécie Anadenanthera colubrina. NE Fonte: O autor. 68 Figura 17 - Fotografias macroscópicas da espécie Anadenanthera colubrina. Barra = 1 milímetro. A) Plano trans- versal destacando a camada de crescimento (CC) e presença de tilo (seta). B) Plano longitudinal tangencial desta- cando linha vascular (LV) com presença de canal resinífero (seta). C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira (alburno) observada na superfície longitudinal. E) Cor da madeira (cerne) observada na superfície longitudinal. F) Plano transversal após o corte em campo. G) Plano transversal após 13 meses, evidenciando a distinção de cerne e alburno pela cor. Fonte: O autor. 69 Figura 18 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Anadenanthera colubrina. H) Detalhe da disposição das folhas no ramo (filotaxia). I) Detalhe dos aspectos da face abaxial dos foliólulos. J) Detalhe dos aspectos da face adaxial das foliólulos. K) Detalhes da face abaxial dos foliólulos. L) Detalhe da gema intrapeci- olar. M) Detalhe do fruto. N) Detalhe do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. 0) Detalhe da parte interna do tronco. Fonte: O autor. I H M K O L J N 70 5 - Nome científico: Apuleia leiocarpa Família: Fabaceae Nome popular: Garapa Caracteres gerais da madeira: cerne marrom esbranquiçado; alburno creme amarronzado; maior proporção de alburno (2x); sem brilho; odor característico; moderadamente dura ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento bem distintas, regulares, visíveis a olho nu, demarcadas por zonas fibrosas e parênquima axial marginal. Vasos visíveis a olho nu; frequência: poucos; solitários, com ocorrência de múltiplos de 2 e 3; porosidade difusa; sem arranjo; obstruídos por substância de coloração amarelada e acastanhada e alguns por tiloses. Parênquima axial visíveis a olho nu; paratraqueal confluente, formando faixas largas, paratra- queal aliforme losangular e faixa marginal. Raios visível a olho nu; frequência: poucos; largura média. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis sob lente de 10x; estrati- ficação presente; linhas vasculares retilíneas, obstruídas por conteúdo amarelado. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: compostas; imparipinadas; alternas; dísticas; ramos lenticelados e cilíndricos; pecíolos pulvinados; raque cilíndricas; folíolos: peciólulos cilíndricos; ápices agu- dos; bases arredondas; margens inteiras; elípticas; nervuras 1ª e 2ª salientes na face abaxial; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; pouco pulberulentos; coriáceos; discolores. Frutos: simples, secos e indeiscentes; Tronco: reto; base cilíndrica; ritidoma: indeiscente, acidentado, estriado e lenticelado, com co- loração esverdeada e acinzentada; presença de líquens esverdeados. VU Figura 19 – Mapa da distribuição geográfica da espécie Apuleia leiocarpa. Fonte: O autor. 71 Figura 20 - Fotografias macroscópicas da espécie Apuleia leiocarpa. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a camada de crescimento (CC). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV) e presença de estratificação dos raios (barra). C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfí- cie longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses, evidenciando a distinção entre cerne e alburno pela cor. Fonte: O autor. 72 Figura 21 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Apuleia leiocarpa. G) Detalhe da disposição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhe dos aspectos da face abaxial dos folíolos. I) Detalhe dos aspectos da face adaxial dos folíolos. J) Detalhe dos frutos. K) Detalhe do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhe da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 73 6 - Nome científico: Aspidosperma discolor Família: Apocynaceae Nome popular: Peroba-de-rego Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração creme amarronzada; brilho moderado; odor imperceptível; moderadamente dura ao corte ma- nual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento bem distintas, irregulares, visíveis a olho nu, demarcadas por zonas fibrosas e parênquima axial marginal. Vasos visíveis a olho nu; frequência: numerosos, as vezes muito numerosos; exclusivamente solitários; porosidade di- fusa; sem arranjo; obstruídos por substância de coloração esbranquiçada e alguns por tiloses. Parênquima axial visível sob lente de 10x; apotraqueal difuso em agregados, formando linhas e em faixa marginal. Raios visíveis sob lente de 10x; frequência: poucos; largura fina. No plano longitudinal tangencial os raios são indistintos mesmo sob lente de 10x. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios não é contrastado. Descrição botânica: Folhas: simples; alternas; espiraladas; ramos cilíndricos e lenticelados; pecíolos cilíndricos; ápices arredondados; bases assimétricas a agudas; margens inteiras; oblon- gas; nervuras 1ª e 2ª salientes na face abaxial; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; glabras; coriáceas; discolores; presença de exsudação esbranquiçada ao destacar a folha; fruto: composto, seco, deiscente, com coloração esverdeada; sementes: aladas. Tronco: reto; base acanalada; ritidoma: indeiscente, acidentado, fissurado, com coloração acin- zentada e esverdeada; presença de líquens esverdeados; presença de exsudação branca. NE Figura 22 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Aspidosperma discolor. Fonte: O autor. 74 Figura 23 - Fotografias macroscópicas da espécie Aspidosperma discolor. Barra = 1 milímetro. A) Plano transver- sal destacando a camada de crescimento (CC). B) Plano longitudinal tangencial. C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano trans- versal após 13 meses, evidenciando que o cerne e alburno são pouco distintos pela cor. Fonte: O autor. 75 Figura 24 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Aspidosperma discolor. G) Detalhe da dispo- sição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhe dos aspectos da face abaxial das folhas. I) Detalhe dos aspectos do ramo, evidenciando a presença de lenticelas. J) Detalhes do fruto. K) Detalhe do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 76 7 - Nome científico: Aspidosperma olivaceum Família: Apocynaceae Nome popular: Peroba-tambu Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com a coloração creme; brilho moderado; odor imperceptível; moderadamente dura ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento bem distintas, regulares, visíveis a olho nu, demarcadas por parênquima axial marginal. Vasos visíveis sob lente de 10x; frequência: muito numerosos; exclusivamente solitários; porosidade difusa; sem arranjo; obstruídos por substância de coloração esbranquiçada e alguns por tiloses. Parênquima axial visível a olho nu; em faixas marginais, escasso e apotraqueal difuso em agregados. Raios visíveis sob lente de 10x; frequência: poucos; largura fina. No plano longitudinal tangencial os raios são indis- tintos mesmo sob lente de 10x. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é pouco contrastado. Descrição botânica: Folhas: simples; alternas; espiraladas; ramos lenticelados; pecíolos ala- dos; ápices agudos; bases cuneadas a decorrentes; margens inteiras; oblonga; nervuras 1ª e 2ª salientes na face abaxial; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; glabras; membraná- ceas; discolores; presença de exsudação branca ao destacar a folha. Tronco: reto; base cilíndrica; ritidoma: indeiscente, acidentado, estriado e levemente laminado, com coloração acinzentada; presença de líquens esverdeados e azulados. NE Figura 25 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Aspidosperma olivaceum. Fonte: O autor. 77 Figura 26 - Fotografias macroscópicas da espécie Aspidosperma olivaceum. Barra = 1 milímetro. A) Plano trans- versal destacando a camada de crescimento (CC). B) Plano longitudinal tangencial destacando presença de canais secretores (setas). C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 78 Figura 27 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Aspidosperma olivaceum. G) Detalhe da dis- posição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhe dos aspectos da face abaxial das folhas, evidenciando a presença de exsudação ao destacar o ramo. I) Detalhe dos aspectos da face adaxial da folha. J) Detalhe da face abaxial da folha. K) Detalhe do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhe da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 79 8 - Nome científico: Aspidosperma subincanum Família: Apocynaceae Nome popular: Pereiro Caracteres gerais da madeira: cerne marrom roseado; alburno marrom com nuâncias claras; maior proporção de alburno (2x); brilho moderado; odor imperceptível; macia ao corte ma- nual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento bem distintas, regulares, visíveis a olho nu, demarcadas por zonas fibrosas escuras. Vasos visíveis a olho nu; frequência: poucos; soli- tários, com ocorrência de múltiplos de 2 e 3; com diâmetros distintos (na camada de cresci- mento); porosidade difusa; sem arranjo; obstruídos por substância de coloração hialina e alguns por tiloses. Parênquima axial visível sob lente de 10x; paratraqueal vasicêntrico, unilateral e escasso. Raios visíveis a olho nu; frequência de poucos; largura média. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis a olho nu; estratificação ausente; linhas vasculares retilíneas, obstruídas por substância esbranquiçada (goma/ látex). No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: simples; alternas; espiraladas; ramos quadrangulares; pecíolos acanalado; ápices arredondados; bases assimétricas; margens inteiras; oblongas; nervuras 1ª e 2ª salientes na face abaxial; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; pouco pulberulen- tas; coriáceas; discolores. Tronco: reto; base acanalada; ritidoma: indeiscente, acidentado, fissurado a fendido, com co- loração acinzentada e esverdeada; presença de líquens esverdeados e alaranjados; presença de exsudação hialina. NE Figura 28 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Aspidosperma subincanum. Fonte: O autor. 80 Figura 29 - Fotografias macroscópicas da espécie Aspidosperma subincanum. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a camada de crescimento (CC) e presença de tilo (seta). B) Plano longitudinal tangencial. C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses, evidenciando a distinção entre cerne e alburno pela cor. Fonte: O autor. 81 Figura 30 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Aspidosperma subincanum. G) Detalhe da disposição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhe dos aspectos da face abaxial das folhas. I) Detalhe dos as- pectos da face adaxial das folhas. J) Detalhes dos pecíolos e ramo. K) Detalhes da gema terminal. L) Detalhe do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. M) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G K J M L I 82 9 - Nome científico: Astronium fraxinifolium Família: Anacardiaceae Nome popular: Gonçalo-da-mata Caracteres gerais da madeira: cerne salmão com nuâncias acastanhadas; alburno marrom com nuâncias claras; maior proporção de alburno (2x); brilho moderado; odor imperceptível; mo- deradamente dura ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento distintas, regulares, visíveis a olho nu, de- marcadas por zonas fibrosas e parênquima axial marginal. Vasos visíveis a olho nu; frequência: poucos; solitários, com ocorrência de múltiplos de 2 e 3; porosidade difusa; sem arranjo; obs- truídos por substância de coloração esbranquiçada e alguns por tiloses. Parênquima axial vi- sível a olho nu; paratraqueal escasso, vasicêntrico e em faixas marginais. Raios visíveis a olho nu; frequência: poucos; largura média. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis a olho nu; estratificação ausente; linhas vasculares retilíneas, obstruídas por conteúdo esbranquiçado. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: compostas; imparipinadas; alternas; espiraladas; ramos cilíndri- cos; pecíolos alados e raques alados; folíolos: opostos; ápices acuminados; bases assimétricas a arredondadas; margens serreadas; estreito-elípticas; nervuras 1ª e 2ª salientes na face abaxial; nervação pinada, camptódroma eucamptódroma; indumento velutino; membranáceas; pouco discolores; com presença de odor ao macerar o folíolo. Tronco: tortuoso; base cilíndrica; ritidoma: indeiscente, acidentado, estriado e levemente com placas lenhosas, com coloração acinzentada, avermelhada, alaranjada e esverdeada; presença de líquens esverdeados. LC Figura 31 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Astronium fraxinifolium. Fonte: O autor. 83 Figura 32 - Fotografias macroscópicas da espécie Astronium fraxinifolium. Barra = 1 milímetro. A) Plano trans- versal destacando a camada de crescimento (CC) e a presença de tilo (seta). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV) com presença de conteúdo (seta). C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses, evidenciando a distinção entre cerne e alburno pela cor. Fonte: O autor. 84 Figura 33 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Astronium fraxinifolium. G) Detalhe da dis- posição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhe dos aspectos da face abaxial dos folíolos. I) Detalhe dos aspectos da face adaxial dos folíolos. J) Detalhes dos ápices dos folíolos. K) Detalhe do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 85 10 - Nome científico: Astronium graveolens Família: Anacardiaceae Nome popular: Gonçalo-do-cerrado Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração amarelada com nuâncias creme; sem brilho; odor característico; moderadamente dura ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento pouco distintas, regulares, visíveis a olho nu, demarcadas por zonas fibrosas e parênquima axial marginal. Vasos visíveis a olho nu; frequência: poucos; solitários, com ocorrência de múltiplos de 3; porosidade difusa; sem ar- ranjo, as vezes ocorrendo de maneira diagonal; obstruídos por substância de coloração esbran- quiçada, com aspecto brilhante e alguns por tiloses. Parênquima axial em faixas marginais e paratraqueal escasso, quase indistinto. Raios visíveis a olho nu; frequência: poucos; largura fina. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis sob lente de aumento de 10x; estratificação ausente; linhas vasculares irregulares, obstruídas por conteúdo esbranqui- çado. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: compostas; imparipinadas; alternas; espiraladas; ramos lenticela- dos e cilíndricos; pecíolos e raques cilíndricos; folíolos: opostos; ápices acuminados; bases as- simétricas a truncadas; margens levemente crenadas; estreito oblongas; nervuras 1ª e 2ª salien- tes na face abaxial; nervação pinada, camptódroma cladódroma; glabras; coriáceas; pouco dis- colores; com presença de odor ao macerar o folíolo. Tronco: reto; base cilíndrica; ritidoma: indeiscente, acidentado, lenticelado, com cicatrizes, levemente estriado, praticamente liso, com coloração acinzentada. LC Figura 34 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Astronium graveolens. Fonte: O autor. 86 Figura 35 - Fotografias macroscópicas da espécie Astronium graveolens. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a camada de crescimento (CC) e a presença de tilo (seta). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV). C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo, evidenciando a espessura da casca. F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 87 Figura 36 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Astronium graveolens. G) Detalhe dos aspec- tos da face abaxial dos folíolos. H) Detalhes da face adaxial dos folíolos. I) Detalhes da face abaxial dos folíolos. J) Detalhe da disposição das folhas no ramo (filotaxia). K e L) Detalhes dos ápices e nervuras dos folíolos. M) Detalhe do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. N) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. I G L J N M H K 88 11 - Nome científico: Bathysa australis Família: Rubiaceae Nome popular: Macuqueiro Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com a coloração bege com nuâncias acastanhadas; brilho moderado; odor imperceptível; macia ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento pouco distintas, irregulares, visíveis a olho nu, demarcadas por zonas fibrosas. Vasos visíveis a olho nu; frequência: poucos; solitários; porosidade em anel semi-poroso; sem arranjo; obstruídos por substância de coloração esbran- quiçada e alguns por tiloses. Parênquima axial visível sob lente de 10x; apotraqueal difuso em agregados, difuso e paratraqueal escasso. Raios visíveis a olho nu; frequência: poucos; largura média. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis a olho nu; estratificação ausente; linhas vasculares retilíneas, obstruídas por substância esbranquiçada. No plano lon- gitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: simples; opostas; cruzadas; ramos quadrangulares; estípula termi- nal; pecíolos acanalados; ápices arredondados; bases arredondadas; margens inteiras; largo elípticas; nervuras 1ª e 2ª salientes na face abaxial; nervação pinada, camptódroma broquidó- droma; com pilosidade nas nervuras principais (face abaxial); coriáceas; discolores; presença de cicatriz no ramo. Tronco: reto; base acanalada; ritidoma: indeiscente, acidentado, fissurado com fissuras des- contínuas, com coloração esverdeada; presença de líquens esverdeados. LC Figura 37 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Bathysa australis. Fonte: O autor. 89 Figura 38 - Fotografias macroscópicas da espécie Bathysa australis. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a camada de crescimento (CC) e presença de porosidade em anel semi-poroso (seta). B) Plano longi- tudinal tangencial destacando linha vascular (LV). C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 90 Figura 39 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Bathysa australis. G) Detalhe da disposição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhe dos aspectos da face abaxial das folhas. I) Detalhe dos aspectos da face adaxial das folhas. J) Detalhes da folha. K) Detalhe do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 91 12 - Nome científico: Brosimum gaudichaudii Família: Moraceae Nome popular: Mamacadela Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração creme com nuâncias amareladas; brilho sem brilho; odor imperceptível; macia ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento pouco distintas, irregulares, visíveis a olho nu, demarcadas por zonas fibrosas e parênquima axial marginal. Vasos visíveis a olho nu; poucos; solitários, com ocorrência de múltiplos de 2 e 3; porosidade difusa; sem arranjo; obs- truídos por substância de coloração branca (goma/látex). Parênquima axial visível a olho nu; paratraqueal aliforme linear, formando linhas, paratraqueal confluente, unilateral e em faixas marginais. Raios visíveis sob lente; frequência: numerosos; largura fina. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis a olho nu; estratificação ausente; linhas vasculares retilíneas, obstruídas por substância esbranquiçada (goma/ látex) e com presença de laticíferos. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: simples; alternas; dísticas; ramos cilíndricos e lenticelados; pecí- olos cilíndricos; ápices arredondados; bases arredondadas a subcordadas; margens levemente crenadas; oblongas a elípticas; nervuras 1ª e 2ª salientes na face abaxial; nervação pinada, camp- tódroma eucamptódroma; pouco pilosas na face abaxial; coriáceas; concolores; com exsudação ao destacar a folha; frutos compostos, carnosos, com coloração laranja amarelada. Tronco: reto; base cilíndrica; ritidoma: indeiscente, acidentado, estriado e levemente fissurado, com coloração esverdeada, acinzentada e enegrecida. NE Figura 40 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Brosimum gaudichaudii. Fonte: O autor. 92 Figura 41 - Fotografias macroscópicas da espécie Brosimum gaudichaudii. Barra = 1 milímetro. A) Plano trans- versal destacando a camada de crescimento (CC) e a presença de tilo (seta). B) Plano longitudinal tangencial destacando canais secretores (seta). C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície lon- gitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo, evidenciando a presença de exsudação (seta). F) Plano transversal após 13 meses. CC Fonte: O autor. 93 Figura 42 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Brosimum gaudichaudii. G) Detalhe da dis- posição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhe dos aspectos da face abaxial das folhas e frutos. I) Detalhe dos aspectos da face adaxial das folhas. J) Detalhes do ápice e nervuras da folha na face abaxial. K) Detalhe do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco, evidenciando a presença de exsu- dação após o corte (seta). Fonte: O autor. H G J I L K 94 13 - Nome científico: Brosimum glaucum Família: Moraceae Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração amarronzada; brilho moderado; odor desagradável; macia ao corte manual no plano transver- sal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento pouco distintas, regulares, visíveis a olho nu, demarcadas por zonas fibrosas. Vasos visíveis a olho nu; frequência: poucos; solitários, com ocorrência de múltiplos de 2; porosidade difusa; sem arranjo; obstruídos por substância de coloração hialina. Parênquima axial visível a olho nu; em faixas (largas), paratraqueal vasi- cêntrico e apotraqueal difuso. Raios visíveis a olho nu; frequência: poucos; largura média. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis a olho nu; estratificação ausente; linhas vasculares retilíneas, obstruídas por substância esbranquiçada (goma/ látex) e com pre- sença de laticíferos. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: simples; alternas; espiraladas; ramos quadrangulares; pecíolos alados; ápices acuminados; bases agudas; margens inteiras; estreito elípticas; nervuras 1ª e 2ª salientes na face abaxial; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; glabras; membraná- ceas; discolores; presença de gema terminal cônica; com exsudação ao destacar a folha. Tronco: tortuoso; base acanalada; ritidoma: indeiscente, acidentado, levemente fissurado, com coloração esverdeada, alaranjada e acinzentada; presença de líquens esverdeados; presença de exsudação branca. NT Figura 43 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Brosimum glaucum. Fonte: O autor. 95 Figura 44 - Fotografias macroscópicas da espécie Brosimum glaucum. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a camada de crescimento (CC) e a presença de tilo (seta). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV) com presença de conteúdo (seta). C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo, evidenciando a presença de exsudação (seta). F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 96 Figura 45 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Brosimum glaucum. G) Detalhe da disposição das folhas no ramo (filotaxia) e presença de gema terminal cônica. H) Detalhe dos aspectos da face abaxial das folhas. I) Detalhe dos aspectos da face adaxial da folha. J) Detalhe dos aspectos da face abaxial da folha. K) Detalhe do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco, evidenciando a presença de exsudação após o corte (seta). Fonte: O autor. H G J I L K 97 14 - Nome científico: Brosimum lactescens Família: Moraceae Nome popular: Marmelinho Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração marrom com nuâncias bege; brilho moderado; odor característico; macia ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento pouco distintas, regulares, visíveis a olho nu, demarcadas por zonas fibrosas. Vasos visíveis a olho nu; frequência: poucos, as vezes muito poucos; solitários, com ocorrência de múltiplos de 2; porosidade difusa; sem arranjo; obstruídos por substância de coloração hialina. Parênquima axial visível a olho nu; paratra- queal aliforme losangular, unilateral, vasicêntrico e confluente curto. Raios visíveis a olho nu; frequência poucos; largura média. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis a olho nu; estratificação ausente; linhas vasculares retilíneas, obstruídas por substância es- branquiçada (goma/ látex), com presença de laticíferos. No plano longitudinal radial o espe- lhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: simples; alternas; dísticas; ramos cilíndricos e pilosos; pecíolos acanalados; ápices caldados; bases assimétricas; margens inteiras; estreito oblongas; nervuras 1ª e 2ª salientes na face abaxial; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; presença de indumento velutino; coriáceas; discolores; com exsudação ao destacar a folha. Tronco: reto; base acanalada; ritidoma: indeiscente, acidentado, lenticelado, com coloração esverdeada, alaranjada e acinzentada; presença de líquens esverdeados; presença de exsudação branca. LC Figura 46 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Brosimum lactescens. Fonte: O autor. 98 Figura 47 - Fotografias macroscópicas da espécie Brosimum lactescens. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a camada de crescimento (CC) e a presença de tilo (seta). B) Plano longitudinal tangencial destacando a presença de linha vascular (LV). C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longi- tudinal. E) Plano transversal após o corte em campo, evidenciando a presença de exsudação (seta). F) Plano trans- versal após 13 meses. Fonte: O autor. 99 Figura 48 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Brosimum lactescens. G) Detalhe da disposi- ção das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhe dos aspectos da face abaxial das folhas. I) Detalhe dos aspectos da face adaxial das folhas. J) Detalhes do ápice da folha. K) Detalhe do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco, evidenciando a presença de exsudação (seta). Fonte: O autor. H G J I L K 100 15- Nome científico: Buchenavia tomentosa Família: Combretaceae Nome popular: Tarumarana Caracteres gerais da madeira: cerne amarelado com nuâncias amarronzadas; alburno amarron- zado; maior proporção de alburno (2x); brilho moderado; odor característico; moderadamente dura ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento pouco distintas; irregulares; visíveis a olho nu; demarcadas por zonas fibrosas e parênquima axial marginal. Vasos visíveis a olho nu; fre- quência: poucos, as vezes muito poucos; solitários, com ocorrência de múltiplos de 2 e 3; po- rosidade difusa; sem arranjo; obstruídos por substância de coloração amarelada, alguns por ti- loses; presença de canal traumático. Parênquima axial visível a olho nu; paratraqueal ali- forme losangular, confluente (curto) e unilateral. Raios visíveis a olho nu; frequência: numero- sos, as vezes poucos; largura fina. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis sob lente; estratificação ausente; linhas vasculares retilíneas, obstruídas por conteúdo acasta- nhado e amarelado. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: simples; congestas; ramos cilíndricos; pecíolos alados, acinzenta- dos e com pilosidade; ápices agudos, acuminados e as vezes mucronados; bases cuneadas; mar- gens inteiras; oblanceolada; nervuras 1ª e 2ª salientes na face abaxial; nervação pinada, camp- tódroma broquidódroma; presença de pilosidade na nervura principal da face abaxial; cartáceas, discolores; presença de domácias; presença de glândulas na base foliar. Tronco: reto; base acanalada; ritidoma: indeiscente, acidentado, com estrias marcante, leve- mente fissurado, com fissuras descontínuas e coloração esverdeada, alaranjada, roseada e acin- zentada; presença de líquens esverdea- dos. NE Figura 49 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Buchenavia tomentosa. Fonte: O autor. 101 Figura 50 - Fotografias macroscópicas da espécie Buchenavia tomentosa. Barra = 1 milímetro. A) Plano trans- versal destacando a camada de crescimento (CC), presença de tilose (seta) e a presença de canal traumático (setas pontilhadas). B) Plano longitudinal tangencial, destacando a presença de linha vascular (LV). C) Plano longitudinal radial destacando canal traumático (seta). D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano trans- versal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses, evidenciando a distinção entre cerne e alburno pela cor. Fonte: O autor. LV 102 Figura 51 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Buchenavia tomentosa. G) Detalhe da dispo- sição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhe dos aspectos da face abaxial das folhas. I) Detalhe da presença de glândulas na base foliar. J) Detalhes da presença de domácias na face abaxial. K) Detalhe do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 103 16 - Nome científico: Byrsonima sericea Família: Malpighiaceae Nome popular: Murici Caracteres gerais da madeira: cerne acastanhado; alburno esbranquiçado; maior proporção de cerne (2x); brilho moderado; odor imperceptível; moderadamente dura ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento distintas; irregulares; visíveis a olho nu; demarcadas por zonas fibrosas. Vasos visíveis a olho nu; frequência: poucos, as vezes numero- sos; solitários, com ocorrência de múltiplos de 2 e 3; porosidade difusa; arranjo radial; obstru- ídos por substância de coloração esbranquiçada; alguns obstruídos por tiloses. Parênquima axial indistinto mesmo sob lente de 10x. Raios visíveis a olho nu; frequência: poucos; largura média. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis sob lente 10x; estratifi- cação ausente; linhas vasculares retilíneas, obstruídas por conteúdo esbranquiçado. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: simples; opostas, cruzadas; ramos levemente quadrangulares; pe- cíolos acanalados e com pouca pilosidade; ápices agudos; bases agudas; margens inteiras; es- treito-elípticas; nervuras 1ª e 2ª salientes na face abaxial; nervação pinada, camptódroma bro- quidódroma; discolores; com parte abaxial pilosa ferrugínea; coriáceas. Frutos, compostos, car- nosos, com coloração verde. Tronco: tortuoso; base acanalada; ritidoma: indeiscente, acidentado, estriado e lenticelado, com coloração acinzentada; presença de líquens esverdeados. NE Figura 52 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Byrsonima sericea. Fonte: O autor. 104 Figura 53- Fotografias macroscópicas da espécie Byrsonima sericea. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a camada de crescimento (CC), presença de tilo (seta). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV) com presença de conteúdo. C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 105 Figura 54 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Byrsonima sericea. G) Detalhe da disposição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhe dos aspectos da face abaxial das folhas. I) Detalhe dos aspectos da face adaxial das folhas. J) Detalhes dos frutos. K) Detalhe do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Deta- lhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 106 17- Nome científico: Byrsonima stannardii Família: Malpighiaceae Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração castanho amarronzada; sem brilho; odor imperceptível; macia ao corte manual no plano trans- versal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento pouco distintas, regulares, visíveis a olho nu, demarcadas por zonas fibrosas. Vasos visíveis a olho nu; frequência: poucos; solitários, com ocorrência de múltiplos de 2 e 3; porosidade difusa; sem arranjo; obstruídos por substância de coloração branca e alguns por tiloses. Parênquima axial visível sob lente de 10x; paratra- queal escasso e apotraqueal difuso. Raios visíveis sob lente; frequência: poucos; largura fina. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis sob lente de 10x; estratificação ausente; linhas vasculares irregulares, obstruídas por substância brancas. No plano longitudi- nal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: simples; opostas; dísticas; ramos cilíndricos e pilosos; pecíolos alados; ápices agudos; bases agudas; margens levemente crenadas; estreito elípticas; nervuras 1ª e 2ª salientes na face abaxial; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; presença de indumento velutino; coriáceas; discolores. Tronco: reto; base cilíndrica; ritidoma: indeiscente, acidentado, estriado e lenticelado, com co- loração esverdeada e alaranjada; presença de líquens esverdeados. Figura 55 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Byrsonima stannardii. Fonte: O autor. 107 Figura 56- - Fotografias macroscópicas da espécie Byrsonima stannardii. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a camada de crescimento (CC). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV) com presença de conteúdo (seta). C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 108 Figura 57 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Byrsonima stannardii. G) Detalhe da dispo- sição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhe dos aspectos da face abaxial das folhas. I) Detalhe dos aspectos da face adaxial da folha. J) Detalhes da face abaxial da folha. K) Detalhe do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 109 18- Nome científico: Cabralea canjerana Família: Meliaceae Nome popular: Canjerana Caracteres gerais da madeira: cerne castanho avermelhado; alburno amarronzado; maior pro- porção de cerne (2x); brilho moderado; odor agradável; moderadamente dura ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento pouco distintas, irregulares, visíveis a olho nu, demarcadas por zonas fibrosas. Vasos visíveis a olho nu; frequência: muito poucos, as vezes poucos; solitários, com ocorrência de múltiplos de 2; porosidade difusa; sem arranjo; obstruídos por substância de coloração esbranquiçada e alguns por tiloses. Parênquima axial visível a olho nu; em faixas largas, paratraqueal confluente e aliforme losangular. Raios visíveis a olho nu; frequência: poucos; largura variando de fina a média. No plano longitudinal tangen- cial os raios são baixos; visíveis a olho nu; estratificação ausente; linhas vasculares retilíneas, obstruídas por substância esbranquiçada. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: compostas; paripinadas; alternas; espiraladas; ramos pilosos, qua- drangulares e acanalados; pecíolos acanalado e pulvinado; folíolos: opostos; peciólulos pulvi- nados e pilosos; raques acanaladas; ápices acuminados; bases assimétricas a arredondadas; mar- gens crenadas a serreadas; a estreito elípticas a oblongas; nervuras 1ª salientes e 2ª imersas, ambas na face abaxial; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; presença de indumento velutino; membranáceas; discolores; frutos compostos, carnosos, indeiscentes e com coloração avermelhada (maduros). Tronco: tortuoso; base cilíndrica; riti- doma: indeiscente, acidentado, fissurado com cristas descontínuas e planas, com placas lenhosas e coloração esverdeada e acinzentada; presença de líquens esver- deados. NE Figura 58 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Cabralea canjerana. Fonte: O autor. 110 Figura 59 - Fotografias macroscópicas da espécie Cabralea canjerana. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a camada de crescimento (CC) e a presença de tilo (seta). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV) com presença de conteúdo (seta). C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses, evi- denciando a distinção entre cerne e alburno pela cor. Fonte: O autor. 111 Figura 60 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Cabralea canjerana. G) Detalhe da disposição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhe dos aspectos da face adaxial dos folíolos. I) Detalhe dos aspectos dos folíolos em ambas as faces. J) Detalhes dos frutos. K) Detalhe do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 112 19 - Nome científico: Callisthene major Família: Vochysiaceae Nome popular: Carvoeiro Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração amarronzada; brilho sem brilho; odor imperceptível; moderadamente dura ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento distintas, irregulares, visíveis a olho nu, tipo de demarcação indistinto. Vasos visíveis a olho nu; frequência: poucos, as vezes numero- sos; solitários, com ocorrência de múltiplos de 2; porosidade difusa; sem arranjo; obstruídos por substância de coloração amarelada. Parênquima axial visível a olho nu; em faixas (largas), paratraqueal vasicêntrico e escasso, as vezes com presença de apotraqueal difuso. Raios visí- veis a olho nu; frequência: poucos, as vezes numerosos; largura variando de fina a média. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis a olho nu; estratificação ausente; linhas vasculares retilíneas, obstruídas por substância amarelada. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: simples; opostas; dísticas; ramos lenticelado e cilíndrico; pecíolos cilíndricos; ápices agudos; bases arredondadas a assimétricas; margens inteiras; oblongas; ner- vuras 1ª salientes e 2ª imersas, ambas na face abaxial; nervação pinada, camptódroma broqui- dódroma; glabras; coriáceas; discolores; presença de glândulas basais; fruto seco, compostos e deiscentes. Tronco: tortuoso; base cilíndrica; ritidoma: indeiscente, acidentado, fissurado, levemente reti- culado, com fissuras pouco esparsas e descontínuas, com coloração esverdeada, acastanhada e acinzentada; presença de líquens esver- deados. NE Figura 61 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Callisthene major. Fonte: O autor. 113 Figura 62 - Fotografias macroscópicas da espécie Callisthene major. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a camada de crescimento (CC). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV) com presença de conteúdo. C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 114 Figura 63- Fotografias das características dendrológicas da espécie Callisthene major. G) Detalhe da disposição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhe dos aspectos da face abaxial das folhas. I) Detalhe dos aspectos da face adaxial das folhas. J) Detalhes dos frutos. K) Detalhe do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Deta- lhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 115 20 - Nome científico: Calophyllum brasiliense Família: Fabaceae Nome popular: Guanandi Caracteres gerais da madeira: cerne salmão; alburno amarronzado; maior proporção de al- burno (2x); sem brilho; odor imperceptível; moderadamente dura ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento distintas, irregulares, visíveis a olho nu, tipo de marcação não definido, devido à aproximação das linhas do parênquima marginal. Va- sos visíveis a olho nu; frequência: poucos, as vezes muito poucos; solitários, com ocorrência de múltiplos de 2; porosidade difusa; sem arranjo, as vezes ocorrendo em arranjo diagonal; obs- truídos por substância de coloração acastanhada e alguns por tiloses. Parênquima axial visível a olho nu; em faixas estreitas (linhas), paratraqueal escasso. Raios visíveis a sob lente de 10x; frequência: poucos; largura fina. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis sob lente de 10x; estratificação ausente; linhas vasculares retilíneas, obstruídas por substância esbranquiçada. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: simples; opostas; cruzadas; pecíolos acanalados; ápices agudos a obtusos; bases agudas; margens inteiras; elípticas a oblongas; nervuras 1ª e 2ª salientes na face abaxial; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; pouco discolores; coriáceas; glabras. Tronco: reto; base cilíndrica; ritidoma: indeiscente, acidentado, fissurado com fissuras alaran- jadas e descontínuas, com coloração esverdeada, amarelada e acinzentada. NE Figura 64 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Calophyllum brasiliense. Fonte: O autor. 116 Figura 65 - Fotografias macroscópicas da espécie Calophyllum brasiliense. Barra = 1 milímetro. A) Plano trans- versal destacando a camada de crescimento (CC) e a presença de tilo (seta). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV) com presença de conteúdo. C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira obser- vada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses, evidenciando a distinção do cerne e alburno pela cor. Fonte: O autor. 117 Figura 66 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Calophyllum brasiliense. G) Detalhe da dis- posição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhe dos aspectos da face abaxial das folhas. I) Detalhe dos aspectos da face adaxial das folhas. J) Detalhes do ápice e nervuras da folha na face abaxial. K) Detalhe do tronco, desta- cando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 118 21 - Nome científico: Campomanesia lineatifolia Família: Myrtaceae Nome popular: Guabiroba Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração marrom com nuâncias claras; brilho moderado; odor imperceptível; dura ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento bem distintas, irregulares, visíveis a olho nu, demarcadas por zonas fibrosas. Vasos visíveis a olho nu; frequência: poucos; solitários; porosidade difusa; arranjo diagonal, as vezes ocorrendo em arranjo radial; maioria obstruídos por substância de coloração esbranquiçada. Parênquima axial visível sob lente de 10x; apo- traqueal difuso em agregados e difuso. Raios visíveis a olho nu; frequência: poucos; largura variando de média a larga. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis a olho nu; estratificação ausente. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: simples; opostas; cruzadas; pecíolos acanalados; ápices arredon- dados a mucronados; bases agudas; margens inteiras; largo elípticas; nervuras 1ª e 2ª salientes na face abaxial; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; coriáceas; discolores; glabras; com presença de glândulas laminares. Tronco: reto; base acanalada; ritidoma: indeiscente, acidentado, fissurado com fissuras descon- tínuas, pouco laminado, coloração acinzentada e esverdeada. NE Figura 67 Mapa de distribuição geográfica da espécie Campomanesia lineatifolia. Fonte: O autor. 119 Figura 68 - Fotografias macroscópicas da espécie Campomanesia lineatifolia. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a camada de crescimento (CC). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV) com presença de conteúdo. C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitu- dinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 11 meses. Fonte: O autor. 120 Figura 69 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Campomanesia lineatifolia. G) Detalhe da disposição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhe dos aspectos da face abaxial das folhas. I) Detalhe dos as- pectos da face adaxial da folha. J) Detalhes face abaxial da folha. K) Detalhe do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G I I K J 121 22 - Nome científico: Cassia ferruginea Família: Fabaceae Nome popular: Canafístula Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração bege com nuâncias amarronzadas; sem brilho; odor característico; moderadamente dura ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento distintas; irregulares; visíveis a olho nu; demarcadas por zonas fibrosas escuras. Vasos visíveis a olho nu; frequência: muito poucos a poucos; solitários, com ocorrência de múltiplos de 2 e 3; porosidade difusa; sem arranjo, as vezes dispostos em arranjo tangencial; obstruídos por substância de coloração amarelada, al- guns por tiloses. Parênquima axial a olho nu; paratraqueal confluente, vasicêntrico e aliforme losangular. Raios visíveis sob lente de 10x; frequência: numerosos; largura fina. No plano lon- gitudinal tangencial os raios são visíveis sob lente 10x; baixos; estratificação ausente; linhas vasculares retilíneas, obstruídas por conteúdo amarelado. No plano longitudinal radial o espe- lhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas compostas, paripinadas; alternas, espiraladas; folíolos opostos; pe- cíolos pulvinados; raques acanaladas; assimétricos; ápices arredondados a obtusos, bases trun- cadas; margens inteiras; estreitos-oblongos; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; nervuras 1ª salientes e 2ª pouco visíveis, ambas na face abaxial; glabros; membranáceos; dis- colores; frutos, secos, compostos, deiscentes, como coloração verde. Tronco: reto; base cilíndrica; ritidoma: indeiscente, acidentado, estriado, com coloração esver- deada e acinzentada; presença de líquens esverdeados. NE Figura 70 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Cassia ferruginea. Fonte: O autor. 122 Figura 71 - Fotografias macroscópicas da espécie Cassia ferruginea. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a camada de crescimento (CC). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV). C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 123 Figura 72 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Cassia ferruginea. G) Detalhe da disposição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhe dos aspectos da face abaxial dos folíolos. I) Detalhe dos aspectos da face adaxial dos folíolos. J) Detalhes do fruto. K) Detalhe do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 124 23 - Nome científico: Cecropia glaziovii Família: Urticaceae Nome popular: Embaúba-vermelha Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração amarronzada; brilho acentuado; odor característico; macia ao corte manual no plano transver- sal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento bem distintas; regulares; visíveis a olho nu; demarcadas por zonas fibrosas. Vasos visíveis a olho nu; frequência: poucos; solitários, com ocorrência de múltiplos de 2; porosidade difusa; sem arranjo; obstruídos por substância esbranquiçada, com aspecto brilhante. Parênquima axial indistinto mesmo sob lente de 10x. Raios visíveis a sob lente de 10x; frequência: muito poucos; largura variando de média a larga. No plano longitudinal tangencial os raios são altos; visíveis a olho nu; estratificação ausente. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: simples; alternas; espiraladas; ramos cilíndricos; pecíolos cilín- dricos e pulvinados; ápices arredondados; bases agudas; oblongas; margens palmadas a loba- das; recorte profundo; nervuras 1ª e 2ª salientes na face abaxial; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; glabras; membranáceas; pouco discolores; presença de cicatriz no ramo. Tronco: reto; base cilíndrica; ritidoma: indeiscente, acidentado, fissurado, com fissuras alaran- jadas e descontínuas, com coloração esverdeada e acinzentada. NE Figura 73 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Cecropia glaziovii. Fonte: O autor. 125 Figura 74 - Fotografias macroscópicas da espécie Cecropia glaziovii. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a camada de crescimento (CC). B) Plano longitudinal tangencial. C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses, evidenciando a distinção das camadas de crescimento. Fonte: O autor. 126 Figura 75 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Cecropia glaziovii. G) Detalhe da disposição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhe dos aspectos da face adaxial da folha. I) Detalhe dos aspectos da face adaxial das folhas. J) Detalhes dos aspectos da folha na face abaxial. K) Detalhe do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 127 24 - Nome científico: Cecropia hololeuca Família: Urticaceae Nome popular: Embraúba-prateada Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração esbranquiçada; brilho acentuado; odor imperceptível; macia ao corte manual no plano trans- versal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento pouco distintas; irregulares; visíveis a olho nu; demarcadas por zonas fibrosas. Vasos visíveis a olho nu; frequência: poucos; solitários, com ocorrência de múltiplos de 3; porosidade difusa; sem arranjo, as vezes diagonal. Parên- quima axial visível sob lente de 10x; apotraqueal difuso em agregados e paratraqueal vasicên- trico; Raios visíveis a sob lente de 10x; frequência: poucos; largura média. No plano longitu- dinal tangencial os raios são baixos; visíveis a olho nu; estratificação ausente; linhas vascu- lares retilíneas, obstruídas por substância esbranquiçada, com aspecto brilhante (tiloses). No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: simples; alternas; espiraladas; ramos cilíndricos e pilosos; pecío- los cilíndricos, levemente acanalados e pilosos; ápices arredondados e acuminados; bases agu- das; oblongas; palmadas a lobadas; recorte profundo; nervuras 1ª e 2ª salientes na face abaxial; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; presença de indumento velutino; membraná- ceas; discolores; presença de cicatriz no ramo e gema terminal. Tronco: reto; base acanalada; ritidoma: indeiscente, acidentado, levemente fissurado, com fis- suras pouco esparsas, com coloração esverdeada e acinzentada. NE Figura 76 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Cecropia hololeuca. Fonte: O autor. 128 Figura 77 - Fotografias macroscópicas da espécie Cecropia hololeuca. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a camada de crescimento (CC). B) Plano longitudinal tangencial. C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 129 Figura 78 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Cecropia hololeuca. G) Detalhe da disposição das folhas no ramo (filotaxia) e gema terminal. H) Detalhe dos aspectos da face abaxial da folha. I) Detalhe dos aspectos da face adaxial da folha. J) Detalhes das cicatrizes dos pecíolos no ramo. K) Detalhe do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 130 25 - Nome científico: Cecropia pachystachya Família: Urticaceae Nome popular: Embaúba-branca Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração marrom com nuâncias claras; brilho acentuado; odor característico; macia ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento pouco distintas; irregulares; visíveis a olho nu; tipo de demarcação indistinto. Vasos visíveis a olho nu; frequência: muito poucos; solitá- rios, com ocorrência de múltiplos de 2 e 3; porosidade difusa; sem arranjo; obstruídos por subs- tância de coloração esbranquiçada, com aspecto brilhante e por tiloses. Parênquima axial vi- sível a olho nu; paratraqueal confluente, aliforme losangular e vasicêntrico. Raios visíveis a olho nu; frequência: muito poucos; largura variando de média a larga. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis a olho nu; estratificação ausente; linhas vasculares irregulares, obstruídas por substância amarelada. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: simples; alternas; espiraladas; ramos cilíndricos e pilosos; pecío- los cilíndricos, e pilosos; ápices agudos; bases assimétricas; oblongas; margens palmadas a lo- badas; recorte profundo; nervuras 1ª e 2ª salientes na face abaxial; nervação pinada, camptó- droma broquidódroma; presença de indumento híspido; coriáceas; discolores; presença de ci- catriz no ramo e gema terminal. Tronco: tortuoso; base cilíndrica; ritidoma: indeiscente, acidentado, fissurado e lenticelado, com coloração esverdeada e acinzentada; presença de líquens esverdeados. NE Figura 79 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Cecropia pachystachya. Fonte: O autor. 131 Figura 80 - Fotografias macroscópicas da espécie Cecropia pachystachya. Barra = 1 milímetro. A) Plano trans- versal destacando a camada de crescimento (CC) e a presença de tilo (seta). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV) com presença de conteúdo. C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira obser- vada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 132 Figura 81 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Cecropia pachystachya. G) Detalhe da dispo- sição das folhas no ramo (filotaxia)e da gema terminal. H) Detalhe dos aspectos da face abaxial da folha. I) Detalhe dos aspectos da face adaxial da folha. J) Detalhes recorte da folha. K) Detalhe do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 133 26 - Nome científico: Cedrela fissilis Família: Meliaceae Nome popular: Cedro Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração castanho alaranjado com nuâncias amarronzadas; brilho moderado; odor perceptível agradá- vel; macia ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento distintas; regulares; visíveis a olho nu; de- marcadas por parênquima axial marginal. Vasos visíveis a olho nu; frequência: muito poucos, as vezes poucos (camadas de crescimento); solitários, com ocorrência de múltiplos de 2; poro- sidade em anel semi-poroso; sem arranjo; obstruídos por substância de coloração amarelada e por tiloses. Parênquima axial visível sob lente de 10x; em faixas marginais e escasso. Raios visíveis a olho nu; frequência: poucos; largura média. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis a olho nu; estratificação ausentes; linhas vasculares retilíneas, obstruídas por substância amarelada. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: compostas; imparipinadas; alternas; espiraladas; ramos cilíndrico e lenticelado; pecíolos levemente pilosos, cilíndricos e pulvinados; raques cilíndricas; folíolos: opostos; peciólulos cilíndricos e levemente pilosos; ápices acuminados; bases assimétricas a arredondadas; margens inteiras; estreito oblongas; nervuras 1ª salientes e 2ª imersas, ambas na face abaxial; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; presença de indumento velutino; membranáceas; discolores; presença de odor desagradável ao macerar a folha. Tronco: tortuoso; base cilíndrica; ritidoma: indeiscente, acidentado, fissurado com fissuras pouco rasas, descontínuas, lenticelado, com coloração esverdeada, acastanhada e acinzentada; presença de líquens esverdeados. VU Figura 82 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Cedrela fissilis. Fonte: O autor. 134 Figura 83- Fotografias macroscópicas da espécie Cedrela fissilis. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a ca- mada de crescimento (CC) e presença de porosidade em anel semi-poroso. B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV). C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 135 Figura 84 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Cedrela fissilis. G) Detalhe da disposição das folhas no ramo (filotaxia), destacando a presença de lenticelas no ramo. H) Detalhe dos aspectos da face abaxial dos folíolos. I) Detalhe dos aspectos da face adaxial dos folíolos. J) Detalhes da raque. K) Detalhe do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 136 27 - Nome científico: Cordia sellowiana Família: Boraginaceae Nomes populares: Baba-de-boi Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração marrom acinzentada; brilho moderado; odor agradável; macia ao corte manual no plano trans- versal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento pouco distintas; irregulares; visíveis a olho nu; demarcadas por parênquima axial marginal. Vasos visíveis a olho nu; frequência: muito poucos, solitários, com ocorrência de múltiplos de 2; porosidade difusa; sem arranjo; alguns obstruídos por tiloses. Parênquima axial visível sob lente de 10x; paratraqueal aliforme linear formando faixas estreitas (linhas), vasicêntrico, aliforme losangular e em faixas marginais; Raios visíveis a olho nu; frequência: poucos; largura média. No plano longitudinal tangencial os raios são altos; visíveis a olho nu; estratificação ausente; linhas vasculares retilíneas, obs- truídas por substância esbranquiçada, com aspecto brilhante. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é bem contrastado. Descrição botânica: Folhas: simples; opostas; dísticas; ramos cilíndricos e pilosos; pecíolos cilíndricos, pulvinados e pilosos; ápices acuminados; bases arredondadas a agudas; margens inteiras; estreito elíptica; nervuras 1ª e 2ª salientes na face abaxial; nervação pinada, camptó- droma broquidódroma; presença de indumento velutino; coriáceas; discolores. Tronco: reto; base acanalada; ritidoma: indeiscente, acidentado, fissurado, levemente reticu- lado, com coloração esverdeada e acinzentada; presença de líquens esverdeados. NE Figura 85 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Cordia sellowiana. Fonte: O autor. 137 Figura 86 - Fotografias macroscópicas da espécie Cordia sellowiana. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a camada de crescimento (CC) e a presença de tilo (seta). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV) com presença de conteúdo. C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 138 Figura 87 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Cordia sellowiana. G) Detalhe da disposição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhe dos aspectos da face abaxial das folhas. I) Detalhe dos aspectos da face adaxial da folha. J) Detalhes do ápice da folha. K) Detalhe do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes do tronco com a presença de líquens com coloração esverdeada e acinzentada. Fonte: O autor. H G J I L K 139 28 - Nome científico: Cupania ludowigii Família: Sapindaceae Nome popular: Camboatá-vermelho Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração amarronzada com nuâncias alaranjadas; sem brilho; odor imperceptível; moderadamente dura ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento bem distintas; irregulares; visíveis a olho nu; demarcadas por zonas fibrosas. Vasos visíveis a olho nu; frequência: poucos, as vezes muito poucos; solitários, com ocorrência de múltiplos de 2; porosidade anel difusa; sem arranjo; obstruídos por substância de coloração esbranquiçadas. Parênquima axial indistintos mesmo sob lente de 10x. Raios visíveis a sob lente de 10x; frequência: numerosos; largura fina. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis sob lente de 10x; estratificação au- sente; linhas vasculares retilíneas, obstruídas por substância esbranquiçada. No plano longitu- dinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: compostas; paripinadas; alternas; espiraladas; ramos cilíndrico; pecíolos acanalados; raques acanaladas; folíolos: alternos; peciólulos acanalados; ápices obtu- sos; bases agudas a cuneadas; margens inteiras; estreito elípticas; nervuras 1ª salientes e 2ª imersas, ambas na face abaxial; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; glabras; cori- áceas; discolores; presença de folíolo abortado; flores com coloração creme esbranquiçada. Tronco: reto; base acanalada; ritidoma: indeiscente, acidentado, estriado, com coloração es- verdeada e acinzentada. NE Figura 88 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Cupania ludowigii. Fonte: O autor. 140 Figura 89 - Fotografias macroscópicas da espécie Cupania ludowigii. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a camada de crescimento (CC) e a presença de tilo (seta). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV) com presença de conteúdo (seta). C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses. LV Fonte: O autor. 141 Figura 90 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Cupania ludowigii. G) Detalhe da disposição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhe dos aspectos da face adaxial das folhas. I) Detalhe dos aspectos da coloração das flores. J) Detalhes dos aspectos das folhas na face abaxial e a presença de folíolo abortado. K) Detalhe do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 142 29 - Nome científico: Dalbergia miscolobium Família: Fabaceae Nome popular: Jacarandá-do-cerrado Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração cinza amarelada; sem brilho; odor característico; moderadamente dura ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento pouco distintas; irregulares; visíveis sob lente de 10x; demarcadas por zonas fibrosas e parênquima axial marginal. Vasos visíveis a olho nu; frequência: muito poucos; solitários, com ocorrência de múltiplos de 2; porosidade difusa; sem arranjo. Parênquima axial visível sob lente de 10x; em faixas estreitas (linhas); formando reticulado e apotraqueal difuso em agregados. Raios visíveis a sob lente de 10x; fre- quência: numerosos; largura fina. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis sob lente de 10x; estratificação presente; linhas vasculares retilíneas, obstruídas por substân- cia esbranquiçada. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: compostas; imparipinadas; alternas; espiraladas; ramos cilíndri- cos; pecíolos pulvinados; raques cilíndricas; folíolos: alternos; ápices retusos a arredondados; bases arredondadas; margens inteiras; nervuras 1ª e 2ª salientes na face abaxial; nervação pi- nada, camptódroma broquidódroma; glabras; coriáceos; pouco discolores; presença de manchas enegrecidas nos folíolos; frutos: secos, indeiscentes; sementes não aladas. Tronco: tortuoso; base cilíndrica; ritidoma: indeiscente, acidentado, fissurado, levemente es- camoso, com fissuras pouco esparsas e descontínuas, com coloração acastanhada e acinzentada. NE Figura 91 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Dalbergia miscolobium. Fonte: O autor. 143 Figura 92 - Fotografias macroscópicas da espécie Dalbergia miscolobium. Barra = 1 milímetro. A) Plano trans- versal destacando a camada de crescimento (CC) e a presença de tilo (seta). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV) com presença de conteúdo. C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira obser- vada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 144 Figura 93 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Dalbergia miscolobium. G) Detalhe da dispo- sição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhe dos aspectos da face adaxial dos folíolos. I) Detalhe dos aspectos do ramo. J) Detalhes dos frutos. K) Detalhe do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. H G J I L K Fonte: O autor. 145 30 - Nome científico: Dalbergia nigra Família: Fabaceae Nome popular: Jacarandá-caviúna Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração amarronzada; sem brilho; odor imperceptível; moderadamente dura ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento distintas; regulares; visíveis a olho nu; de- marcadas por zonas fibrosas e parênquima axial marginal. Vasos visíveis a olho nu; frequência: muito poucos; solitários; porosidade difusa; sem arranjo; obstruídos por substância de coloração esbranquiçada. Parênquima axial visível a olho nu; apotraqueal difuso em agregados, for- mando linhas; faixas marginais e paratraqueal vasicêntrico. Raios visíveis a olho nu; frequên- cia: numerosos; largura fina. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis a olho nu; estratificação presente; linhas vasculares retilíneas, obstruídas por substância esbran- quiçada. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: compostas; imparipinadas; alternas; dísticas; ramos cilíndricos e lenticelados; pecíolos e raques cilíndricas; folíolos: alternos; ápices emarginados; bases arre- dondadas; margens inteiras; elípticas; nervuras 1ª e 2ª salientes na face abaxial; nervação pi- nada, camptódroma eucamptódroma; glabras; membranáceas; pouco discolores; frutos: sim- ples, secos e indeiscentes; sementes não aladas. Tronco: reto; base cilíndrica; ritidoma: indeiscente, acidentado, estriado, levemente fissurado, com coloração esverdeada, alaranjada e acinzentada; presença de líquens esverdeados. VU Figura 94 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Dalbergia nigra. Fonte: O autor. 146 Figura 95 - Fotografias macroscópicas da espécie Dalbergia nigra. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a camada de crescimento (CC). B) Plano longitudinal tangencial destacando presença de estratificação dos raios (barra). C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. E) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 147 Figura 96 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Dalbergia nigra. G) Detalhe da disposição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhe dos aspectos da face abaxial dos folíolos. I) Detalhe dos aspectos da face adaxial dos folíolos. J) Detalhes do fruto. K) Detalhe do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 148 31 - Nome científico: Diplotropis ferruginea Família: Fabaceae Nome popular: Falsa-sucupira Caracteres gerais da madeira: cerne marrom enegrecido; alburno esbranquiçado; maior pro- porção de cerne (2x); sem brilho; odor imperceptível; dura ao corte manual no plano transver- sal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento distintas; regulares; visíveis a olho nu; de- marcadas por zonas fibrosas. Vasos visíveis a olho nu; frequência: muito poucos, as vezes poucos; solitários, com ocorrência de múltiplos de 2 e 3; porosidade difusa; sem arranjo; obs- truídos por substância de coloração amarelada e por tiloses. Parênquima axial visível a olho nu; paratraqueal confluente, vasicêntrico e aliforme losangular. Raios visíveis a olho nu; fre- quência: poucos; largura média. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis sob lente de 10x; estratificação ausente; linhas vasculares irregulares, obstruídas por substân- cia amarelada e acastanhada. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: compostas, imparipinadas; alternas; espiraladas; ramos lenticela- dos e pilosos; pecíolos acanalados, pilosos e pulvinados; folíolos com raque acanalada; peció- lulos cilíndricos e pilosos; ápices agudos a obtusos; bases cuneadas; margens inteiras; estreito elípticos; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; nervuras 1ª e 2ª salientes na face aba- xial; com presença de pilosidade ferrugínea e gemas laterais; discolores; coriáceos. Tronco: reto; base cilíndrica; ritidoma: indeiscente, acidentado, fissurado, as vezes laminado, com coloração esverdeada, creme e acinzentada; presença de líquens esverdeados. NE Figura 97 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Diplotropis ferruginea. Fonte: O autor. 149 Figura 98 - Fotografias macroscópicas da espécie Diplotropis ferruginea. Barra = 1 milímetro. A) Plano transver- sal destacando a camada de crescimento (CC) e a presença de tilo (seta). B) Plano longitudinal tangencial desta- cando linha vascular (LV) com presença de conteúdo (seta). C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira ob- servada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses, evidenciando a distinção entre cerne e alburno pela cor. Fonte: O autor. 150 Figura 99 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Diplotropis ferruginea. G) Detalhe da dispo- sição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhe dos aspectos da face abaxial dos folíolos. I) Detalhe do aspecto ferrugíneo dos folíolos na face abaxial. J) Detalhes da face adaxial dos folíolos. K) Detalhe do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 151 32 - Nome científico: Emmotum nitens Família: Metteniusaceae Nome popular: Fruta-de-anta Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração alaranjada; brilho acentuado; odor imperceptível; macia ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento pouco distintas; regulares; tipo de demar- cação indistinto. Vasos visíveis a olho nu; frequência: poucos; solitários; porosidade difusa; arranjo radial; obstruídos por substância de coloração amarelada e por tiloses. Parênquima axial sob lente de 10x; apotraqueal difuso em agregados. Raios visíveis a olho nu; frequência: poucos; largura larga. No plano longitudinal tangencial os raios são altos; visíveis a olho nu; estratificação ausente; linhas vasculares irregulares, obstruídas por substância amarelada. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é muito contrastado. Descrição botânica: Folhas: simples; alternas; espiraladas; ramos levemente quadrangulares e pilosos; pecíolos acanalados e pilosos; ápices acuminados a agudos; bases arredondadas a ob- tusas; margens inteiras; elípticas ovadas; nervuras 1ª e 2ª salientes na face abaxial; nervação pinada, camptódroma eucampdódroma; pilosas; coriáceas; discolores; frutos: carnosos, com- postos, indeiscentes; flores com coloração amarelo esbranquiçadas. Tronco: tortuoso; base acanalada; ritidoma: indeiscente, acidentado, estriado, levemente lenti- celado, com coloração esverdeada e acinzentada. NE Figura 100 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Emmotum nitens. Fonte: O autor. 152 Figura 101 - Fotografias macroscópicas da espécie Emmotum nitens. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a presença de tilo (seta). B) Plano longitudinal tangencial destacando presença tamanho do raio (seta). C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses, evidenciando a visibilidade dos raios a olho nu. Fonte: O autor. 153 Figura 102 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Emmotum nitens. G) Detalhe da disposição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhe dos aspectos da face abaxial das folhas e da inflorescência. I) Detalhe dos aspectos das nervuras na face adaxial da folha. J) Detalhes da face abaxial das folhas. K) Detalhes do fruto. L) Detalhe do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. M) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G K I M L J 154 33 - Nome científico: Enterolobium gummiferum Família: Fabaceae Nome popular: Orelha-de-macaco Caracteres gerais da madeira: cerne amarronzado; alburno esbranquiçado; maior proporção de alburno (2x); sem brilho; odor característico; moderadamente dura ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento pouco distintas; regulares; visíveis a olho nu; demarcadas por zonas fibrosas. Vasos visíveis a olho nu; frequência: muito poucos; solitá- rios, com ocorrência de múltiplos de 2; porosidade difusa; sem arranjo; obstruídos por substân- cia de coloração amarelada e por tiloses. Parênquima axial visível a olho nu; paratraqueal aliforme losangular, vasicêntrico e confluente. Raios visíveis a olho nu; frequência: poucos, as vezes muito poucos; largura variando de fina a média. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis a olho nu; estratificação ausente; linhas vasculares retilíneas, obstruídas por substância amarelado. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: compostas, paripinadas; alternas; espiraladas; ramos lenticelados; pecíolos cilíndricos e pulvinados; raque levemente acanalada; folíolos: peciólulos quase sés- seis; ápices obtusos a retusos; bases obtusas a assimétricas; margens inteiras; elípticos; nerva- ção pinada, camptódroma broquidódroma; nervuras 1ª salientes e 2ª imersas, ambas na face abaxial; glabros; pouco discolores; coriáceos; presença de nectários extraflorais na raquíola. Tronco: tortuoso; base cilíndrica; ritidoma: indeiscente, acidentado, fissurado, com fissuras acastanhadas, esparsas e cristas agudas, com coloração acastanhada e enegrecida. NE Figura 103 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Enterolobium gummiferum. Fonte: O autor. 155 Figura 104 - Fotografias macroscópicas da espécie Enterolobium gummiferum. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a camada de crescimento (CC). B) Plano longitudinal tangencial. C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 156 Figura 105 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Enterolobium gummiferum. G) Detalhe da disposição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhe dos aspectos da face adaxial dos folíolos. I) Detalhe dos aspectos da face abaxial dos folíolos. J) Detalhes dos ápices dos folíolos. K) Detalhe do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G I J L K 157 34 - Nome científico: Eremanthus incanus Família: Asteraceae Nome popular: Candeia Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração creme amarronzada; sem brilho; odor desagradável; moderadamente dura ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento pouco distintas; regulares; visíveis a olho nu; demarcadas por parênquima axial marginal. Vasos visíveis a olho nu; frequência: numero- sos, as vezes poucos; agrupados em cadeias radiais; porosidade difusa; arranjo com tendência radial, e as vezes diagonal; obstruídos por substância de coloração branca (óleo). Parênquima axial visível a olho nu; paratraqueal em faixas marginais e apotraqueal difuso em agregados. Raios visíveis a olho nu; frequência: numerosos; largura fina. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis sob lente de 10x; estratificação ausente. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: simples; alternas espiraladas; ramo piloso; pecíolo acanalado; ápice agudo; base cuneada a assimétrica; margem inteira; forma lanceolada; nervura principal e secundária da face abaxial saliente; nervação pinada, camptódroma broquidródoma; indu- mento tomentoso; membranácea; discolores; fruto composto; seco; deiscente; semente alada. Tronco: reto; base cilíndrica; ritidoma: indeiscente, acidentado, fissurado e com cristas sinuo- sas, coloração acinzentada. NE Figura 106 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Eremanthus incanus. Fonte: O autor. 158 Figura 107 - Fotografias macroscópicas da espécie Eremanthus incanus. Barra = 1 milímetro. A) Plano transver- sal destacando a camada de crescimento (CC). B) Plano longitudinal tangencial. C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano trans- versal após 13 meses. Fonte: O autor. 159 Figura 108 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Eremanthus incanus. G) Detalhe da dispo- sição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhe dos aspectos da face abaxial das folhas. I) Detalhe dos aspectos da face adaxial da folha. J) Detalhes dos ápices das folhas. K) Detalhe do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 160 35 - Nome científico: Eriotheca pentaphylla Família: Malvaceae Nome popular: Paineira Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração marrom como nuâncias esbranquiçadas; brilho acentuado; odor imperceptível; macia ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento pouco distintas; irregulares; visíveis a olho nu; demarcadas por zonas fibrosas e parênquima axial marginal. Vasos visíveis a olho nu; frequência: muito poucos; solitários, com ocorrência de múltiplos de 2 e 3; porosidade difusa; sem arranjo;com presença de tiloses. Parênquima axial visível sob lente de 10x; apotraqueal difuso em agregados, difuso e em faixas marginais. Raios visíveis a olho nu; frequência: pou- cos; largura variando de média a fina. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis a olho nu; estratificação ausente; linhas vasculares retilíneas. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: compostas; digitadas; alternas; espiraladas; ramos cilíndricos; pe- cíolos alados; raques cilíndricas; folíolos: congestos; ápices retusos; bases decurrentes; margens inteiras; oblongos; nervuras 1ª e 2ª salientes na face abaxial; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; glabra; coriáceas; pouco discolores; presença de cicatriz no ramo. Tronco: reto; base acanalada; ritidoma: indeiscente, acidentado, fissurado, com sulcos rasos e alaranjados, coloração esverdeada e acinzentada; presença de líquens esverdeados. NE Figura 109 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Eriotheca pentaphylla. Fonte: O autor. 161 Figura 110 - Fotografias macroscópicas da espécie Eriotheca pentaphylla. Barra = 1 milímetro. A) Plano trans- versal destacando a camada de crescimento (CC) e a presença de tilo (seta). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV). C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitu- dinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 162 Figura 111 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Eriotheca pentaphylla. G) Detalhe da dis- posição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhe dos aspectos da face abaxial dos folíolos. I) Detalhe dos aspectos da face adaxial do folíolo. J) Detalhes do ápice dos folíolos. K) Detalhe do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 163 36 - Nome científico: Eugenia dysenterica Família: Myrtaceae Nome popular: Cagaita Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração marrom amarelada; sem brilho; odor característico; moderadamente dura ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento bem distintas; regulares; visíveis a olho nu; demarcadas por zonas fibrosas. Vasos visíveis a olho nu; frequência: numerosos; agrupados em cadeias radiais, as vezes em cachos; porosidade difusa; arranjo radial; obstruídos por subs- tância de coloração amarelada. Parênquima axial visível a olho nu; em faixas (largas). Raios visíveis a sob lente de 10x; frequência: numerosos; largura fina. No plano longitudinal tangen- cial os raios são baixos; visíveis sob lente de 10x; estratificação ausente; linhas vasculares retilíneas, obstruídas por substância amarelada. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: simples; opostas; cruzadas; espiraladas; pecíolos cilíndricos; ápi- ces agudos; bases agudas a obtusas; margens inteiras; largo-elíptica; nervuras 1ª e 2ª salientes na face abaxial; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; glabras; coriáceas; discolores; presença de nervura coletora e glândulas na folha; com odor a macerar a folha. Tronco: tortuoso; base cilíndrica; ritidoma: indeiscente, acidentado, gretado com fissuras acas- tanhadas, com coloração acinzentada. NE Figura 112 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Eugenia dysenterica. Fonte: O autor. 164 Figura 113 - Fotografias macroscópicas da espécie Eugenia dysenterica. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a camada de crescimento (CC). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV). C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 165 Figura 114 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Eugenia dysenterica. G) Detalhe da dispo- sição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhe dos aspectos da face abaxial das folhas. I) Detalhe dos aspectos da face adaxial das folhas. J) Detalhes da presença de nervura coletora na folha. K) Detalhe do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 166 37 - Nome científico: Ferdinandusa speciosa Família: Rubiaceae Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira como coloração bege com nuâncias claras; maior proporção de alburno (2x); brilho acentuado; odor caracte- rístico; macia ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento pouco distintas; regulares; visíveis a olho nu; demarcadas por zonas fibrosas. Vasos visíveis a olho nu; frequência: poucos, as vezes muito poucos; solitários, com ocorrência de múltiplos de 2; porosidade difusa; sem arranjo; obstruídos por substância de coloração esbranquiçada. Parênquima axial visível sob lente de 10x; apotraqueal difuso em agregados e difuso. Raios visíveis a olho nu; frequência: muito poucos; largura variando de média a larga. No plano longitudinal tangencial os raios são mé- dios; visíveis a olho nu; estratificação ausente; linhas vasculares irregulares, obstruídas por substância esbranquiçada. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é bem contras- tado. Descrição botânica: Folhas: simples; opostas; dísticas; ramos quadrangulares; estípula terminal; pecíolos alados; ápices acuminados; bases agudas; margens inteiras; oblongas; ner- vuras 1ª e 2ª salientes na face abaxial; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; glabras; coriáceas; discolores. Tronco: tortuoso; base acanalada; ritidoma: indeiscente, fissurado, com cristas planas, colora- ção alaranjada e acinzentada; presença de líquens esverdeados. NE Figura 115 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Ferdinandusa speciosa. Fonte: O autor. 167 Figura 116 - Fotografias macroscópicas da espécie Ferdinandusa speciosa. Barra = 1 milímetro. A) Plano trans- versal. B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV). C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 168 Figura 117 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Ferdinandusa speciosa. G) Detalhe da dis- posição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhe dos aspectos da face abaxial das folhas. I) Detalhe dos aspectos da face adaxial da folha. J) Detalhes da face abaxial da folha. K) Detalhe do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 169 38 - Nome científico: Guapira opposita Família: Nyctaginaceae Nome popular: Maria-mole Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração cinza escura; brilho acentuado; odor característico; macia ao corte manual no plano transver- sal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento pouco distintas; irregulares; visíveis a olho nu; demarcadas por zonas fibrosas. Vasos visíveis a olho nu; frequência: poucos, as vezes muito poucos; solitários, com ocorrência de agrupamento em cadeias radiais (até 5) e em ca- chos; porosidade difusa; sem arranjo; obstruídos por substância de coloração esbranquiçada e por tiloses. Parênquima axial visível sob lente de 10x; apotraqueal difuso em agregados (quase indistinto mesmo sob lente de 10x). Raios visíveis a sob lente de 10x; frequência: muito poucos; largura média. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis sob lente de 10x; estratificação ausente; linhas vasculares retilíneas, obstruídas por substância esbranquiçada, com aspecto brilhante. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: simples; opostas; dísticas; ramos cilíndricos; pecíolos acanalados; ápices agudos a acuminados; bases assimétricas a agudas; margens inteiras; oblongas; nervuras 1ª e 2ª salientes na face abaxial; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; glabras; mem- branáceas; discolores; presença de oxidação ao causar injúria na folha. Tronco: tortuoso; base acanalada; ritidoma: indeiscente, acidentado, estriado e levemente fis- surado, com coloração esverdeada, creme e acinzentada; presença de líquens esverdeados. NE Figura 118 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Guapira opposita. Fonte: O autor. 170 Figura 119 - Fotografias macroscópicas da espécie Guapira opposita. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a camada de crescimento (CC). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV). C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 171 Figura 120 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Guapira opposita. G) Detalhe da disposição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhe dos aspectos da face abaxial das folhas. I) Detalhe dos aspectos da face adaxial das folhas. J) Detalhes do ápice da folha. K) Detalhe do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 172 39 - Nome científico: Handroanthus chrysotrichus Família: Bignoniaceae Nome popular: Ipê-amarelo-cascudo Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração amarelada; sem brilho; odor imperceptível; dura ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento distintas; regulares; visíveis a olho nu; de- marcadas por parênquima axial marginal. Vasos visíveis a olho nu; frequência: poucos; solitá- rios; porosidade difusa; sem arranjo; obstruídos por substância de coloração esbranquiçada. Parênquima axial visível a olho nu; paratraqueal confluente, formando faixas, paratraqueal aliforme losangular e em faixas marginais. Raios visíveis a olho nu; frequência: poucos, as vezes numerosos; largura fina. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis sob lente de 10x; estratificação presente; linhas vasculares irregulares, obstruídas por subs- tância esbranquiçada, com aspecto brilhante. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: compostas; digitadas; opostas; cruzadas; ramos piloso; pecíolos acanalados; raques cilíndricas; folíolos: congestos; ápices arredondados; bases assimétricas a arredondadas; margens inteiras; largo oblongos; nervuras 1ª e 2ª salientes na face abaxial; ner- vação pinada, camptódroma broquidódroma; presença de indumento pulberulento; coriáceas; discolores; presença de cicatriz no ramo. Tronco: reto; base cilíndrica; ritidoma: indeiscente, acidentado, fissurado, com fissuras des- contínuas e cristas agudas, com coloração esverdeada e acinzentada; presença de líquens esver- deados. NE Figura 121 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Handroanthus chrysotrichus. Fonte: O autor. 173 Figura 122 - Fotografias macroscópicas da espécie Handroanthus chrysotrichus. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a camada de crescimento (CC). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV) e a presença de estratificação dos raios (seta). C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 174 Figura 123 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Handroanthus chrysotrichus. G) Detalhe dos aspectos da face adaxial dos folíolos. H) Detalhe dos aspectos da face abaxial folíolos. I) Detalhe da disposição das folhas no ramo (filotaxia). J) Detalhes dos aspectos do ramo. K) Detalhes da pilosidade na face abaxial dos folíolos. L) Detalhe do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. M) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G K J M L I 175 40 - Nome científico: Himatanthus bracteatus Família: Apocynaceae Nome popular: Banana-de-papagaio Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração marrom com nuâncias escuras; brilho moderado; odor imperceptível; macia ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento distintas; regulares; visíveis a olho nu; de- marcadas por zonas fibrosas. Vasos visíveis a olho nu; frequência: poucos, as vezes muito poucos; agrupados em cadeias radiais (até 6) e cachos; porosidade difusa; arranjo com tendência radial; obstruídos por substância de coloração esbranquiçada (goma/látex). Parênquima axial visível sob lente de 10x; apotraqueal difuso em agregados, formando linhas curtas. Raios visí- veis sob lente de 10x; frequência: numerosos; largura fina. No plano longitudinal tangencial os raios são indistintos mesmo sob lente de 10x. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é pouco contrastado. Descrição botânica: Folhas: simples; alternas; espiraladas; ramos quadrangulares; pecíolos acanalados; ápices acuminados a caudados; bases decurrentes a assimétricas; margens inteiras; estreito oblanceoladas; nervuras 1ª e 2ª salientes na face abaxial; nervação pinada, camptó- droma broquidódroma; glabras; membranáceas; discolores; presença de exsudação ao destacar a folha. Tronco: reto; base cilíndrica; ritidoma: indeiscente, acidentado, levemente laminado, com co- loração acinzentada; presença de exsudação branca. NE Figura 124 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Himatanthus bracteatus. Fonte: O autor. 176 Figura 125 - Fotografias macroscópicas da espécie Himatanthus bracteatus. Barra = 1 milímetro. A) Plano trans- versal destacando a camada de crescimento (CC). B) Plano longitudinal tangencial. C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo, presença de exsudação (seta). F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 177 Figura 126 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Himatanthus bracteatus. G) Detalhe da disposição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhe dos aspectos da face adaxial da folha. I) Detalhe dos aspectos da face abaxial das folhas. J) Detalhes da presença de exsudação na folha. K) Detalhes da face abaxial da folha. L) Detalhe do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. M) Detalhes da parte interna do tronco, presença de exsudação (seta). Fonte: O autor. I H K J M L G 178 41 - Nome científico: Hortia brasiliana Família: Rutaceae Nome popular: Paratudo Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração amarelada com nuâncias amarronzadas; brilho acentuado; odor característico; dura ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento pouco distintas; regulares; visíveis a olho nu; demarcadas por zonas fibrosas. Vasos visíveis a olho nu; frequência: poucos; solitários, com ocorrência de múltiplos de 2; porosidade difusa; sem arranjo, as vezes dispostos em arranjo radial; obstruídos por substância de coloração amarelada e acastanhada. Parênquima axial sob lente de 10x; paratraqueal escasso, vasicêntrico e apotraqueal difuso. Raios visíveis a olho nu; frequência: muito poucos; largura variando de média a larga. No plano longitudinal tangencial os raios são altos; visíveis a olho nu; estratificação ausente; linhas vasculares retilíneas, obs- truídas por conteúdo acastanhado e amarelado. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas simples; alternas; espiraladas; ramos com cicatrizes; pecíolos ala- dos; ápice arredondados; bases agudas; margens inteiras; oblanceoladas; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; nervuras 1ª e 2ª salientes na face abaxial; membranáceas disco- lores; glabras; membranáceas; concolores. Tronco: reto; base cilíndrica; ritidoma: indeiscente, acidentado, reticulado, com coloração acinzentada, esverdeada; presença de líquens esverdeados. NT Figura 127 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Hortia brasiliana. Fonte: O autor. 179 Figura 128 - Fotografias macroscópicas da espécie Hortia brasiliana. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a camada de crescimento (CC). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV). C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 180 Figura 129 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Hortia brasiliana. G) Detalhe da disposição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhe dos aspectos da face adaxial da folha. I) Detalhe dos aspectos da face abaxial das folhas. J) Detalhes da parte interna do tronco. K) Detalhe do tronco, evidenciando a presença de líquens com coloração esverdeada. L) Detalhes do tronco destacando a cor e aspecto do ritidoma. Fonte: O autor. H G J I L K 181 42 - Nome científico: Humiriastrum glaziovii Família: Humiriaceae Nome popular: Macucu Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração creme com nuâncias amarronzadas; brilho moderado; odor imperceptível; macia ao corte ma- nual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento pouco distintas; irregulares; visíveis a olho nu; demarcadas por zonas fibrosas. Vasos visíveis a olho nu; frequência: poucos; solitários, com ocorrência de múltiplos de 2; porosidade difusa; sem arranjo, as vezes radial; obstruídos por substância de coloração esbranquiçada. Parênquima axial visíveis sob lente de 10x; apo- traqueal difuso em agregados e difuso. Raios visíveis sob lente de 10x; frequência: numerosos; largura fina. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis sob lente de 10x; estratificação ausente; linhas vasculares retilíneas, obstruídas por substância amarelada. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: simples; alternas; dísticas; ramos cilíndricos; pecíolos acanalados; ápices acuminados; bases agudas a assimétricas; margens serreadas; estreito elípticas; nervuras 1ª e 2ª salientes na face abaxial; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; glabras; mem- branáceas; discolores. Tronco: reto; base acanalada; ritidoma: indeiscente, acidentado, lenticelado, estriado, leve- mente reticulado, com coloração acinzentada; presença de líquens esverdeados. NE Figura 130 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Humiriastrum glaziovii. Fonte: O autor. 182 Figura 131 - Fotografias macroscópicas da espécie Humiriastrum glaziovii. Barra = 1 milímetro. A) Plano trans- versal destacando a camada de crescimento (CC). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV) com presença de conteúdo. C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 183 Figura 132 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Humiriastrum glaziovii. G) Detalhe da dis- posição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhes da face abaxial das folhas. I) Detalhe dos aspectos da face adaxial da folha. J) Detalhe da margem serreada da folha. K) Detalhe do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 184 43 - Nome científico: Hyeronima oblonga Família: Phyllanthaceae Nome popular: Jerimum Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno pouco distintos pela cor; cerne castanho amar- ronzado; alburno castanho com nuâncias claras; maior proporção de alburno (2x); brilho mo- derado; odor característico; moderadamente dura ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento distintas; irregulares; visíveis a olho nu; demarcadas por zona fibrosa. Vasos visíveis a olho nu; frequência: numerosos; solitários; po- rosidade difusa; sem arranjo; obstruídos por substância de coloração esbranquiçada. Parên- quima axial visível sob lente de 10x; apotraqueal difuso em agregados, difusos e paratraqueal escasso. Raios visíveis a olho nu; frequência: muito poucos; largura variando de média a larga. No plano longitudinal tangencial os raios são altos; visíveis a olho nu; estratificação ausente; linhas vasculares retilíneas, obstruídas por substância amarelada. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é bem contrastado. Descrição botânica: Folhas: simples; opostas; espiraladas; ramos cilíndricos; pecíolos acanala- dos; ápices acuminados; bases cuneadas; margens inteiras; oblongas; nervuras 1ª e 2ª salientes na face abaxial; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; glabras; membranáceas; pouco discolores; flores com coloração creme amarelada. Tronco: tortuoso; base acanalada; ritidoma: indeiscente, acidentado, fissurado, com coloração azulado, roseado e esbranquiçado; presença de líquens esverdeados. NE Figura 133 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Hyeronima oblonga. Fonte: O autor. 185 Figura 134 - Fotografias macroscópicas da espécie Hyeronima oblonga. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a camada de crescimento (CC). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV). C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. D) Plano transversal após o corte em campo. E) Plano transversal após 13 meses, evidenciando que o cerne e alburno são poucos distintos pela cor. Fonte: O autor. 186 Figura 135 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Hyeronima oblonga. G) Detalhe da disposi- ção das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhe dos aspectos da face abaxial das folhas. I) Detalhe dos aspectos da face adaxial das folhas. J) Detalhes da inflorescência. K) Detalhes do tronco, destacando a cor e aspecto do riti- doma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 187 44 - Nome científico: Hymenaea stignocarpa Família: Fabaceae Nome popular: Jatobá-do-cerrado Caracteres gerais da madeira: cerne castanho amarronzado e alburno marrom com nuâncias claras; maior proporção de alburno (2x) sem brilho; odor imperceptível; dura ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento bem distintas; regulares; visíveis a olho nu; demarcadas por parênquima axial marginal. Vasos visíveis a olho nu; frequência: poucos; solitários, com ocorrência de múltiplos de 2; porosidade difusa; sem arranjo; obstruídos por substância de coloração amarelada e acastanhada (resina). Parênquima axial visível a olho nu; paratraqueal vasicêntrico, aliforme losangular e em faixas marginais. Raios visíveis a olho nu; frequência: poucos; largura média. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visí- veis a olho nu; estratificação ausente; linhas vasculares irregulares, obstruídas por substância esbranquiçada. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: compostas; bifolioladas; alternas; espiraladas; ramos cilíndricos e lenticelados; pecíolos pulvinados; folíolos: opostos; peciólulos quase sésseis; ápices obtusos; bases assimétricas; margens inteiras; ovados a largo elípticos; nervuras 1ª e 2ª salientes na face abaxial; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; levemente pilosos; coriáceos; pouco discolores. Tronco: tortuoso; base cilíndrica; ritidoma: indeiscente, acidentado, fissurado, levemente reti- culado, com fissuras largas, descontínuas e cristas planas, com coloração acinzentada. NE Figura 136 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Hymenaea stignocarpa. Fonte: O autor. 188 Figura 137 - Fotografias macroscópicas da espécie Hymenaea stignocarpa. Barra = 1 milímetro. A) Plano trans- versal destacando a camada de crescimento (CC). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV). C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses, evidenciando a distinção entre cerne e alburno pela cor. Fonte: O autor. 189 Figura 138 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Hymenaea stignocarpa. G) Detalhes da dis- posição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhes dos aspectos da face abaxial dos folíolos. I) Detalhes dos aspectos da face adaxial dos folíolos. J) Detalhes dos ápices, bases e nervuras dos folíolos. K) Detalhes do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 190 45 - Nome científico: Hymenolobium janeirense Família: Fabaceae Nome popular: Sucupira-aracari Caracteres gerais da madeira: cerne amarronzado; alburno esbranquiçado; maior proporção de cerne (2x); sem brilho; odor característico; dura ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento pouco distintas; regulares; visíveis a olho nu; demarcadas por zonas fibrosas e linha (irregular) do parênquima axial marginal. Vasos vi- síveis a olho nu; frequência: muito poucos; solitários, com ocorrência de múltiplos de 2; poro- sidade difusa; sem arranjo; obstruídos por substância de coloração amarelada e por tiloses. Pa- rênquima axial visíveis a olho nu; paratraqueal aliforme losangular, confluente e unilateral. Raios visíveis a olho nu; frequência: poucos; largura média. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis sob lente; estratificação presente; linhas vasculares retilíneas, obstruídas por conteúdo amarelado. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é con- trastado. Descrição botânica: Folhas: compostas; imparipinadas; alternas; espiraladas; ramo lenticelado e com cicatrizes; pecíolo acanalado, pulvinado e piloso; folíolos: opostos; peciólulos acanala- dos, pilosos e pulvinados; ápices retusos; bases obtusas a arredondadas; margens inteiras; oblongos; nervuras 1ª e 2ª da face abaxial salientes; nervação pinada, camptódroma broquidó- droma; discolores; pilosos; membranáceos; presença de estipelas entre o peciólulos. Tronco: reto; base cilíndrica; ritidoma: indeiscente, acidentado, reticulado, com coloração es- verdeada, esbranquiçada e alaranjada; presença de líquens esverdeados. LC Figura 139 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Hymenolobium janeirense. Fonte: O autor. 191 Figura 140 - Fotografias macroscópicas da espécie Hymenolobium janeirense. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a camada de crescimento (CC) e a presença de tilo (seta). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV) e a presença de estratificação dos raios (barra). C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano trans- versal após 13 meses, evidenciando a distinção entre cerne e alburno pela cor. Fonte: O autor. 192 Figura 141 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Hymenolobium janeirense. G) Detalhes da disposição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhes dos aspectos da face abaxial dos folíolos. I) Detalhes dos aspectos da face adaxial folíolos. J) Detalhes ápices dos folíolos. K) Detalhes do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 193 46 - Nome científico: Hyptidendron asperrimum Família: Lamiaceae Nome popular: Catinga-de-bode Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração acinzentada; brilho moderado; odor característico; macia ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento distintas; regulares; visíveis a olho nu; de- marcadas por zonas fibrosas. Vasos visíveis a olho nu; frequência: poucos, as vezes muito poucos; solitários, com ocorrência de múltiplos de 2; porosidade difusa; sem arranjo; obstruídos por substância de coloração branca e por tiloses. Parênquima axial visível sob lente de 10x; apotraqueal difuso e difuso em agregados. Raios visíveis a olho nu; frequência: muito poucos; largura variando de média a larga. No plano longitudinal tangencial os raios são altos; visíveis a olho nu; estratificação ausente; linhas vasculares retilíneas, obstruídas por substância branca. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é bem contrastado. Descrição botânica: Folhas: simples; opostas; cruzadas; ramos cilíndricos; pecíolos acanala- dos; ápices acuminados; bases obtusas; margens serreadas; estreito oblongas; nervuras 1ª e 2ª da face abaxial salientes; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; glabras; coriáceas; discolores. Tronco: tortuoso; base cilíndrica; ritidoma: indeiscente, acidentado, fissurado com fissuras descontínuas e cristas agudas, com coloração acinzentada e esverdeada; presença de líquens esverdeados. LC Figura 142 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Hyptidendron asperrimum. Fonte: O autor. 194 Figura 143 - Fotografias macroscópicas da espécie Hyptidendron asperrimum. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a camada de crescimento (CC) e a presença de tilo (seta). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV). C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitu- dinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 195 Figura 144 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Hyptidendron asperrimum. G) Detalhes da face adaxial das folhas. H) Detalhes dos aspectos da face abaxial das folhas. I) Detalhes dos aspectos das nervuras da folha. J) Detalhes da disposição das folhas no ramo (filotaxia). K) Detalhes do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 196 47 - Nome científico: Inga marginata Família: Fabaceae Nome popular: Ingá-mirim Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração amarronzada; sem brilho; odor imperceptível; macia ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento bem distintas; regulares; visíveis a olho nu; demarcadas por zonas fibrosas escuras. Vasos visíveis a olho nu; frequência: muito poucos; solitários, com ocorrência de múltiplos de 2 e 3; porosidade difusa; sem arranjo; obstruídos por substância de coloração esbranquiçada e por tiloses. Parênquima axial visível a olho nu; pa- ratraqueal confluente, formando faixas, aliforme losangular e vasicêntrico. Raios visíveis sob lente de 10x; frequência: numerosos, as vezes poucos; largura média. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis sob lente de 10x; estratificação ausente; linhas vascu- lares retilíneas, obstruídas por substância amarelada. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: compostas; paripinadas; alternas; espiraladas; ramos cilíndricos e lenticelados; pecíolos acanalados e pulvinados; raques aladas; folíolos: opostos; ápices acumi- nados; bases assimétricas; margens inteiras; estreito elípticas; nervuras 1ª e 2ª salientes na face abaxial; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; glabras; membranáceas; discolores; presença de nectário extrafloral. Tronco: reto; base acanalada; ritidoma: indeiscente, acidentado, lenticelado, estriado, com co- loração acinzentada e esverdeada; presença de líquens esverdeados. NE Figura 145 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Inga marginata. Fonte: O autor. 197 Figura 146 - Fotografias macroscópicas da espécie Inga marginata. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a camada de crescimento (CC) e a presença de tilo (seta). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV) com presença de conteúdo. C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 198 Figura 147 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Inga marginata. G) Detalhes dos folíolos na face adaxial. H) Detalhes dos aspectos da face abaxial dos folíolos e a presença de pecíolos pulvinados. I) Detalhes da disposição das folhas no ramo (filotaxia). J) Detalhes da presença de glândulas entre os folíolos. K) Detalhes do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 199 48 - Nome científico: Kielmeyera speciosa Família: Calophyllaceae Nome popular: Pau-santo-do-cerrado Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno pouco distintos pela cor; proporcionais; cerne castanho amarronzado; alburno creme amarronzado; brilho moderado; odor imperceptível; macia ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento pouco distintas; regulares; visíveis a olho nu; demarcadas por zona fibrosa e parênquima axial marginal. Vasos visíveis a olho nu; fre- quência: poucos; solitários; porosidade difusa; sem arranjo; obstruídos por substância de colo- ração amarelada e com presença de tiloses. Parênquima axial visível a olho nu; em faixas estreitas (linhas), paratraqueal aliforme linear e apotraqueal difuso. Raios visíveis sob lente de 10x; frequência: numerosos; largura variando de fina a média. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis sob lente de 10x; estratificação ausente; linhas vasculares retilí- neas, obstruídas por substância esbranquiçada, com aspecto brilhante. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: simples; alternas; espiraladas; ramos cilíndricos; pecíolos sésseis; ápices obtusos a arredondados; bases agudas a obtusas; margens inteiras; oblongas; nervuras 1ª e 2ª da face abaxial salientes; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; pilosas na face abaxial; coriáceas; pouco discolores; frutos: compostos, secos, deiscentes. Tronco: tortuoso; base cilíndrica; ritidoma: indeiscente, acidentado, fissurado com fissuras descontínuas acastanhadas e cristas planas, com coloração acinzentada e enegrecida; presença de exsudação amarelada. NE Figura 148 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Kielmeyera speciosa. Fonte: O autor. 200 Figura 149 - Fotografias macroscópicas da espécie Kielmeyera speciosa. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a camada de crescimento (CC) e presença de tilos (seta). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV) com presença de conteúdo (seta). C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo, evidenciando a presença de exsudação (seta). F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 201 Figura 150 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Kielmeyera speciosa. G) Detalhes da dispo- sição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhes dos aspectos da face adaxial das folhas. I) Detalhes dos aspectos dos ápices das folhas. J) Detalhes da face abaxial da folha. K) Detalhes do fruto. L) Detalhes do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. M) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G K I M L J 202 49 - Nome científico: Lacistema pubescens Família: Lacistemataceae Nome popular: Cafezinho Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração laranja amarronzada; brilho acentuado; odor característico; macia ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento pouco distintas; irregulares; visíveis a olho nu; demarcadas por zonas fibrosas. Vasos visíveis a olho nu; frequência: numerosos; agrupados em cadeias radiais; porosidade difusa; arranjo radial; obstruídos por substância de coloração amarelada. Parênquima axial visíveis sob lente de 10x; apotraqueal difuso em agregados. Raios visíveis sob lente; frequência: numerosos; largura fina. No plano longitudinal tangencial os raios são indistintos mesmo sob lente de 10x; linhas vasculares retilíneas, obstruídas por conteúdo esbranquiçado. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: simples; alternas; dísticas; ramo com pilosidade; presença de estí- pula intrapeciolar; pecíolos acanalados; ápice acuminado; base aguda; margens sinuadas; es- treito-ovadas; nervuras 1ª e 2ª da face abaxial salientes; nervação pinada, camptódroma eu- campdódroma; com pilosidade principalmente nas nervuras; glabras; cartáceas; concolores. Tronco: tortuoso; base cilíndrica; ritidoma: indeiscente, acidentado, levemente fissurado, com coloração acinzentada, esbranquiçada, alaranjada e esverdeada; presença de líquens esverdea- dos. NE Figura 151 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Lacistema pubescens. Fonte: O autor. 203 Figura 152 - Fotografias macroscópicas da espécie Lacistema pubescens. Barra = 1 milímetro. A) Plano transver- sal destacando a camada de crescimento (CC). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV). C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 204 Figura 153 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Lacistema pubescens. G) Detalhes da dispo- sição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhes dos aspectos da face abaxial das folhas. I) Detalhes dos aspectos da face adaxial da folha. J) Detalhes da estípula intra-peciolar. K) Detalhes do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 205 50 - Nome científico: Lafoensia pacari Família: Lythraceae Nome popular: Pacari Caracteres gerais da madeira: cerne amarronzado com nuâncias amareladas e alburno amar- ronzado proporcionais; sem brilho; odor característico; moderadamente dura ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento distintas; irregulares; visíveis a olho nu; demarcadas por parênquima axial marginal. Vasos visíveis a olho nu; frequência: numerosos; solitários; porosidade difusa; sem arranjo; obstruídos por substância de coloração esbranqui- çada e acastanhada e alguns por tiloses. Parênquima axial visível sob lente de 10x; paratra- queal em faixas marginais e escasso; apotraqueal difuso. Raios visíveis sob lente de 10x; fre- quência: numerosos; largura variando de fina a média. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis sob lente de 10x; estratificação ausente; linhas vasculares retilíneas, obs- truídas por substância esbranquiçada. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é con- trastado. Descrição botânica: Folhas: simples; opostas; cruzadas; ramos quadrangulares; pecíolos ala- dos; ápices agudos a retusos; bases cuneadas; margens inteiras; oblongas; nervuras 1ª e 2ª da face abaxial salientes; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; glabras; coriáceas; dis- colores; presença de glândula no ápice foliar. Tronco: reto; base cilíndrica; ritidoma: indeiscente, acidentado, fissurado, com coloração acas- tanhada e esverdeada; presença de líquens esverdeados. LC Figura 154 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Lafoensia pacari. Fonte: O autor. 206 Figura 155 - Fotografias macroscópicas da espécie Lafoensia pacari. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a camada de crescimento (CC) e a presença de tilo (seta). B) Plano longitudinal tangencial. C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses, evidenciando a distinção entre cerne e alburno pela cor. Fonte: O autor. 207 Figura 156 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Lafoensia pacari. G) Detalhes da disposição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhes dos aspectos da face abaxial das folhas. I) Detalhes dos aspectos da face adaxial das folhas. J) Detalhes da presença de glândula no ápice da folha. K) Detalhes do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 208 51 - Nome científico: Lamanonia ternata Família: Cunoniaceae Nome popular: Guapererê Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração amarronzada com nuâncias acastanhadas; sem brilho; odor característico; macia ao corte ma- nual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento distintas; irregulares; visíveis a olho nu; demarcadas por zonas fibrosas. Vasos visíveis a olho nu; frequência: poucos, as vezes nume- rosos; solitários; porosidade difusa; sem arranjo; obstruídos por substância de coloração esbran- quiçada e com presença de tiloses. Parênquima axial visível sob lente de 10x; apotraqueal difuso em agregados. Raios visíveis sob lente de 10x; frequência: poucos, as vezes numerosos; largura variando de fina a média. No plano longitudinal tangencial os raios indistintos mesmo sob lente de 10x; linhas vasculares retilíneas, obstruídas por substância esbranquiçada, com aspecto brilhante. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: compostas; digitadas; opostas; cruzadas; ramos lenticelado e ci- líndricos; pecíolos e raques cilíndricos; folíolos: congestos; ápices acuminados; bases agudas a decurrentes; margens serreadas; estreito elípticas; nervuras 1ª e 2ª salientes na face abaxial; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; glabros; coriáceos; discolores; presença de gema terminal cônica. Tronco: reto; base acanalada; ritidoma: indeiscente, acidentado, fissurado com cristas descon- tínuas e planas, com coloração acinzentada, avermelhada e esverdeada; presença de líquens esverdeados. NE Figura 157 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Lamanonia ternata. Fonte: O autor. 209 Figura 158 - Fotografias macroscópicas da espécie Lamanonia ternata. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a camada de crescimento (CC) e a presença de tilo (seta). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV) com presença de conteúdo. C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 210 Figura 159 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Lamanonia ternata. G) Detalhes da dispo- sição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhes dos aspectos da face abaxial dos folíolos. I) Detalhes dos aspectos da face adaxial dos folíolos. J) Detalhes margem dos folíolos. K) Detalhes do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 211 52 - Nome científico: Laplacea fruticosa Família: Theaceae Nome popular: Ovo-frito Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno pouco distintos pela cor; cerne marrom acasta- nhado; alburno amarronzado; maior proporção de alburno (2x); brilho acentuado; odor carac- terística; macia ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento pouco distintas; regulares; visíveis a olho nu; tipo de marcação não definida. Vasos visíveis a olho nu; frequência: numerosos, as vezes muito numerosos; solitários; porosidade difusa; sem arranjo, as vezes ocorrendo em arranjo radial; obstruídos por substância de coloração esbranquiçada. Parênquima axial visível sob lente de 10x; apotraqueal difuso em agregados e paratraqueal escasso. Raios visíveis sob lente de 10x; frequência: poucos; largura média. No plano longitudinal tangencial os raios são bai- xos; visíveis sob lente de 10x; estratificação ausente; linhas vasculares irregulares, obstruídas por substância esbranquiçada. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: simples; alternas; espiraladas; ramos cilíndricos e lenticelados; pecíolos sésseis; ápices retusos; bases decurrentes a assimétricas; margens inteiras e serreadas; estreita elípticas; nervuras 1ª saliente e 2ª imersas ambas na face abaxial; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; glabra; coriáceas; discolores. Tronco: tortuoso; base cilíndrica; ritidoma: indeiscente, acidentado, fissurado com cristas des- contínuas, com coloração acinzentada; presença de líquens esverdeados. NE Figura 160 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Laplacea fructicosa. Fonte: O autor. 212 Figura 161 - Fotografias macroscópicas da espécie Laplacea fructicosa. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a camada de crescimento (CC). B) Plano longitudinal tangencial. C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses, evidenciando que o cerne e alburno são pouco distintos pela cor. Fonte: O autor. 213 Figura 162 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Laplacea fructicosa. G) Detalhes da dispo- sição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhes dos aspectos da face abaxial das folhas. I) Detalhes da diferença entre os aspectos das margens da folha. J) Detalhes da face adaxial das folhas. K) Detalhes do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 214 53 - Nome científico: Laplacea tomentosa Família: Theaceae Nome popular: Canela-de-veado Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração amarronzada; brilho acentuado; odor imperceptível; macia ao corte manual no plano transver- sal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento distintas; regulares; visíveis a olho nu; de- marcadas por zonas fibrosas. Vasos visíveis a olho nu; frequência: muito numerosos; solitários; porosidade difusa; sem arranjo, as vezes ocorrendo em arranjo diagonal; obstruídos por subs- tância de coloração esbranquiçada. Parênquima axial visível sob lente de 10x; apotraqueal difuso em agregados e difuso. Raios visíveis sob lente de 10x; frequência: poucos; largura mé- dia. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis sob lente de 10x; estratifi- cação ausente, vasos obstruídos por substância esbranquiçada. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: simples; alternas; espiraladas; ramos pilosos; pecíolos sésseis; ápi- ces agudos; bases decurrentes; margens crenadas a serrilhadas; estreito elípticas; nervuras 1ª salientes e 2ª imersas, ambas na face abaxial; nervação pinada, padrão indistinto; presença de indumento velutino; coriáceas; discolores; presença de cicatriz no ramo; presença de nervura coletora. Tronco: reto; base acanalada; ritidoma: indeiscente, acidentado, fissurado com cristas agudas, com coloração acinzentada e esverdeada; presença de líquens esverdeados. NE Figura 163 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Laplacea tomentosa. Fonte: O autor. 215 Figura 164 - Fotografias macroscópicas da espécie Laplacea tomentosa. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a camada de crescimento (CC) Plano longitudinal tangencial. C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 216 Figura 165 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Laplacea tomentosa. G) Detalhes da dispo- sição das folhas no ramo (filotaxia) e do botão floral. H) Detalhes dos aspectos da face abaxial das folhas. I) Detalhes dos aspectos da face adaxial das folhas. J) Detalhes da flor. K) Detalhes do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 217 54 - Nome científico: Licania octandra Família: Chrysobalanaceae Nome popular: Milho-torrado Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração marrom amarelada; sem brilho; odor imperceptível; moderadamente dura ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento pouco distintas; irregulares; visíveis a olho nu; demarcada por zona fibrosa. Vasos visíveis a olho nu; frequência: muito poucos; solitários; porosidade difusa; sem arranjo; obstruídos por substância de coloração esbranquiçada. Parên- quima axial visível a olho nu; em faixas estreitas (linhas), formando reticulado, paratraqueal vasicêntrico e aliforme linear. Raios visíveis sob lente de 10x; frequência: numerosos; largura fina. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis sob lente de 10x; estratifi- cação ausente; linhas vasculares retilíneas, obstruídas por substância esbranquiçada. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: simples; alternas; espiraladas; ramos cilíndricos e lenticelados; pecíolos acanalados; ápices acuminados; bases agudas; margens inteiras; elípticas; nervuras 1ª e 2ª salientes na face abaxial; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; glabras; coriá- ceas; discolores. Tronco: reto; base acanalada; ritidoma: indeiscente, acidentado, reticulado com cristas agudas e descontínuas, com coloração acinzentada, alaranjada e esverdeada. NE Figura 166 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Licania octandra. Fonte: O autor. 218 Figura 167 - Fotografias macroscópicas da espécie Licania octandra. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a camada de crescimento (CC). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV) com presença de conteúdo. C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 219 Figura 168 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Licania octandra. G) Detalhes da disposição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhes dos aspectos da face abaxial das folhas. I) Detalhes dos aspectos da face adaxial das folhas. J) Detalhes dos ápices e coloração das folhas na face abaxial. K) Detalhes do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 220 55 - Nome científico: Machaerium nyctitans Família: Fabaceae Nome popular: Jacarandá-bico-pato Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração esbranquiçado com nuâncias amarronzadas; brilho moderado; odor característico; moderada- mente dura ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento pouco distintas; irregulares; visíveis a olho nu; demarcadas por zonas fibrosas e parênquima axial marginal. Vasos visíveis a olho nu; frequência: poucos; solitários; porosidade difusa; sem arranjo; obstruídos por substância de co- loração esbranquiçada. Parênquima axial visível a olho nu; paratraqueal em faixas largas, em faixas marginais, apotraqueal difuso em agregados. Raios visíveis a olho nu; frequência: pou- cos, as vezes numerosos; largura fina. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis sob lente de 10x; estratificação presente; linhas vasculares irregulares, obstruídas por substância amarelada. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: compostas; alternas; imparipinadas; espiraladas; ramos cilíndricos, aculeados e lenticelados; pecíolos pulvinados; raques pilosas; folíolos: opostos (as vezes alter- nos); ápices retuso; bases aguda; margens inteiras; oblongos; nervuras 1ª salientes e 2ª pouco distintas, ambas na face abaxial; nervação camptódroma broquidódroma; glabros; cartáceos; discolores; com presença de um par de espinhos na base da folha. Tronco: reto; base acanalada; ritidoma: indeiscente, acidentado, lenticelado, com estrias sinu- osas, com coloração acinzentada, alaranjada e esverdeada; presença de par de acúleos ao longo do tronco. LC Figura 169 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Machaerium nyctitans. Fonte: O autor. 221 Figura 170 - Fotografias macroscópicas da espécie Machaerium nyctitans. Barra = 1 milímetro. A) Plano trans- versal destacando a camada de crescimento (CC). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV) e presença de estratificação dos raios (barra). C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na super- fície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 222 Figura 171 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Machaerium nyctitans. G) Detalhes da dis- posição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhes dos aspectos da face abaxial dos folíolos. I) Detalhes dos aspectos da face adaxial dos folíolos. J) Detalhes da presença do par de acúleos no ramo. K) Detalhes do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 223 56 - Nome científico: Machaerium opacum Família: Fabaceae Nome popular: Jacarandá-cascudo Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração marrom com nuâncias amareladas; sem brilho; odor imperceptível; moderadamente dura ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento pouco distintas; irregulares; visíveis a olho nu; demarcadas por zonas fibrosas. Vasos visíveis a olho nu; frequência: poucos; solitários; porosidade difusa; sem arranjo; obstruídos por substância de coloração esbranquiçada. Parên- quima axial visível a olho nu; em faixas estreitas (linhas) e paratraqueal aliforme linear e es- casso. Raios visíveis a olho nu; frequência: poucos; largura fina. No plano longitudinal tangen- cial os raios são baixos; visíveis sob lente de 10x; presença de estratificação irregular; linhas vasculares retilíneas, obstruídas por substância esbranquiçada. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: compostas; imparipinadas; alternas; espiraladas; ramos cilíndri- cos; pecíolos pulvinados; raques acanaladas; folíolos: opostos (as vezes alternos); ápices agu- dos; bases cordadas; margens inteiras; oblongos; nervuras 1ª salientes e 2ª salientes na face abaxial; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; glabros; coriáceos; pouco discolores; opacos; com presença de gema intrapeciolar. Tronco: tortuoso; base cilíndrica; ritidoma: indeiscente, acidentado, fissurado com fissuras profundas, com cristas descontínuas, com coloração acinzentada e enegrecido. NE Figura 172 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Machaerium opacum. Fonte: O autor. 224 Figura 173 - Fotografias macroscópicas da espécie Machaerium opacum. Barra = 1 milímetro. A) Plano transver- sal destacando a camada de crescimento (CC). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV). C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 225 Figura 174 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Machaerium opacum. G) Detalhes da dis- posição das folhas no ramo (filotaxia).H) Detalhes dos aspectos da face abaxial dos folíolos. I) Detalhes dos as- pectos da face adaxial dos folíolos. J) Detalhes da filotaxia dos folíolos. K) Detalhes da gema intrapeciolar. L) Detalhes do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. M) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G K I M L J ’ 226 57 - Nome científico: Maclura tinctoria Família: Moraceae Nome popular: Moreira Caracteres gerais da madeira: cerne amarelo alaranjado; alburno amarronzado; maior propor- ção de cerne (2x); brilho moderado; odor característico; moderadamente dura ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento bem distintas; regulares; visíveis a olho nu; demarcadas por parênquima axial marginal. Vasos visíveis a olho nu; frequência: muito poucos; solitários; porosidade difusa; sem arranjo; obstruídos por substância de coloração es- branquiçada, com aspecto brilhante (goma/látex). Parênquima axial visível a olho nu; paratra- queal confluente curto e formando faixas, unilateral e em faixas marginais. Raios visíveis a olho nu; frequência: poucos; largura variando de média a fina. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis sob lente de 10x; estratificação ausente; linhas vasculares retilí- neas, obstruídas por substância amareladas. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: simples; alternas; dísticas; ramos cilíndricos e lenticelados; pecí- olos cilíndricos; ápices acuminados a caudados; bases cordadas a obtusas; margens serreadas; elípticas ovadas; nervuras 1ª e 2ª salientes na face abaxial; nervação pinada, camptódroma bro- quidódroma; glabras; coriáceas; discolores. Tronco: tortuoso; base acanalada; ritidoma: indeiscente, acidentado, aculeado, lenticelado, com cicatriz dos acúleos, com coloração acinzentada e esverdeada; presença de líquens esver- deados; presença de exsudação creme amarelada. NE Figura 175 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Maclura tinctoria. Fonte: O autor. 227 Figura 176 - Fotografias macroscópicas da espécie Maclura tinctoria. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a camada de crescimento (CC). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV). C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira (alburno) observada na superfície longitudinal. E) Cor da madeira observada (cerne) na superfície longitudinal. F) Plano transversal após o corte em campo, destacando a presença de exsudação (seta). G) Plano transversal após 13 meses, evidenciando a distinção entre cerne e alburno pela cor. Fonte: O autor. 228 Figura 177 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Maclura tinctoria. H) Detalhes da disposição das folhas no ramo (filotaxia). I) Detalhes dos aspectos da face abaxial das folhas. J) Detalhes dos aspectos da face adaxial das folhas. K) Detalhes das margens e ápice da folha. L) Detalhes do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma e presença de cicatrizes de acúleos. M) Detalhes da parte interna do tronco, destacando a presença de exsudação. Fonte: O autor. I H K J M L 229 58 - Nome científico: Magnolia ovata Família: Magnoliaceae Nome popular: Pinha-do-brejo Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração marrom com nuâncias bege; brilho acentuado; odor característico; macia ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento pouco distintas; irregulares; visíveis a olho nu; demarcadas por zonas fibrosas. Vasos visíveis a olho nu; frequência: poucos; solitários; porosidade difusa; sem arranjo; obstruídos por substância de coloração esbranquiçada. Parên- quima axial indistintos mesmo sob lente de 10x. Raios visíveis a olho nu; frequência: poucos, as vezes numerosos; largura média. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visí- veis a olho nu; estratificação ausente; linhas vasculares irregulares, obstruídas por substância amarelada. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: simples; alternas; espiraladas; ramo lenticelado; pecíolos acana- lados; ápices agudos; bases agudas a atenuadas; margens inteiras; ovadas elípticas; nervuras 1ª e 2ª salientes na face abaxial; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; glabras; coriá- ceas; discolores; frutos: compostos, secos, deiscentes; sementes avermelhadas. Tronco: reto; base acanalada; ritidoma: indeiscente, acidentado, levemente reticulado, com cristas descontínuas, coloração acinzentada e esverdeada; presença de líquens esverdeados. LC Figura 178 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Magnolia ovata. Fonte: O autor. 230 Figura 179 - Fotografias macroscópicas da espécie Magnolia ovata. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a presença de tilo (seta). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV) com presença de conteúdo (seta). C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 231 Figura 180 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Magnolia ovata. G) Detalhes da disposição das folhas no ramo (filotaxia) e do pecíolo acanalado. H) Detalhes dos aspectos da face abaxial das folhas. I) Detalhes dos aspectos da face adaxial das folhas. J) Detalhes do fruto aberto, com a presença de sementes averme- lhadas K) Detalhes dos frutos. L) Detalhes do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. M) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G K I M L J 232 59 - Nome científico: Maprounea guianensis Família: Euphorbiaceae Nome popular: Pinga-orvalho Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração marrom com nuâncias bege; brilho moderado; odor característico; macia ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento pouco distintas; irregulares; visíveis a olho nu; demarcadas por zonas fibrosas. Vasos visíveis a olho nu; poucos; solitários, com ocorrência de múltiplos de 2 e 3; porosidade difusa; sem arranjo; obstruídos por substância de coloração hialina, com aspecto brilhante e alguns por tiloses. Parênquima axial visível a olho nu; em faixas estreitas (linhas), formando reticulado, paratraqueal aliforme linear e apotraqueal difuso. Raios visíveis sob lente de 10x; frequência: numerosos; largura fina. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis sob lente de 10x; estratificação ausente; linhas vascu- lares retilíneas, obstruídas por substância esbranquiçada, com aspecto brilhante. No plano lon- gitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: simples; alternas, dísticas; ramo cilíndrico e lenticelado; pecíolos acanalados; ápices agudos; bases arredondadas a obtusas; margens inteiras; ovadas a elípticas; 1ª e 2ª salientes na face abaxial; nervações camptódroma broquidódroma ou eucamptódroma; cartáceas a coriáceas; discolores; pilosas ou glabras; com glândulas basais e exsudação hialina ao se destacar a folha. Tronco: reto; base acanalada; ritidoma: indeiscente, acidentado, com placas lenhosas, leve- mente reticulado com cristas agudas e descontínuas, com coloração acinzentada, alaranjada, amarelada, azulada e esverdeada; pre- sença de líquens esverdeados e acinzen- tados; presença de exsudação hialina. NE Figura 181 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Maprounea guianensis. Fonte: O autor. 233 Figura 182 - Fotografias macroscópicas da espécie Maprounea guianensis. Barra = 1 milímetro. A) Plano trans- versal destacando a camada de crescimento (CC) e a presença de tilo (seta). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV). C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitu- dinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 234 Figura 183 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Maprounea guianensis. G) Detalhes da dis- posição das folhas no ramo (filotaxia).H) Detalhes dos aspectos da face adaxial das folhas. I) Detalhes dos aspectos da face abaxial das folhas. J) Detalhes da coloração do ritidoma. K) Detalhes do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 235 60 - Nome científico: Melanoxylon brauna Família: Fabaceae Nome popular: Braúna Caracteres gerais da madeira: cerne marrom enegrecido; alburno esbranquiçado com nuâncias amarronzadas; proporcionais; brilho moderado; odor característico; dura ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento pouco distintas; regulares; visíveis a olho nu; demarcadas por zonas fibrosas e parênquima axial marginal. Vasos visíveis a olho nu; frequência: poucos; solitários, as vezes ocorrendo múltiplos de 2 e 3; porosidade difusa; sem arranjo; obstruídos por substância de coloração esbranquiçada e acastanhada, e com presença de tiloses. Parênquima axial visível a olho nu; paratraqueal aliforme losangular, vasicêntrico, unilateral e em faixas marginais. Raios visíveis a olho nu; frequência: poucos; largura fina a média. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis a olho nu; estratificação ausente; linhas vasculares retilíneas, obstruídas por substância acastanhada, com aspecto se- melhante a cor de mel. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: compostas; imparipinadas; alternas; espiraladas; ramos cilíndricos e ferrugíneos; pecíolos cilíndricos; raques acanaladas; folíolos: alternos; ápices acuminados; bases assimétricas a truncadas; margens inteiras; oblongas; nervuras 1ª e 2ª salientes na face abaxial; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; glabras; membranáceas; pouco disco- lores. Tronco: tortuoso; base acanalada; ritidoma: indeiscente, acidentado, fissurado com cristas agu- das e descontínuas, com coloração acinzentada; presença de líquens esverdeados. VU Figura 184 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Melanoxylon brauna. Fonte: O autor. 236 Figura 185 - Fotografias macroscópicas da espécie Melanoxylon brauna. Barra = 1 milímetro. A) Plano transver- sal destacando a camada de crescimento (CC) e a presença de tilo (seta). B) Plano longitudinal tangencial desta- cando linha vascular (LV). C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses, evidenciando a distinção entre cerne a alburno pela cor. Fonte: O autor. 237 Figura 186 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Melanoxylon brauna. G) Detalhes da dispo- sição das folhas no ramo (filotaxia) e presença de pecíolos pulvinados. H) Detalhes dos aspectos da face adaxial dos folíolos. I) Detalhes dos aspectos da face abaxial das folhas. J) Detalhes dos ápices dos folíolos. K) Detalhes do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L e M) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I M K L 238 61 - Nome científico: Meliosma sellowii Família: Sabiaceae Nome popular: Pau-fernandes Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno pouco distintos pela cor; cerne marrom alaran- jado; alburno amarronzado; maior proporção de cerne; brilho moderado; odor imperceptível; macia ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento pouco distintas; irregulares; visíveis a olho nu; demarcadas por zonas fibrosas. Vasos visíveis a olho nu; frequência: poucos; solitários, com ocorrência de múltiplos de 2; porosidade difusa; sem arranjo, as vezes ocorrendo em ar- ranjo radial; obstruídos por substância de coloração amarelada e alguns por tiloses. Parên- quima axial visível sob lente de 10x; apotraqueal difuso. Raios visíveis a olho nu; frequência: muito poucos; largura variando de média a larga. No plano longitudinal tangencial os raios são altos; visíveis a olho nu; estratificação ausente; linhas vasculares retilíneas, obstruídas por substância esbranquiçada e amarelada. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é bem contrastado. Descrição botânica: Folhas: simples; alternas; espiraladas; ramos pulvinados e lenticelados; pecíolos alados; ápices atenuados a acuminados; bases cuneadas; margens espinescentes; es- treito elípticas; nervuras 1ª e 2ª salientes na face abaxial; nervação pinada, camptódroma bro- quidódroma; glabras; coriáceas; discolores; frutos: carnosos, compostos, indeiscentes e com coloração amarelo com nuâncias esbranquiçadas. Tronco: reto; base acanalada; ritidoma: indeiscente, acidentado, fissurado com cristas agudas, com coloração acinzentada, roseada e esverdeada; presença de líquens esverdeados. NE Figura 187 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Meliosma sellowi. Fonte: O autor. 239 Figura 188 - Fotografias macroscópicas da espécie Meliosma sellowi. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a camada de crescimento (CC) e a presença de tilo (seta). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV). C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses, evidenciando que o cerne e alburno são pouco distintos pela cor. Fonte: O autor. 240 Figura 189 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Meliosma sellowi. G) Detalhes da disposição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhes da margem espinescente da folha. I) Detalhes dos aspectos da face adaxial das folhas. J) Detalhes da face abaxial da folha. K) Detalhes do fruto. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 241 62 - Nome científico: Myrcia amazonica Família: Myrtaceae Nome popular: Ingabaú Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração marrom acastanhada; sem brilho; odor imperceptível; dura ao corte manual no plano transver- sal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento pouco distintas; irregulares; visíveis a olho nu; demarcadas por zonas fibrosas. Vasos visíveis a olho nu; frequência: poucos; solitários; porosidade difusa; arranjo diagonal, as vezes em ocorrendo em arranjo radial; obstruídos por substância de coloração branca. Parênquima axial visível a olho nu; apotraqueal difuso em agregados, formando linhas curtas e paratraqueal escasso. Raios visíveis a olho nu; poucos; largura fina. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis a olho nu; estratifi- cação ausente; linhas vasculares retilíneas, obstruídas por substância esbranquiçada e acasta- nhada. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: simples; opostas, dísticas; ramo cilíndrico e esfoliante; pecíolo acanalado; simétricas; ápice acuminado a agudos; base cuneada; margens inteiras; estreito elíp- ticas; nervuras 1ª e 2ª salientes na face abaxial; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; discolores; glabras; cartáceas. Tronco: tortuoso; base acanalada; ritidoma: indeiscente, acidentado, com placas lenhosas, com coloração esverdeada, acastanhada e amarelada. NE Figura 190 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Myrcia amazonica. Fonte: O autor. 242 Figura 191 - Fotografias macroscópicas da espécie Myrcia amazonica. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a camada de crescimento (CC). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV) com presença de conteúdo. C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 243 Figura 192 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Myrcia amazonica. G) Detalhes da disposi- ção das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhes dos aspectos da face abaxial das folhas. I) Detalhes dos aspectos da face adaxial das folhas. J) Detalhes da coloração das folhas. K) Detalhes do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 244 63 - Nome científico: Myrcia mischophylla Família: Myrtaceae Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração marrom acastanhada; sem brilho; odor característico; dura ao corte manual no plano transver- sal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento distintas; irregulares; visíveis a olho nu; demarcadas por zonas fibrosas. Vasos visíveis a olho nu; frequência: numerosos; exclusiva- mente solitários; porosidade difusa; arranjo diagonal, as vezes sem arranjo; obstruídos por subs- tância de coloração branca. Parênquima axial visível sob lente de 10x; apotraqueal difuso em agregados e difuso. Raios visíveis sob lente de 10x; frequência: pouco; largura variando de fina a média. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis a olho nu; estratificação ausente; linhas vasculares irregulares, obstruídas por substância esbranquiçada. No plano lon- gitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: simples; opostas; dísticas; ramos pilosos; pecíolos cilíndricos a acanalados; ápices acuminados; bases agudas a arredondadas; margens inteiras; estreito elípti- cas; nervuras 1ª e 2ª da face abaxial salientes; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; presença de indumento velutino e gema terminal; coriáceas; discolores. Tronco: reto; base acanalada; ritidoma: indeiscente, acidentado, fissurado com fissuras des- contínuas e cristas agudas, com coloração acinzentada e esverdeada. NE Figura 193 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Myrcia mischophylla. Fonte: O autor. 245 Figura 194 - Fotografias macroscópicas da espécie Myrcia mischophylla. Barra = 1 milímetro. A) Plano transver- sal destacando a camada de crescimento (CC). B) Plano longitudinal tangencial. C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano trans- versal após 13 meses. Fonte: O autor. 246 Figura 195 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Myrcia mischophylla. G) Detalhes da dispo- sição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhes dos aspectos da face abaxial das folhas. I) Detalhes dos aspectos da face adaxial das folhas. J) Detalhes da gema terminal e aspecto piloso das folhas. K) Detalhes do tronco, desta- cando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 247 64 - Nome científico: Myrcia mutabilis Família: Myrtaceae Nome popular: Murta Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração castanho avermelhada; sem brilho; odor característico; dura ao corte manual no plano trans- versal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento pouco distintas; irregulares; visíveis a olho nu; demarcadas por zonas fibrosas. Vasos visíveis a olho nu; frequência: poucos, as vezes nu- merosos; solitários; porosidade difusa; arranjo diagonal, as vezes sem arranjo; obstruídos por substância de coloração esbranquiçada. Parênquima axial visíveis a olho nu; apotraqueal di- fuso em agregados, formando linhas curtas e paratraqueal escasso. Raios visíveis a olho nu; frequência: poucos; largura variando de fina a média. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis sob lente de 10x; estratificação ausente; linhas vasculares retilíneas, obs- truídas por conteúdo esbranquiçado. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é con- trastado. Descrição botânica: Folhas: simples; opostas; dísticas; ramo cilíndrico; pecíolo acanalado; ápi- ces agudos a acuminados; bases obtusas a aguda; margens inteiras; estreito elípticas; nervuras 1ª e 2ª da face abaxial salientes; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; coriáceas; dis- colores; com pilosidade ferrugínea; com odor agradável ao macerar a folha. Tronco: reto; base cilíndrica; ritidoma: indeiscente, acidentado, fissurado, com coloração acin- zentada e esbranquiçada. LC Figura 196 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Myrcia mutabilis. Fonte: O autor. 248 Figura 197 - Fotografias macroscópicas da espécie Myrcia mutabilis. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a camada de crescimento (CC). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV) com presença de conteúdo. C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo.) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 249 Figura 198 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Myrcia mutabilis. G) Detalhes da disposição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhes dos aspectos da face abaxial das folhas. I) Detalhes dos aspectos da face adaxial das folhas. J) Detalhes da pilosidade na face abaxial das folhas. K) Detalhes do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 250 65 - Nome científico: Myrcia obovata Família: Myrtaceae Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração marrom acastanhada; sem brilho; odor imperceptível; moderadamente dura ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento distintas; irregulares; visíveis a olho nu; demarcadas por zonas fibrosas. Vasos visíveis a olho nu; frequência: numerosos, as vezes pou- cos; exclusivamente solitários; porosidade difusa; arranjo diagonal, as vezes sem arranjo; obs- truídos por substância de coloração esbranquiçada. Parênquima axial visível sob lente de 10x; apotraqueal difuso em agregados, formando faixas, difusos e paratraqueal escasso. Raios visí- veis a olho nu; frequência: poucos; largura média. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis sob lente de 10x; estratificação ausente; linhas vasculares retilíneas, obs- truídas por substância esbranquiçada. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é con- trastado. Descrição botânica: Folhas: simples; opostas; cruzadas; ramos cilíndricos; pecíolos acanala- dos; ápices retusos; bases assimétricas a cuneadas; margens inteiras; elípticas; nervuras 1ª e 2ª da face abaxial salientes; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; glabras; coriáceas; discolores. Tronco: reto; base cilíndrica; ritidoma: indeiscente, acidentado, fissurado com fissuras descon- tínuas e cristas planas, com coloração acastanhada e esverdeada; presença de líquens esverde- ados. NE Figura 199 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Myrcia obovata. Fonte: O autor. 251 Figura 200 - Fotografias macroscópicas da espécie Myrcia obovata. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a camada de crescimento (CC). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV). C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 252 Figura 201 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Myrcia obovata. G) Detalhes da disposição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhes dos aspectos da face abaxial das folhas. I) Detalhes dos aspectos da face adaxial das folhas. J) Detalhes do ápice da folha. K) Detalhes do tronco, destacando a cor e aspecto do riti- doma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 253 66 - Nome científico: Myrcia splendens Família: Myrtaceae Nome popular: Guamirim-de-folha-miúda Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração amarronzada; sem brilho; odor característico; dura ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento pouco distintas; irregulares; visíveis a olho nu; demarcadas por zonas fibrosas. Vasos visíveis a olho nu; frequência: poucos, as vezes nu- merosos; exclusivamente solitários; porosidade difusa; arranjo diagonal, as vezes sem arranjo; obstruídos por substância de coloração esbranquiçada. Parênquima axial visíveis sob lente de 10x; apotraqueal difuso em agregados e difuso. Raios visíveis a olho nu; frequência: poucos; largura média. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis sob lente de 10x; estratificação ausente; linhas vasculares retilíneas, obstruídas por conteúdo esbranquiçado. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: simples; opostas; dísticas; ramo piloso; pecíolo acanalado; ápice acuminado; base aguda; margens inteiras; estreito elípticos; nervação camptódroma broquidó- droma; nervuras 1ª e 2ª da face abaxial salientes; nervação pinada, camptódroma broquidó- droma; coriáceas; discolores. Tronco: reto; base cilíndrico; ritidoma: indeiscente, acidentado, gretado, com coloração acin- zentada e acastanhada; presença de líquens esverdeados. NE Figura 202 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Myrcia splendens. Fonte: O autor. 254 Figura 203- Fotografias macroscópicas da espécie Myrcia splendens. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a camada de crescimento (CC). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV). C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 255 Figura 204- Fotografias das características dendrológicas da espécie Myrcia splendens. G) Detalhes da disposição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhes dos aspectos da face abaxial das folhas. I) Detalhes dos aspectos da face adaxial das folhas. J) Detalhes ápice da folha. K) Detalhes do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 256 67 - Nome científico: Ouratea hexasperma Família: Ochnaceae Nome popular: Vassoura-de-bruxa Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração acastanhada; sem brilho; odor imperceptível; moderadamente dura ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento bem distintas; regulares; visíveis a olho nu; demarcadas por zonas fibrosas. Vasos visíveis a olho nu; frequência: poucos; solitários; porosidade difusa; sem arranjo; obstruídos por substância de coloração esbranquiçada. Parên- quima axial visível sob lente de 10x; apotraqueal difuso em agregados e paratraqueal escasso. Raios visíveis a olho nu; frequência: poucos; largura variando de média a larga. No plano lon- gitudinal tangencial os raios são altos; visíveis a olho nu; estratificação ausente; linhas vas- culares retilíneas, obstruídas por substância esbranquiçada. No plano longitudinal radial o es- pelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: simples; alternas; dísticas; ramos quadrangulares; pecíolos alados; ápices acuminados; bases agudas; margens levemente crenadas; estreito elípticas; nervuras 1ª saliente e 2ª imersas, ambas na face abaxial; nervação pinada, camptódroma eucamptódroma; glabras; coriáceas; discolores. Tronco: reto; base cilíndrico; ritidoma: indeiscente, acidentado, estriado com estrias esbran- quiçadas, com coloração acinzentada, esverdeada e azulada; presença de líquens esverdeados. NE Figura 205 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Ouratea hexasperma. Fonte: O autor. 257 Figura 206 - Fotografias macroscópicas da espécie Ouratea hexasperma. Barra = 1 milímetro. A) Plano transver- sal destacando a camada de crescimento (CC) e a presença de obstrução do vaso por alguma substância (seta). B) Plano longitudinal tangencial. C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudi- nal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 258 Figura 207 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Ouratea hexasperma. G) Detalhes da dispo- sição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhes dos aspectos da face abaxial das folhas. I) Detalhes dos aspectos da face adaxial das folhas. J) Detalhes dos ápices das folhas. K) Detalhes do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 259 68 - Nome científico: Pera glabrata Família: Peraceae Nome popular: Cinta-larga Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração amarronzada com nuâncias claras; sem brilho; odor imperceptível; macia ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento distintas; regulares; visíveis a olho nu; de- marcadas por zonas fibrosas. Vasos visíveis a olho nu; frequência: muito poucos; solitários; porosidade difusa; sem arranjo, as vezes ocorrendo em arranjo radial; obstruídos por substância de coloração esbranquiçada e alguns por tiloses. Parênquima axial visível a olho nu; em faixas estreitas (linhas), formando reticulado e apotraqueal difuso em agregados. Raios visíveis a olho nu; frequência: poucos; largura média. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis sob lente de 10x; estratificação ausente; linhas vasculares retilíneas, obstruídas por substância amarelada. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: simples; alternas; dísticas; ramos cilíndricos; pecíolos acanalados; ápices obtusos a agudos; bases agudas; margens inteiras; estreito oblongas; nervuras 1ª e 2ª da face abaxial salientes; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; glabras; membranáceas; discolores; presença de botões florais ao longo dos ramos. Tronco: reto; base cilíndrico; ritidoma: indeiscente, acidentado, fissurado com fissuras acasta- nhadas, descontínuas, com coloração esverdeada. NE Figura 208 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Pera glabrata. Fonte: O autor. 260 Figura 209 - Fotografias macroscópicas da espécie Pera glabrata. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal des- tacando a camada de crescimento (CC). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV) com presença de conteúdo. C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 261 Figura 210 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Pera glabrata. G) Detalhes da disposição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhes dos aspectos da face abaxial das folhas. I) Detalhes dos aspectos da face adaxial das folhas. J) Detalhes da inflorescência. K) Detalhes do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 262 69 - Nome científico: Plathymenia foliolosa Família: Fabaceae Nome popular: Vinhático-da-mata Caracteres gerais da madeira: cerne alaranjado; alburno creme amarronzado; maior propor- ção de alburno; brilho moderado; odor característico; macia ao corte manual no plano trans- versal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento distintas; irregulares; visíveis a olho nu; demarcadas por zonas fibrosas. Vasos visíveis a olho nu; frequência: muito poucos; solitários; porosidade difusa; sem arranjo; obstruídos por substância de coloração esbranquiçada e acasta- nhada, e com presença de tiloses. Parênquima axial visíveis a olho nu; paratraqueal vasicên- trico e unilateral. Raios visíveis a olho nu; frequência: numerosos; largura variando de fina a média. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis sob lente de 10x; estrati- ficação ausente; linhas vasculares retilíneas, obstruídas por conteúdo acastanhado. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: compostas; alternas; parapinadas; espiraladas; ramos lenticelados; pecíolos cilíndricos e pulvinados; folíolos: opostos; peciólulos cilíndricos e pulvinados; folió- lulos alternos; ápice arredondado a obtuso; base assimétrica; margens inteiras; estreito a oblon- gos; nervuras 1ª salientes e 2ª imersas, ambas na face abaxial; nervação pouco evidente; disco- lores; cartáceos; glabras. Tronco: reto; base acanalada; ritidoma: indeiscente, acidentado, lenticelado e estriado, com coloração acinzentada, esverdeada e alaranjada; presença de líquens esverdeados; presença de exsudação avermelhada após injúria no tronco. NE Figura 211 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Plathymenia foliolosa. Fonte: O autor. 263 Figura 212 - Fotografias macroscópicas da espécie Plathymenia foliolosa. Barra = 1 milímetro. A) Plano trans- versal destacando a camada de crescimento (CC) e a presença de tilo (seta). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV) com presença de conteúdo. C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira (al- burno) observada na superfície longitudinal. E) Cor da madeira (cerne) observada na superfície longitudinal. F) Plano transversal após o corte em campo, destacando a presença de exsudação (seta). G) Plano transversal após 13 meses, evidenciando a distinção entre cerne e alburno pela cor. Fonte: O autor. 264 Figura 213 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Plathymenia foliolosa. H) Detalhes da dis- posição das folhas no ramo (filotaxia). I) Detalhes dos aspectos da face abaxial dos foliólulos. J) Detalhes dos aspectos da face adaxial dos foliólulos. K) Detalhes do ramo com presença de lenticelas. L) Detalhes do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. M) Detalhes da parte interna do tronco, evidenciando a presença de exsu- dação (seta). Fonte: O autor. I H K J M L 265 70 - Nome científico: Plathymenia reticulata Família: Fabaceae Nome popular: Vinhático-do-cerrado Caracteres gerais da madeira: cerne alaranjado; alburno esbranquiçado com nuâncias alaran- jadas; proporcionais; sem brilho; odor imperceptível; dura ao corte manual no plano trans- versal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento distintas; regulares; visíveis a olho nu; de- marcadas por zonas fibrosas. Vasos visíveis a olho nu; frequência: poucos; solitários, com ocor- rência de múltiplos de 2; porosidade difusa; sem arranjo; obstruídos por substância de coloração esbranquiçada e acastanhada, e com presença de tiloses. Parênquima axial visível a olho nu; paratraqueal vasicêntrico, unilateral, escasso e em faixas marginais. Raios visíveis a olho nu; frequência: poucos, as vezes numerosos; largura variando de fina a média. No plano longitudi- nal tangencial os raios são baixos; visíveis sob lente de 10x; estratificação ausente; linhas vasculares retilíneas, obstruídas por substância esbranquiçada e amarelada. No plano longitu- dinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: compostas; alternas; paripinadas; espiraladas; ramos cilíndrico, ferrugíneo e lenticelado; pecíolos cilíndricos e pulvinados; folíolos: opostos; peciólulos cilín- dricos e pulvinados; foliólulos alternos; ápices retusos a arredondados; bases obtusas a assimé- tricas; estreito a oblongos; margens inteiras; nervação pouco evidente; nervuras 1ª salientes e 2ª pouco distintas, ambas na face abaxial; pouco discolores; coriáceos; glabros; frutos: compos- tas; secos; deiscentes; sementes: não aladas. Tronco: tortuoso; base cilíndrica; ritidoma: indeiscente, acidentado, com placas lenhosas, co- loração acinzentada e enegrecido; pre- sença de exsudação avermelhada após injúria no tronco. LC Figura 214 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Plathymenia reticulata. Fonte: O autor. 266 Figura 215 - Fotografias macroscópicas da espécie Plathymenia reticulata. Barra = 1 milímetro. A) Plano trans- versal destacando a camada de crescimento (CC) e a presença de tilo (seta). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV) com presença de conteúdo (seta). C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses, evidenciando a distinção entre cerne e alburno pela cor. Fonte: O autor. 267 Figura 216 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Plathymenia reticulata. G) Detalhes da dis- posição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhes da disposição folíolos. I) Detalhes dos aspectos da face abaxial dos folíolos. J) Detalhes dos pulviólulos. K) Detalhes do fruto. L) Detalhes do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. M) Detalhes da parte interna do tronco, evidenciando a presença de exsudação (seta). Fonte: O autor. H G K I M L J 268 71 - Nome científico: Platypodium elegans Família: Fabaceae Nome popular: Canzileiro Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração creme amarronzada; brilho moderado; odor imperceptível; moderadamente dura ao corte ma- nual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento distintas; irregulares; visíveis a olho nu; demarcadas por zonas fibrosas. Vasos visíveis a olho nu; frequência: poucos, as vezes nume- rosos; solitários, com ocorrência de múltiplos de 2; porosidade difusa; sem arranjo; obstruídos por substância de coloração esbranquiçada. Parênquima axial visível a olho nu; paratraqueal aliforme linear, formando linhas, e confluente. Raios visíveis sob lente de 10x; frequência: numerosos; largura fina. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis sob lente de 10x; estratificação presente (irregular); linhas vasculares retilíneas, obstruídas por subs- tância amarelada. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: compostas; alternas; paripinadas; espiraladas; ramos cilíndrico e lenticelado; pecíolos acanalados e pulvinados; folíolos: alternos; raques acanaladas; peciólulos curtos; ápices retusos a emarginados; bases obtusas a arredondadas; margens inteiras; estreito oblongos; nervação pinada camptódroma broquidódroma; nervuras 1ª salientes e 2ª pouco dis- tintas, ambas na face abaxial; discolores; coriáceos; pilosos. Tronco: reto; base cilíndrico; ritidoma: indeiscente, acidentado, fissurado, com coloração acin- zentada e esverdeada; presença de líquens esverdeados. NE Figura 217 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Platypodium elegans. Fonte: O autor. 269 Figura 218 - Fotografias macroscópicas da espécie Platypodium elegans. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a camada de crescimento (CC). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV) e a presença estratificação dos raios (barra). C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo, evidenciando a presença de exsudação (seta). F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 270 Figura 219 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Platypodium elegans. G) Detalhes do ramo com a presença de lenticelas. H) Detalhes dos aspectos da face adaxial dos folíolos. I) Detalhes da disposição das folhas no ramo (filotaxia). J) Detalhes da face adaxial dos folíolos. K) Detalhes da face abaxial dos folíolos. L) Detalhes do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. M) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G K I M L J 271 72 - Nome científico: Pogonophora schomburgkiana Família: Peraceae Nome popular: Amarelinho Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno pouco distintos pela cor; cerne acastanhado; alburno marrom amarelado; maior proporção de alburno (2x); brilho moderado; odor carac- terístico; moderadamente dura ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento bem distintas; regulares; visíveis a olho nu; demarcadas por parênquima axial marginal. Vasos visíveis a olho nu; frequência: numero- sos, as vezes poucos; agrupados em cadeias radiais, as vezes solitários; porosidade difusa; sem arranjo, as vezes radial; obstruídos por substância de coloração esbranquiçada; alguns vasos obstruídos por tiloses. Parênquima axial visível a olho nu; em faixas marginais, apotraqueal difuso em agregados e paratraqueal escasso. Raios visíveis sob lente de 10x; frequência: pou- cos; largura variando de fina a média. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis sob lente de 10x; estratificação ausente; linhas vasculares retilíneas, obstruídas por substância amarelada. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: simples; alternas; espiraladas; ramos cilíndricos; pecíolos alados; ápices acuminados a agudos; bases assimétricas a arredondadas; margens inteiras; oblongas; nervuras 1ª e 2ª da face abaxial salientes; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; gla- bras; membranáceas; discolores. Tronco: tortuoso; base acanalada; ritidoma: indeiscente, acidentado, com placas lenhosas, le- vemente reticulado, com coloração acin- zentada e esverdeada; presença de lí- quens esverdeados; presença de exsuda- ção hialina após injúria no tronco. NE Figura 220 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Pogonophora schomburgkiana. Fonte: O autor. 272 Figura 221 - Fotografias macroscópicas da espécie Pogonophora schomburgkiana. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a camada de crescimento (CC). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV). C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses, evidenciando que o cerne e alburno são poucos dis- tintos pela cor. Fonte: O autor. 273 Figura 222 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Pogonophora schomburgkiana. G) Detalhes da disposição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhes dos aspectos da face abaxial das folhas. I) Detalhes dos aspectos da face adaxial da folha. J) Detalhes do ápice da folha. K) Detalhes do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 274 73 - Nome científico: Pouteria pachycalyx Família: Sapotaceae Nome popular: Manteiguinha Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração marrom com nuâncias amareladas; sem brilho; odor imperceptível; macia ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento distintas; irregulares; visíveis a olho nu; demarcadas por zonas fibrosas. Vasos visíveis a olho nu; frequência: poucos, as vezes nume- rosos; agrupados em cadeias radiais e em cachos; porosidade difusa; arranjo radial, as vezes ocorrendo em arranjo diagonal; obstruídos por substância de coloração esbranquiçada (goma/látex). Parênquima axial visível a olho nu; em faixas estreitas (linhas), formando reti- culado (irregular). Raios visíveis sob lente de 10x; frequência: numerosos; largura fina. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis sob lente de 10x; estratificação au- sente; linhas vasculares retilíneas, obstruídas por substância esbranquiçada. No plano longitu- dinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: simples; alternas; espiraladas; ramos pilosos e quadrangulares; pe- cíolos acanalados; ápices agudos; bases cuneadas a assimétricas; margens levemente sinuadas; estreita elíptica; nervuras 1ª e 2ª da face abaxial salientes; nervação pinada, camptódroma bro- quidódroma; presença de indumentos velutinos; coriáceas; discolores; frutos: acastanhados; carnosos; indeiscentes. Tronco: reto; base acanalada; ritidoma: indeiscente, acidentado, fissurado, com coloração acinzentada e esverdeada; pre- sença de exsudação branca. VU Figura 223 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Pouteria pachycalyx. Fonte: O autor. 275 Figura 224 - Fotografias macroscópicas da espécie Pouteria pachycalyx. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a camada de crescimento (CC). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV) com presença de conteúdo. C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo, evidenciando a presença de exsudação (seta). F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 276 Figura 225 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Pouteria pachycalyx. G) Detalhes da dispo- sição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhes dos aspectos da face abaxial das folhas. I) Detalhes dos aspectos da face adaxial das folhas. J e K) Detalhes dos frutos. L) Detalhes do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. M) Detalhes da parte interna do tronco, destacando a presença de exsudação (seta). Fonte: O autor. H G K I M L J 277 74 - Nome científico: Pouteria torta Família: Sapotaceae Nome popular: Abiu Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração alaranjada com nuâncias amareladas; sem brilho; odor imperceptível; macia ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento distintas; regulares; visíveis a olho nu; de- marcação não definida, devido à aproximação das linhas do parênquima axial marginal. Vasos visíveis a olho nu; poucos; agrupados em cadeias radiais; porosidade difusa; arranjo radial; obstruídos por substância de coloração amarelada e alguns por tiloses. Parênquima axial visí- vel a olho nu; em faixas estreitas (linhas), formando reticulado irregular, as vezes faixas largas e paratraqueal confluente. Raios visíveis a olho nu; frequência: numerosos; largura fina. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis sob lente de 10x; estratificação au- sente, linhas vasculares retilíneas, obstruídas por substância amarelada. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: simples; alternas; espiraladas; ramo piloso; pecíolo cilíndricos; ápice obtusos a arredondados; base cuneadas a arredondadas; margens inteiras; oblongas a su- borbiculares; nervação pinada camptódroma eucampdódroma; nervuras 1ª e 2ª da face abaxial salientes; glabras; coriáceas; discolores; pilosas. Tronco: tortuoso; base cilíndrica; ritidoma: indeiscente, acidentado, fissurado com fissuras profundas e cristas agudas, com colora- ção acinzentada; presença de exsudação branca após injúria no tronco. LC Figura 226 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Pouteria torta. Fonte: O autor. 278 Figura 227 - Fotografias macroscópicas da espécie Pouteria torta. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal des- tacando a camada de crescimento (CC). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV) com presença de conteúdo. C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo, evidenciando a presença exsudação (seta). F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 279 Figura 228 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Pouteria torta. G) Detalhes da disposição das folhas no ramo (filotaxia).H) Detalhes dos aspectos da face abaxial das folhas. I) Detalhes dos aspectos da face adaxial da folha. J) Detalhes de cicatrizes foliares. K) Detalhes do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco, evidenciando a presença de exsudação (seta). Fonte: O autor. H G J I L K 280 75 - Nome científico: Protium spruceanum Família: Burseraceae Nome popular: Breu-branco Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração marrom com nuâncias esbranquiçadas; maior proporção de alburno (2x) brilho acentuado; odor imperceptível; macia ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento pouco distintas; regulares; visíveis a olho nu; demarcadas por zonas fibrosas. Vasos visíveis a olho nu; frequência: numerosos; solitários, com ocorrência de múltiplos de 2 e 3; porosidade difusa; sem arranjo; obstruídos por substância de coloração esbranquiçada, com aspecto brilhante, e com presença de tiloses. Parênquima axial indistinto mesmo sob lente de 10x. Raios visíveis sob lente de 10x; frequência: poucos; largura média. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis a olho nu; estra- tificação ausente; linhas vasculares retilíneas, obstruídas por substância esbranquiçada. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: compostas; imparipinadas; alternas; espiraladas; ramos cilíndri- cos; pecíolos e raques acanaladas; folíolos: opostos; ápices acuminados; bases assimétricas a obtusas; margens inteiras; oblongos; nervuras 1ª e 2ª salientes na face abaxial; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; glabros; coriáceos; discolores; presença de odor agradável ao macerar o folíolo; fruto: composto; seco; deiscente e com coloração avermelhada. Tronco: reto; base com raiz escora; ritidoma: indeiscente, acidentado, estriado, levemente fis- surado, as vezes reticulado, com colora- ção acinzentada; presença de exsudação hialina após injúria no tronco. NE Figura 229 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Protium spruceanum. Fonte: O autor. 281 Figura 230 - Fotografias macroscópicas da espécie Protium spruceanum. Barra = 1 milímetro. A) Plano transver- sal destacando a camada de crescimento (CC) e a presença de tilo (seta). B) Plano longitudinal tangencial. C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 282 Figura 231 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Protium spruceanum. G) Detalhes da dis- posição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhes dos aspectos da face abaxial dos folíolos. I) Detalhes dos aspectos da face adaxial dos folíolos. J e K) Detalhes dos frutos. L) Detalhes do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. M) Detalhe da presença de exsudação no tronco. N) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G K I N L M J 283 76 - Nome científico: Protium warmigianum Família: Burseraceae Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração marrom rosada; brilho moderado; odor imperceptível; macia ao corte manual no plano trans- versal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento distintas; regulares; visíveis a olho nu; de- marcadas por zonas fibrosas. Vasos visíveis a olho nu; frequência: poucos; solitários, com ocorrência de múltiplos de 2 e 3; porosidade difusa; sem arranjo; obstruídos por substância de coloração amarelada. Parênquima axial indistintos mesmo sob lente de 10x. Raios visíveis a olho nu; frequência: poucos; largura média. No plano longitudinal tangencial os raios são bai- xos; visíveis sob lente de 10x; estratificação ausente; linhas vasculares retilíneas, obstruídas por substância amarelada. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: compostas; imparipinadas; alternas; espiraladas; ramos cilíndricos e lenticelado; pecíolos alados e raques cilíndricas; folíolos: opostos; ápices acuminados; bases assimétricas; margens inteiras; oblongos; nervuras 1ª e 2ª salientes na face abaxial; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; glabros; membranáceos; discolores; presença de glân- dulas laminares. Tronco: reto; base acanalada; ritidoma: indeiscente, acidentado, levemente reticulado, com co- loração acinzentada e esverdeada; presença de líquens esverdeados e alaranjados; presença de exsudação hialina. NE Figura 232 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Protium warmigianum. Fonte: O autor. 284 Figura 233 - Fotografias macroscópicas da espécie Protium warmigianum. Barra = 1 milímetro. A) Plano trans- versal destacando a camada de crescimento (CC). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV) com presença de conteúdo (seta). C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longi- tudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 285 Figura 234 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Protium warmigianum. G) Detalhes da dis- posição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhes dos aspectos da face abaxial dos folíolos. I) Detalhes dos aspectos da face adaxial dos folíolos. J) Detalhes do ápice do folíolo. K) Detalhes do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 286 77 - Nome científico: Pseudobombax longiflorum Família: Malvaceae Nome popular: Mamonarana Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração amarronzada; brilho moderado; odor característico; macia ao corte manual no plano transver- sal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento distintas; regulares; visíveis a olho nu; de- marcadas por zonas fibrosas. Vasos visíveis a olho nu; frequência: muito poucos; solitários; porosidade difusa; sem arranjo; obstruídos por substância de coloração amarelada. Parên- quima axial indistinto mesmo sob lente de 10x. Raios visíveis a olho nu; frequência: poucos; largura variando de média a larga. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos ten- dendo a médios; visíveis a olho nu; estratificação ausente; linhas vasculares irregulares, obs- truídas por substância amarelada. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contras- tado. Descrição botânica: Folhas: compostas; digitadas; alternas; espiraladas; ramos cilíndricos; pe- cíolos alados a cilíndricos; raques cilíndricas; folíolos: congestos; ápices agudos; bases corda- das; margens levemente crenadas; oblongos; nervuras 1ª saliente e 2ª imersas ambas na face abaxial; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; glabros; coriáceos; discolores; pre- sença de glândulas na base do folíolo. Tronco: reto; base cilíndrica; ritidoma: indeiscente, acidentado, fissurado com fissuras descon- tínuas e profundas, com coloração acin- zentada e enegrecidas. NE Figura 235 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Pseudobombax longiflorum. Fonte: O autor. 287 Figura 236 - Fotografias macroscópicas da espécie Pseudobombax longiflorum. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a camada de crescimento (CC). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV) com presença de conteúdo (seta). C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 288 Figura 237 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Pseudobombax longiflorum. G) Detalhes da disposição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhes dos aspectos da face abaxial dos folíolos. I) Detalhes dos aspectos da face adaxial dos folíolos. J) Detalhes de cicatrizes foliares. K) Detalhes da presença de glândulas intrapeciolar. L) Detalhes do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. M) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G K I M L J 289 78 - Nome científico: Pterodon pubescens Família: Fabaceae Nome popular: Sucupira-branca Caracteres gerais da madeira: cerne marrom enegrecido; alburno bege; maior proporção de alburno (2x); sem brilho; odor característico; dura ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento distintas; regulares; visíveis a olho nu; de- marcadas por zonas fibrosas e parênquima axial marginal. Vasos visíveis a olho nu; frequência: poucos, as vezes muito poucos; solitários, com ocorrência de múltiplos de 2 e 3; porosidade difusa; sem arranjo; obstruídos por substância de coloração amarelada. Parênquima axial vi- sível a olho nu; paratraqueal confluente, aliforme losangular, unilateral e em faixa marginal. Raios visíveis a olho nu; frequência: poucos; largura variando de média a fina. No plano lon- gitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis sob lente de 10x; presença de estratificação presente (irregular); linhas vasculares irregulares, obstruídas por substância amareladas. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: compostas; alternas; imparipinadas; espiraladas; ramos cilíndricos e lenticelados; pecíolos pulvinados; folíolos: alternos; raques acanaladas; peciólulos pulvina- dos; ápices retusos a mucronados; bases obtusas a truncada; margens inteiras; oblongos lance- olados; nervação pinada camptódroma broquidódroma; nervuras 1ª e 2ª salientes na face aba- xial; pouco discolores; coriáceos; pilosos. Tronco: tortuoso; base cilíndrica; ritidoma: indeiscente, acidentado, com placas lenhosas des- contínuas, levemente estriado, com colo- ração acinzentada. NE Figura 238 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Pterodon pubescens. Fonte: O autor. 290 Figura 239 - Fotografias macroscópicas da espécie Pterodon pubescens. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a camada de crescimento (CC). B) Plano longitudinal tangencial. C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses, evidenciando a distinção entre cerne e alburno pela coloração. Fonte: O autor. 291 Figura 240 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Pterodon pubescens. G) Detalhes da dispo- sição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhes dos aspectos da disposição dos folíolos. I) Detalhes dos aspectos da face adaxial dos folíolos. J) Detalhes da face abaxial dos folíolos. K) Detalhes do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 292 79 - Nome científico: Qualea grandiflora Família: Vochysiaceae Nome popular: Pau-terrão Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno pouco distintos pela cor; cerne marrom amare- lado; alburno amarronzado; maior proporção de cerne (2x); sem brilho; odor característico; dura ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento pouco distintas; regulares; visíveis a olho nu; demarcadas por zonas fibrosas e parênquima axial marginal. Vasos visíveis a olho nu; frequência: poucos; solitários, com ocorrência de múltiplos de 2 e 3; porosidade difusa; sem arranjo; obstruídos por substância de coloração esbranquiçada; presença de canal traumático. Parênquima axial visível a olho nu; paratraqueal confluente curto e formando faixas largas, unilateral e em faixa marginal. Raios visíveis a olho nu; frequência: poucos; largura variando de média a fina. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis sob lente de 10x; estratificação ausente; linhas vasculares irregulares, obstruídas por substância esbranquiçada. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: simples; opostas; cruzadas; pecíolos cilíndricos; ápices agudos a acuminados; bases arredondadas; margens inteiras; oblongas lanceoladas; nervuras 1ª salientes e 2ª imersas, ambas na face abaxial; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; pilosas; coriáceas; discolores; presença de glândulas na base foliar. Tronco: tortuoso; base cilíndrica; ritidoma: indeiscente, acidentado, gretado com fissuras pro- fundas, descontínuas e com cristas agu- das, com coloração esbranquiçada, es- verdeada e enegrecida. NE Figura 241 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Qualea grandiflora. Fonte: O autor. 293 Figura 242 - Fotografias macroscópicas da espécie Qualea grandiflora. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a presença de canal traumático (CT). B) Plano longitudinal tangencial. C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses, evidenciando que o cerne e alburno são poucos distintos pela cor. Fonte: O autor. 294 Figura 243 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Qualea grandiflora. G) Detalhes da dispo- sição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhes dos aspectos da face abaxial das folhas. I) Detalhes dos aspectos da face adaxial da folha. J) Detalhes da presença de glândulas na base do pecíolo. K) Detalhes do tronco, desta- cando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 295 80 - Nome científico: Qualea megalocarpa Família: Vochysiaceae Nome popular: Carvoeiro Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno pouco distintos pela cor; cerne marrom escuro; alburno amarronzado; maior proporção de alburno (2x); sem brilho; odor imperceptível; mo- deradamente dura ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento pouco distintas; irregulares; visíveis a olho nu; demarcadas por zonas fibrosas. Vasos visíveis a olho nu; frequência: poucos, as vezes numerosos; solitários, com ocorrência de múltiplos de 2 e 3; porosidade difusa; sem arranjo; obstruídos por substância de coloração esbranquiçada e alguns obstruídos por tiloses. Parên- quima axial visível a olho nu; paratraqueal confluente, vasicêntrico e unilateral. Raios visíveis a olho nu; frequência: numerosos; largura variando de fina a média. No plano longitudinal tan- gencial os raios são baixos; visíveis sob lente de 10x; estratificação ausente; linhas vasculares irregulares, obstruídas por substância esbranquiçada. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: simples; opostas; cruzadas; ramos cilíndricos; pecíolos cilíndri- cos; ápices agudos; bases arredondadas; margens inteiras; oblongas; nervuras 1ª e 2ª salientes na face abaxial; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; glabras; coriáceas; pouco dis- colores; frutos: secos, compostos, deiscentes e com coloração verde esbranquiçado. Tronco: tortuoso; base cilíndrica; ritidoma: indeiscente, acidentado, fissurado, com fissuras descontínuas, com coloração acinzentada e amarelada. NE Figura 244 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Qualea megalocarpa. Fonte: O autor. 296 Figura 245 - Fotografias macroscópicas da espécie Qualea megalocarpa. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a camada de crescimento (CC). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV). C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses, evidenciando que o cerne e alburno são poucos distintos pela cor. Fonte: O autor. 297 Figura 246 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Qualea megalocarpa. G) Detalhes da dispo- sição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhes dos aspectos da face abaxial das folhas. I) Detalhes dos aspectos da face adaxial das folhas. J) Detalhes dos frutos. K) Detalhes do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 298 81 - Nome científico: Qualea selloi Família: Vochysiaceae Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração marrom com nuâncias bege; sem brilho; odor perceptível desagradável; macia ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento distintas; regulares; visíveis a olho nu; de- marcadas por zonas fibrosas e parênquima axial marginal. Vasos visíveis a olho nu; frequência: poucos; solitários, com ocorrência de múltiplos de 2; porosidade difusa; sem arranjo; obstruídos por substância de coloração amarelada, e com presença de tiloses. Parênquima axial visível a olho nu; paratraqueal confluente, aliforme linear, formando faixas estreitas (linhas) e em faixa marginal. Raios visíveis a olho nu; frequência: poucos; largura média. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis a olho nu; estratificação ausente; linhas vasculares retilíneas, obstruídas por substância esbranquiçada. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: simples; opostas; cruzadas; ramos cilíndricos; pecíolos cilíndri- cos; ápices agudos a acuminado; bases arredondadas; margens inteiras; oblongas; nervuras 1ª e 2ª salientes na face abaxial; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; glabras; coriáceas; discolores; presença de glândulas basais; frutos: secos, compostos, deiscentes e com coloração acastanhada. Tronco: tortuoso; base cilín- drica; ritidoma: indeiscente, aci- dentado, fissurado, com fissuras profundas, descontínuas, com coloração amarronzada e enegre- cida. NE Figura 247 - Mapa de distribuição geo- gráfica da espécie Qualea selloi. Fonte: O autor. 299 Figura 248 - Fotografias macroscópicas da espécie Qualea selloi. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal des- tacando a camada de crescimento (CC) e a presença de tilo (seta). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV) com presença de conteúdo (seta). C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 300 Figura 249 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Qualea selloi. G) Detalhes da disposição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhes dos aspectos da face abaxial das folhas. I) Detalhes dos aspectos da face adaxial das folhas. J) Detalhes do fruto. K) Detalhes do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 301 82- Nome científico: Roupala montana Família: Proteaceae Nome popular: Carne-de-vaca Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração marrom acinzentada; sem brilho; odor imperceptível; moderadamente dura ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento distintas; irregulares; visíveis a olho nu; tipo de marcação indistinto. Vasos visíveis a olho nu; frequência: poucos; solitários; porosi- dade difusa; arranjo tangencial; obstruídos por substância de coloração esbranquiçada. Parên- quima axial visível a olho nu; em faixas em formato escalariforme. Raios visíveis a olho nu; frequência: poucos; largura variando de larga a muito larga. No plano longitudinal tangencial os raios são altos; visíveis a olho nu; estratificação ausente; linhas vasculares retilíneas, obs- truídas por substância esbranquiçada. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é con- trastado. Descrição botânica: Folhas: simples; alternas; espiraladas; ramos cilíndricos; pecíolos alados e pilosos; ápices acuminados; bases cuneadas; margens crenadas a serreadas; largo ovadas; ner- vuras 1ª salientes e 2ª imersas, ambas na face abaxial; nervação pinada, camptódroma broqui- dódroma a quase craspedódrema; pilosas; coriáceas; discolores; presença odor desagradável ao macerar a folha; frutos: secos, deiscentes; sementes aladas. Tronco: tortuoso; base cilín- drica; ritidoma: indeiscente, aci- dentado, fissurado e laminado, com coloração acinzentada e enegrecida. NE Figura 250 - Mapa de distribuição geográ- fica da espécie Roupala montana. Fonte: O autor. 302 Figura 251 - Fotografias macroscópicas da espécie Roupala montana. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal. B) Plano longitudinal tangencial. C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longi- tudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses, evidenciando a visibili- dade dos raios a olho nu. Fonte: O autor. 303 Figura 252 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Roupala montana. G) Detalhes da disposição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhes dos aspectos da face abaxial das folhas. I) Detalhes dos aspectos dos pecíolos com pilosidade. J) Detalhes do ápice e margem da folha. K) Detalhes dos frutos. L) Detalhes do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. M) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G K I M L J 304 83 - Nome científico: Shefflera macrocarpa Família: Araliaceae Nome popular: Mandiocão-do-cerrado Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração marrom com nuâncias claras; brilho moderado; odor imperceptível; dura ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento pouco distintas; regulares; visíveis a olho nu; demarcadas por zonas fibrosas. Vasos visíveis a olho nu; frequência: poucos; solitários, com ocorrência de múltiplos de 2; porosidade difusa; sem arranjo; obstruídos por substância de coloração amarelada. Parênquima axial visível sob lente de 10x; apotraqueal difuso, quase indistinto. Raios visíveis a olho nu; frequência: poucos, as vezes muito poucos; largura vari- ando de média a larga. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis a olho nu; estratificação ausente; linhas vasculares retilíneas, obstruídas por substância esbranquiçada. Presença de canal radial. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: compostas; digitadas; alternas; espiraladas; pecíolos cilíndricos e dilatados na base; folíolos: congestos; ápices retusos a arredondados; bases arredondadas; mar- gens inteiras; largo ovados; nervuras 1ª salientes e 2ª imersas, ambas na face abaxial; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; pilosos; coriáceos; com odor a macerar a folha; frutos: compostos, carnosos, indeiscentes. Tronco: tortuoso; base cilíndrica; ritidoma: indeiscente, acidentado, fissurado com descontí- nuas e com cristas planas, com coloração acinzentada e creme. NE Figura 253 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Shefflera macrocarpa. Fonte: O autor. 305 Figura 254 - Fotografias macroscópicas da espécie Shefflera macrocarpa. Barra = 1 milímetro. A) Plano trans- versal. B) Plano longitudinal tangencial. C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 306 Figura 255 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Shefflera macrocarpa. G) Detalhes dos as- pectos da face adaxial das folhas. H) Detalhes dos aspectos da face abaxial dos folíolos. I) Detalhes dos aspectos da face adaxial dos folíolos J) Detalhes da disposição das folhas no ramo (filotaxia), evidenciando a presença de pulvinos dilatados. K) Detalhes dos frutos. L) Detalhes do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. M) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G K I M L J 307 84 - Nome científico: Schefflera morototoni Família: Araliaceae Nome popular: Mandiocão Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração marrom com nuâncias acinzentadas; brilho acentuado; odor imperceptível; macia ao corte ma- nual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento pouco distintas; regulares; visíveis a olho nu; demarcadas por zonas fibrosas. Vasos visíveis a olho nu; frequência: poucos; solitários; porosidade difusa; sem arranjo, as vezes dispostos em arranjo radial; obstruídos por substância de coloração esbranquiçada e alguns por tiloses. Parênquima axial visível sob lente de 10x; apotraqueal difuso em agregados. Raios visíveis a olho nu; frequência: muito poucos; largura variando de média a larga. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis a olho nu; estratificação ausente; linhas vasculares irregulares, obstruídas por substância amarelada. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: compostas; digitadas; alternas; espiraladas; ramos cilíndricos e raques cilíndricas; pecíolos cilíndricos; folíolos: congestos; ápices acuminados a caudados; ba- ses arredondadas; margens inteiras; oblongos; nervuras 1ª saliente e 2ª imersas ambas na face abaxial; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; indumentos velutinos; coriáceos; dis- colores. Tronco: reto; base cilíndrica; ritidoma: indeiscente, acidentado, estriado, levemente escamado, com coloração acinzentada e esverdeada; presença de líquens esverdeados e azula- dos. NE Figura 256 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Schefflera morototoni. 308 Figura 257 - Fotografias macroscópicas da espécie Schefflera morototoni. Barra = 1 milímetro. A) Plano trans- versal destacando a camada de crescimento (CC) e a presença de tilo (seta). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV). C) Plano longitudinal radial. D) Plano transversal após o corte em campo. E) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 309 Figura 258 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Schefflera morototoni. G) Detalhes dos as- pectos da face adaxial das folhas. H) Detalhes dos aspectos da face abaxial das folhas. I) Detalhes dos aspectos da face adaxial da folha. J) Detalhes dos aspectos da face abaxial da folha, evidenciando a coloração com aspecto piloso. K) Detalhes do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 310 85 Nome científico: Siphoneugena densiflora Família: Myrtaceae Nome popular: Murtinha Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração amarronzada; sem brilho; odor imperceptível; moderadamente dura ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento pouco distintas; irregulares; visíveis a olho nu; demarcadas por zonas fibrosas. Vasos visíveis a olho nu; frequência: numerosos, as vezes muito poucos; solitários, com ocorrência de múltiplos de 2 e 3; porosidade difusa; arranjo dia- gonal, as vezes sem arranjo; obstruídos por substância de coloração esbranquiçada. Parên- quima axial visível sob lente de 10x; apotraqueal difuso em agregados. Raios visíveis a olho nu; frequência: poucos, as vezes numerosos; largura variando de fina a média. No plano longi- tudinal tangencial os raios são baixos; visíveis sob lente de 10x; estratificação ausente; linhas vasculares retilíneas, obstruídas por substância esbranquiçada. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: simples; opostas; dísticas; ramos quadrangulares; pecíolos alados; ápices acuminados; bases agudas; margens inteiras; estreita elíptica; nervuras 1ª e 2ª da face abaxial salientes; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; glabras; membranáceas; dis- colores. Tronco: reto; base cilíndrica; ritidoma: indeiscente, acidentado, com placas lenhosas, com co- loração acinzentada e alaranjada; pre- sença de líquens esverdeados. LC Figura 259 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Siphoneugena densiflora. Fonte: O autor. 311 Figura 260 - Fotografias macroscópicas da espécie Siphoneugena densiflora. Barra = 1 milímetro. A) Plano trans- versal destacando a camada de crescimento (CC). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV). C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 312 Figura 261 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Siphoneugena densiflora. G) Detalhes da disposição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhes dos aspectos da face abaxial das folhas. I) Detalhes dos aspectos da face adaxial das folhas. J) Detalhes do ápice da folha. K) Detalhes do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 313 86 - Nome científico: Sloanea monosperma Família: Elaeocarpaceae Nome popular: Sapopema Caracteres gerais da madeira cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração amarronzada; brilho moderado; odor imperceptível; macia ao corte manual no plano transver- sal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento pouco distintas; irregulares; visíveis a olho nu; demarcadas por zonas fibrosas. Vasos visíveis a olho nu; numerosos; solitários, com ocor- rência de múltiplos de 2 e 3; porosidade difusa; sem arranjo; obstruídos por substância de co- loração esbranquiçada. Parênquima axial visível sob lente de 10x; apotraqueal difuso, quase indistinto. Raios visíveis a olho nu; frequência: numerosos; largura fina. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis a olho nu; estratificação ausente. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: simples; alternas; espiraladas; ramos lenticelados e cilíndricos; pecíolos cilíndricos (formato de L); ápices acuminados a agudos; bases agudas; margens intei- ras; estreita elíptica; nervuras 1ª e 2ª da face abaxial salientes; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; glabras; coriáceas; discolores. Tronco: reto; base acanalada; ritidoma: indeiscente, acidentado, lenticelado, com coloração acinzentada, esverdeada e azulada; presença de líquens esverdeados. NE Figura 262 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Sloanea monosperma. Fonte: O autor. 314 Figura 263 - Fotografias macroscópicas da espécie Sloanea monosperma. Barra = 1 milímetro. A) Plano trans- versal destacando a camada de crescimento (CC). B) Plano longitudinal tangencial. C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 315 Figura 264 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Sloanea monosperma. G) Detalhes da dis- posição das folhas no ramo (filotaxia) e em destaque o formato (em “L”) do pecíolo. H) Detalhes dos aspectos da face abaxial das folhas. I) Detalhes dos aspectos da face adaxial das folhas. J) Detalhes do ápice da folha. K) Detalhes do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I M L 316 87 - Nome científico: Solanum cinnamomeum Família: Solanaceae Nome popular: Licheiro-preto Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração esbranquiçado com nuâncias amarronzada; brilho acentuado; odor desagradável; macia ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento distintas; regulares; visíveis a olho nu; de- marcadas por zona fibrosa. Vasos visíveis a olho nu; frequência: poucos; solitários, com ocor- rência de múltiplos de 2 e 3; porosidade difusa; sem arranjo; obstruídos por substância de co- loração esbranquiçada. Parênquima axial visível sob lente; apotraqueal difuso em agregados e paratraqueal escasso. Raios visíveis a olho nu; frequência: poucos; largura média. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis sob lente de 10x; estratificação ausente. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: simples; alternas; espiraladas; ramos quadrangulares e pilosos; pe- cíolos acanalado; ápices atenuados; bases assimétricas a cuneadas; margens inteiras; muito es- treita elíptica; nervuras 1ª e 2ª da face abaxial salientes; nervação pinada, camptódroma broqui- dódroma; presença de indumento velutino; membranáceas; discolores. Tronco: reto; base com raiz escora; ritidoma: indeiscente, acidentado, lenticelado, com colora- ção acinzentada. LC Figura 265 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Solanum cinnamomeum. Fonte: O autor. 317 Figura 266 - Fotografias macroscópicas da espécie Solanum cinnamomeum. Barra = 1 milímetro. A) Plano trans- versal destacando a camada de crescimento (CC). B) Plano longitudinal tangencial destacando a presença de con- teúdo (seta). C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano trans- versal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 318 Figura 267 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Solanum cinnamomeum. G) Detalhes da disposição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhes dos aspectos da face abaxial das folhas. I) Detalhes dos aspectos do ápice da folha. J) Detalhes da inflorescência. K) Detalhes do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 319 88 - Nome científico: Solanum granulosoleprosum Família: Solanaceae Nome popular: Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração esbranquiçada com nuâncias amarronzadas; brilho moderado; odor imperceptível; macia ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento indistintas mesmo sob lente de 10x. Vasos visíveis a olho nu; frequência: poucos, as vezes numerosos; agrupados em cadeias radias, as vezes em cachos; porosidade difusa; arranjo tangencial, as vezes dispostos em arranjo radial; obstruídos por substância de coloração amarelada. Parênquima axial indistinto mesmo sob lente de 10x. Raios visíveis a olho nu; frequência: poucos; largura média. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis sob lente de 10x; estratificação ausente; linhas vascu- lares irregulares. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: simples; alternas; espiraladas; ramos pilosos e cilíndricos; estípula intrapeciolar; pecíolos pilosos e cilíndricos; ápices acuminados; bases assimétricas a cuneadas; margens inteiras; estreita oblongas; nervuras 1ª e 2ª da face abaxial salientes; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; presença de indumento tomentoso; coriáceas; discolores. Tronco: tortuoso; base cilíndrica; ritidoma: indeiscente, acidentado, lenticelado e estriado, co- loração acinzentada e esverdeada. LC Figura 268 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Solanum granulosoleprosum. Fonte: O autor. 320 Figura 269 - Fotografias macroscópicas da espécie Solanum granulosoleprosum. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal. B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV). C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 321 Figura 270 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Solanum granulosoleprosum. G) Detalhes da disposição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhes dos aspectos da face abaxial das folhas. I) Detalhes dos aspectos da face adaxial das folhas. J) Detalhes do ápice da folha. K) Detalhes do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 322 89 - Nome científico: Sorocea bonplandii Família: Moraceae Nome popular: falsa-espinheira-santa Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração creme com nuâncias escuras; brilho moderado; odor agradável; macia ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento distintas; irregulares; visíveis a olho nu; demarcadas por zonas fibrosas. Vasos visíveis a olho nu; frequência: poucos, as vezes muito poucos; solitários, as vezes agrupados em cadeias radias; porosidade difusa; sem arranjo; obs- truídos por substância de coloração amarelada (goma/látex). Parênquima axial visível a olho nu; em faixas e paratraqueal unilateral. Raios visíveis a olho nu; frequência: poucos; largura variando de média a fina. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis sob lente de 10x; estratificação ausente; linhas vasculares retilíneas, obstruídas por substâncias (goma/látex) amareladas. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: simples; alternas; dísticas; ramos cilíndricos; pecíolos lenticelados e cilíndricos; ápices acuminados; bases assimétricas a agudas; margens espinescentes; estreita elíptica; nervuras 1ª e 2ª da face abaxial salientes; nervação pinada, camptódroma broquidó- droma; glabras; coriáceas; discolores. Tronco: tortuoso; base com raiz escora; ritidoma: indeiscente, acidentado, estriado, levemente fissurado, coloração acinzentada, esbranquiçada, avermelhada e esverdeada; presença de lí- quens esverdeados; presença de exsudação amarelada após injúria no tronco. NE Figura 271 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Sorocea bonplandii. Fonte: O autor. 323 Figura 272 - Fotografias macroscópicas da espécie Sorocea bonplandii. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a camada de crescimento (CC). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV). C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 324 Figura 273 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Sorocea bonplandii. G) Detalhes da dispo- sição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhes dos aspectos da face abaxial das folhas. I) Detalhes dos aspectos da face adaxial das folhas. J) Detalhes das margens espinescentes da folha. K) Detalhes do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco, evidenciando a presença de exsudação (seta). Fonte: O autor. H G J I L K 325 90 - Nome científico: Strychnos pseudoquina Família: Loganiaceae Nome popular: Quina-do-cerrado Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração cinza esbranquiçada; sem brilho; odor imperceptível; moderadamente dura ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento pouco distintas; irregulares; visíveis a olho nu; demarcadas por zonas fibrosas. Vasos visíveis a olho nu; frequência: poucos, as vezes muito poucos; agrupados em cadeias radias, as vezes solitários; porosidade difusa; sem arranjo, as vezes radial; obstruídos por substância de coloração esbranquiçada. Parênquima axial sob lente de 10x; apotraqueal difuso e difuso em agregados. Raios visíveis a olho nu; frequência: muito poucos; largura média; presença de floema incluso. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis a olho nu; estratificação ausente; linhas vasculares irregulares, obs- truídas por substâncias esbranquiçadas. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: simples; opostas; cruzadas; ramos cilíndricos; pecíolos cilíndricos; ápices mucronados; bases arredondadas; margens inteiras; orbicular; nervuras 1ª e 2ª salientes na face abaxial; nervação pinada, camptódroma acródroma suprabasal perfeita; presença de in- dumentos velutinos; coriáceas; discolores. Tronco: tortuoso; base cilíndrica; ritidoma: indeiscente, acidentado, fissurado com fissuras descontínuas e cristas agudas, coloração creme. NE Figura 274 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Strychnos pseudoquina. Fonte: O autor. 326 Figura 275 - Fotografias macroscópicas da espécie Strychnos pseudoquina. Barra = 1 milímetro. A) Plano trans- versal destacando a camada de crescimento (CC). B) Plano longitudinal tangencial. C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 327 Figura 276 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Strychnos pseudoquina. G) Detalhes da disposição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhes dos aspectos da face abaxial das folhas. I) Detalhes dos aspectos da face adaxial da folha. J) Detalhes das nervuras da folha. K) Detalhes do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 328 91 - Nome científico: Stryphnodendron adstringens Família: Fabaceae Nome popular: Barbatimão Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno distintos pela cor; cerne acastanhado e alburno amarronzado; maior proporção de alburno (2x); sem brilho; odor característico; moderada- mente dura ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento pouco distintas; irregulares; visíveis a olho nu; demarcadas por zonas fibrosas. Vasos visíveis a olho nu; frequência: numerosos, as vezes poucos; solitários, as vezes ocorrendo em múltiplos de 2 e 3; porosidade difusa; sem arranjo; obstruídos por substância de coloração acastanhada e alguns por tiloses. Parênquima axial visível a olho nu; paratraqueal vasicêntrico, unilateral e escasso. Raios visíveis sob lente de 10x; frequência: numerosos; largura fina. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis a olho nu; estratificação ausente; linhas vasculares retilíneas, obstruídas por substân- cias esbranquiçadas (resina). No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: compostas; paripinadas; alternas; espiraladas; ramos cilíndrico e piloso com aspecto ferrugíneo; pecíolos pulvinados; folíolos: opostos; raques acanaladas; pe- ciólulos pulvinados; foliólulos: sésseis; ápices retusos a arredondados; bases assimétricas a ar- redondadas; margens inteiras; largo elípticas; nervação pinada camptódroma broquidódroma; nervuras 1ª salientes na face abaxial; pouco discolores; pilosos e glabros; coriáceos; presença de glândulas na base do pecíolo. Tronco: tortuoso; base cilíndrica; riti- doma: indeiscente, acidentado, fissurado com fissuras descontínuas e cristas pla- nas, coloração acinzentada. NE Figura 277 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Stryphnodendron adstringens. Fonte: O autor. 329 Figura 278 - Fotografias macroscópicas da espécie Stryphnodendron adstringens. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a camada de crescimento (CC) e a presença de tilo (seta). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV) com presença de conteúdo. C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira obser- vada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo, evidenciando a exsudação (seta). F) Plano transversal após 13 meses, evidenciando a distinção entre cerne e alburno pela cor. Fonte: O autor. 330 Figura 279 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Stryphnodendron adstringens. G) Detalhes da disposição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhes da disposição dos folíolos. I) Detalhes dos aspectos da face adaxial dos folíolos. J) Detalhes da inflorescência. K) Detalhes do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 331 92 - Nome científico: Tachigali friburguensis Família: Fabaceae Nome popular: Angá Caracteres gerais da madeira: cerne marrom alaranjado; alburno marrom acinzentado; maior proporção de alburno (2x); brilho moderado; odor característico; macia ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento distintas; irregulares; visíveis a olho nu; demarcadas por parênquima axial marginal. Vasos visíveis a olho nu; frequência: muito poucos, as vezes poucos; solitários, as vezes ocorrendo em múltiplos de 2 e 3; porosidade difusa; sem arranjo; obstruídos por substância de coloração amarelada. Parênquima axial visível a olho nu; paratraqueal vasicêntrico, escasso e em faixa marginal. Raios visíveis sob lente de 10x; frequência: numerosos, as vezes poucos; largura fina. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis a olho nu; estratificação ausente; linhas vasculares retilíneas, obstruídas por substâncias amareladas. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: compostas; imparipinadas; alternas; espiraladas; ramos quadran- gulares; pecíolos e raques alados; folíolos: ápices acuminados; bases assimétricas; margens in- teiras; estreito elípticas; nervuras 1ª e 2ª salientes na face abaxial; nervação pinada, camptó- droma broquidódroma; glabras; membranáceas; pouco discolores. Tronco: reto; base acanalada; ritidoma: indeiscente, acidentado, estriado, coloração acinzen- tada e acastanhada; presença de líquens esverdeados. NE Figura 280 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Tachigali friburguensis. Fonte: O autor. 332 Figura 281 - Fotografias macroscópicas da espécie Tachigali friburguensis. Barra = 1 milímetro. A) Plano trans- versal destacando a camada de crescimento (CC). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV). C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses, evidenciando que o cerne e alburno são distintos pela cor. Fonte: O autor. 333 Figura 282 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Tachigali friburguensis. G) Detalhes da disposição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhes dos aspectos da face adaxial dos folíolos. I) Detalhes dos quantidade de folíolos. J) Detalhes da face abaxial dos folíolos. K) Detalhes do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 334 93 - Nome científico: Tachigali rugosa Família: Fabaceae Nome popular: Angá-de-ferro Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração amarronzada; sem brilho; odor imperceptível; macia ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento distintas; regulares; visíveis a olho nu; de- marcadas por zona fibrosa. Vasos visíveis a olho nu; frequência: muito poucos; solitários, as vezes ocorrendo em múltiplos de 2 e 3; porosidade difusa; sem arranjo; obstruídos por substân- cia de coloração esbranquiçada, e com presença de tiloses. Parênquima axial visível sob lente de 10x; paratraqueal vasicêntrico e escasso. Raios visíveis a olho nu; frequência: numerosos; largura fina. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis a olho nu; estratifi- cação ausente; linhas vasculares retilíneas, obstruídas por substâncias esbranquiçadas. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: compostas; paripinadas; alternas; espiraladas; ramos quadrangu- lares; pecíolos e raques acanalados; folíolos: ápices acuminados; bases assimétricas a arredon- dadas; margens inteiras; estreito elípticas; nervuras 1ª e 2ª salientes na face abaxial; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; glabras; coriáceas; discolores; fruto: simples; seco; in- deiscente e alado. Tronco: reto; base acanalada; ritidoma: indeiscente, acidentado, fissurado com fissuras rasas, descontínuas, levemente rugoso, coloração acinzentada e esverdeada; presença de líquens es- verdeados. NT Figura 283 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Tachigali rugosa. Fonte: O autor. 335 Figura 284 - Fotografias macroscópicas da espécie Tachigali rugosa. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a camada de crescimento (CC) e a presença de tilo (seta). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV) com presença de conteúdo. C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 336 Figura 285 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Tachigali rugosa. G) Detalhes da disposição das folhas no ramo (filotaxia), evidenciando a gema terminal. H) Detalhes dos aspectos da face abaxial dos folíolos. I) Detalhes dos aspectos da face adaxial dos folíolos. J) Detalhes do fruto. K) Detalhes do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 337 94 - Nome científico: Tapirira guianensis Família: Anacardiaceae Nome popular: Pombeiro Caracteres gerais da madeira: cerne rosado; alburno amarronzado; maior proporção de al- burno (2x); brilho moderado; odor característico; macia ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento pouco distintas; regulares; visíveis a olho nu; demarcadas por zona fibrosa. Vasos visíveis a olho nu; frequência: poucos; solitários, com ocorrência de múltiplos de 2 e 3; porosidade difusa; sem arranjo; obstruídos por substância de coloração acastanhada, e com presença de tiloses. Parênquima axial visível sob lente de 10x; paratraqueal escasso, quase indistinto. Raios visíveis a olho nu; frequência: poucos; largura variando de média a fina. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis sob lente de 10x; estratificação ausente. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é con- trastado. Descrição botânica: Folhas: compostas; imparipinadas; alternas; espiraladas; ramos cilíndri- cos; pecíolos alados; folíolos: opostos; ápices agudos a acuminados; bases agudas a cuneadas; margens inteiras; elípticas a ovadas; nervuras 1ª e 2ª salientes na face abaxial; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; glabros; coriáceos; discolores; com presença de odor ao macerar o folíolo; fruto: composto, carnoso e indeiscente. Tronco: tortuoso; base cilíndrica; ritidoma: indeiscente, acidentado, reticulado as vezes leve- mente fissurado, coloração acinzentada e amarelada. NE Figura 286 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Tapirira guianensis. Fonte: O autor. 338 Figura 287 - Fotografias macroscópicas da espécie Tapirira guianensis. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a camada de crescimento (CC). B) Plano longitudinal tangencial. C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses, evidenciando a distinção entre cerne e alburno pela cor. Fonte: O autor. 339 Figura 288 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Tapirira guianensis. G) Detalhes da dispo- sição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhes dos aspectos da face abaxial dos folíolos. I) Detalhes dos aspectos da face adaxial dos folíolos. J) Detalhes da inflorescência e do fruto. K) Detalhes do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I M L 340 95 - Nome científico: Vantanea compacta Família: Humiriaceae Nome popular: Guarapari Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração castanho amarronzada; sem brilho; odor imperceptível; macia ao corte manual no plano trans- versal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento distintas; regulares; visíveis a olho nu; de- marcadas por zona fibrosa. Vasos visíveis a olho nu; frequência: poucos; solitários; porosidade difusa; sem arranjo; obstruídos por substância de coloração esbranquiçada, e com presença de tiloses. Parênquima axial visível sob lente de 10x; apotraqueal difuso em agregados e paratra- queal escasso. Raios visíveis sob lente de 10x; frequência: numerosos, as vezes poucos; largura fina. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis sob lente de 10x; estratifi- cação ausente; linhas vasculares retilíneas, obstruídas por conteúdo esbranquiçado. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: simples; alternas; espiraladas; ramos cilíndricos, pilosos e lenti- celados; pecíolos alados; ápices agudos; bases agudas; margens inteiras; oblongas; nervuras 1ª salientes e 2ª imersas, ambas na face abaxial; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; glabra; membranáceas; pouco discolores; fruto carnoso; composto; indeiscente. Tronco: reto; base cilíndrica; ritidoma: indeiscente, acidentado, fissurado com fissuras espar- sas, descontínuas e cristas planas, coloração acinzentada, alaranjada e esverdeada; presença de líquens esverdeados. NE Figura 289 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Vantanea compacta. Fonte: O autor. 341 Figura 290 - Fotografias macroscópicas da espécie Vantanea compacta. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a camada de crescimento (CC) e a presença de tilo (seta). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV) com presença de conteúdo. C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 342 Figura 291 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Vantanea compacta. G) Detalhes da dispo- sição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhes dos aspectos da face abaxial das folhas. I) Detalhes dos aspectos da face adaxial das folhas. J) Detalhes do fruto. K) Detalhes do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 343 96 - Nome científico: Virola bicuhyba Família: Myristicaceae Nome popular: Bocuva-mirim Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração marrom amarelado; brilho moderado; odor imperceptível; macia ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento pouco distintas; irregulares; visíveis a olho nu; demarcadas por zona fibrosa. Vasos visíveis a olho nu; frequência: muito poucos; solitários; porosidade difusa; sem arranjo; obstruídos por substância de coloração enegrecida, e com pre- sença de tiloses. Parênquima axial visível sob lente 10x; em faixas, formando reticulado. Raios visíveis a olho nu; frequência: poucos; largura média. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis a olho nu; estratificação ausente; linhas vasculares irregulares, obstruídas por conteúdo amarelado; presença de canal secretor. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: simples; alternas; espiraladas; ramos cilíndricos e pilosos; pecío- los alados; ápices agudos a acuminados; bases agudas; margens inteiras; lanceoladas; nervuras 1ª saliente e 2ª imersas, ambas na face abaxial; nervação pinada e camptódroma; pilosas; mem- branáceas; discolores. Tronco: reto; base cilíndrica; riti- doma: indeiscente, acidentado, fis- surado com fissuras esparsas, des- contínuas e cristas planas, coloração acinzentada e esverdeada; presença de líquens es- verdeados; com presença de exsu- dação após injúria no tronco. EN Figura 292 - Mapa de distribuição geográ- fica da espécie Virola bicuhyba. Fonte: O autor. 344 Figura 293 - Fotografias macroscópicas da espécie Virola bicuhyba. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a camada de crescimento (CC). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV). C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo, evidenciando a presença de exsudação (seta). F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 345 Figura 294 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Virola bicuhyba. G) Detalhes da disposição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhes dos aspectos da face abaxial das folhas. I) Detalhes dos aspectos da face adaxial da folha. J) Detalhes da face abaxial da folha. K) Detalhes do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco, no ato do corte. M) Detalhes da parte interna do tronco, após 1 dia do corte. Fonte: O autor. H G J I M K L 346 97 - Nome científico: Vismia brasiliensis Família: Hyperacaceae Nome popular: Pau-de-lacre Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração amarronzada com nuâncias acastanhadas; brilho moderado; odor agradável; dura ao corte ma- nual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento pouco distintas; regulares; visíveis a olho nu; demarcada por zona fibrosa. Vasos visíveis a olho nu; frequência: poucos, as vezes muito poucos; agrupados em cadeias radiais, as vezes solitários; porosidade difusa; arranjo radial, as vezes diagonal; obstruídos por substância de coloração esbranquiçada, e com presença de tilo- ses. Parênquima axial visível a olho nu; em faixas estreitas (linhas), formando reticulado irre- gular. Raios visíveis sob lente de 10x; frequência: numerosos; largura fina. No plano longitu- dinal tangencial os raios são baixos; visíveis sob lente de 10x; estratificação ausente; linhas vasculares retilíneas, obstruídas por conteúdo amarelado. No plano longitudinal radial o espe- lhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: simples; opostas; dísticas; ramos quadrangulares e pilosos; pecí- olos cilíndricos; ápices acuminados; bases agudas; margens inteiras; elípticas; nervuras 1ª e 2ª saliente na face abaxial; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; presença de indu- mento tomentoso; coriáceas; discolores. Tronco: tortuoso; base cilíndrica; ritidoma: indeiscente, acidentado, fissurado com fissuras descontínuas, coloração acinzentada e es- verdeada; presença de líquens esverde- ada; presença de exsudação alaranjada após injúria no tronco. NE Figura 295 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Vismia brasiliensis. Fonte: O autor. 347 Figura 296 - Fotografias macroscópicas da espécie Vismia brasiliensis. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a camada de crescimento (CC) e a presença de tilo (seta). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV) com presença de conteúdo. C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 348 Figura 297 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Vismia brasiliensis. G) Detalhes da disposi- ção das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhes dos aspectos da face abaxial das folhas. I) Detalhes dos aspectos da face adaxial das folhas. J) Detalhes do fruto. K) Detalhes do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 349 98 - Nome científico: Vochysia magnifica Família: Vochysiaceae Nome popular: Farinheira-seca Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração amarronzada com nuâncias claras; brilho moderado; odor desagradável; macia ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento pouco distintas; regulares; visíveis a olho nu; tipo de marcação indistinto. Vasos visíveis a olho nu; frequência: poucos, as vezes muito poucos; solitários, com ocorrência de múltiplos de 2 e 3; porosidade difusa; sem arranjo; obs- truídos por substância de coloração esbranquiçada e alguns por tiloses. Parênquima axial in- distinto mesmo sob lente de 10x. Raios visíveis a olho nu; frequência: poucos; largura média. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis a olho nu; estratificação ausente; linhas vasculares retilíneas, obstruídas por conteúdo amarelado. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: simples; verticiladas; ramos cilíndricos a quadrangulares; pecíolos acanalado; ápices agudos; bases agudas a assimétricas; margens inteiras; oblanceoladas a es- treita elíptica; nervuras 1ª e 2ª saliente na face abaxial; nervação pinada, camptódroma broqui- dódroma; glabras; membranáceas; pouco discolores. Tronco: reto; base com raiz escora; ritidoma: indeiscente, acidentado, estriado, coloração amarronzada, esbranquiçada e esverdeada. NE Figura 298 - Mapa de distribuição geográ- fica da espécie Vochysia magnifica. Fonte: O autor. 350 Figura 299 - Fotografias macroscópicas da espécie Vochysia magnifica. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a camada de crescimento (CC) e a presença de tilo (seta). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV) com presença de conteúdo. C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo, evidenciando a presença de exsudação. F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 351 Figura 300 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Vochysia magnifica. G) Detalhes da dispo- sição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhes dos aspectos da face abaxial das folhas. I) Detalhes dos aspectos da face adaxial das folhas. J) Detalhes ápice da folha. K) Detalhes do tronco, destacando a cor e aspecto do riti- doma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 352 99 - Nome científico: Zanthoxylum rhoifolium Família: Rutaceae Nome popular: Mamica-de-porca Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração amarelada com nuâncias amarronzadas; brilho moderado; odor característico; dura ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento bem distintas; regulares; visíveis a olho nu; demarcadas por zonas fibrosas e parênquima axial marginal. Vasos visíveis a olho nu; fre- quência: poucos; solitários, com ocorrência de múltiplos de 2; porosidade difusa; sem arranjo; obstruídos por substância de coloração amarelada. Parênquima axial visíveis sob lente de 10x; apotraqueal difuso, escasso e em faixa marginal. Raios visíveis a olho nu; frequência: poucos; largura variando de média a fina. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis a olho nu; estratificação ausente; linhas vasculares retilíneas, obstruídas por conteúdo amare- lado. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: compostas; imparipinadas; alternas; espiraladas; ramo cilíndrico; pecíolo acanalado; raque acanalada; folíolos: opostos; ápices agudos a arredondados; base aguda ou assimétrica; margens crenadas ou serreados; estreito-elípticos; nervuras 1ª e 2ª sali- entes na face abaxial; nervação pinada camptódroma broquidódroma; cartáceos; discolores; glabros; presença de glândulas e acúleos nas folhas. Tronco: reto; base cilíndrica; ritidoma: indeiscente, acidentado, aculeado, coloração esbran- quiçada, acinzentada e esverdeada. NE Figura 301 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Zanthoxylum rhoifolium. Fonte: O autor. 353 Figura 302 - Fotografias macroscópicas da espécie Zanthoxylum rhoifolium. Barra = 1 milímetro. A) Plano trans- versal destacando a camada de crescimento (CC). B) Plano longitudinal tangencial. C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 354 Figura 303 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Zanthoxylum rhoifolium. G) Detalhes da disposição das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhes dos aspectos da face abaxial dos folíolos. I) Detalhes dos aspectos da face adaxial dos folíolos. J) Detalhes dos ápices dos folíolos. K) Detalhes das margens dos folíolos. L) Detalhes do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. Fonte: O autor. H G J I L K 355 100 - Nome científico: Zeyheria montana Família: Bignoniaceae Nome popular: Bolsa-de-pastor Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração marrom com nuâncias claras; sem brilho; odor perceptível característico; macia ao corte ma- nual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento distintas; regulares; visíveis a olho nu; de- marcadas por parênquima axial marginal. Vasos visíveis a olho nu; frequência: poucos; solitá- rios, com ocorrência de múltiplos de 2; porosidade em anel semi-poroso; sem arranjo, as vezes dispostos em arranjo tangencial na camada de crescimento; obstruídos por substância de colo- ração esbranquiçada. Parênquima axial visível a olho nu; paratraqueal confluente, formando faixas e em faixa marginal. Raios visíveis a olho nu; frequência: poucos; largura média. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis sob lente; estratificação ausente. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: compostas; digitadas; opostas; cruzadas; ramos quadrangulares e pilosos; pecíolos cilíndricos e pilosos e raques cilíndricas; folíolos: congestos; ápices obtusos a arredondados; bases arredondadas; margens inteiras; estreito obovada; nervuras 1ª e 2ª salientes na face abaxial; nervação pinada, camptódroma broquidódroma; indumentos velutinos; coriá- ceos; discolores. Tronco: tortuoso; base cilíndrica; ritidoma: indeiscente, acidentado, estriado com estrias con- tínuas amareladas e fissurado com fissu- ras profundas, espaçadas, coloração creme acinzentada. LC Figura 304 - Mapa de distribuição geográfica da espécie Zeyheria montana. Fonte: O autor. 356 Figura 305 - Fotografias macroscópicas da espécie Zeyheria montana. Barra = 1 milímetro. A) Plano transversal destacando a camada de crescimento (CC). B) Plano longitudinal tangencial destacando a presença de conteúdo (seta). C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 357 Figura 306 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Zeyheria montana. G) Detalhes da disposi- ção das folhas no ramo (filotaxia). H) Detalhes dos aspectos da face abaxial dos folíolos. I) Detalhes dos aspectos da face adaxial dos folíolos. J) Detalhes da quantidade de folíolos. K) Detalhes do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. L) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G J I L K 358 101 - Nome científico: Zeyheria tuberculosa Família: Bignoniaceae Nome popular: Bucho-de-boi Caracteres gerais da madeira: cerne e alburno indistintos pela cor; madeira com coloração creme amarronzada; sem brilho; odor característico; moderadamente dura ao corte manual no plano transversal. Descrição macroscópica: Camadas de crescimento distintas; irregulares; visíveis a olho nu; demarcadas por zonas fibrosas e parênquima axial marginal. Vasos visíveis a olho nu; poucos; solitários; porosidade em anel semi-poroso; sem arranjo; obstruídos por substância de coloração esbranquiçada. Parênquima axial visíveis a olho nu; paratraqueal confluente, formando faixas largas e em faixa marginal. Raios visíveis a olho nu; frequência: poucos, as vezes numerosos; largura variando de fina a média. No plano longitudinal tangencial os raios são baixos; visíveis sob lente de 10x; estratificação presente; linhas vasculares retilíneas, obstruídas por conteúdo esbranquiçado. No plano longitudinal radial o espelhado dos raios é contrastado. Descrição botânica: Folhas: compostas; digitadas; opostas; cruzadas; folíolos: congestos; pe- cíolo piloso e cilíndrico; ápices acuminados; bases arredondadas; margens inteiras; estreito- elípticos; nervuras 1ª e 2ª salientes na face abaxial; nervação pinada camptódroma broquidó- droma; discolores, cartáceos; pilosos; frutos: secos, deiscentes. Tronco: reto; base cilíndrica; ritidoma: indeiscente, acidentado, fissurado com fissuras profun- das e descontínuas, coloração creme acinzentada. VU Figura 307 - - Mapa de distribuição geográfica da espécie Zeyheria tuberculosa. Fonte: O autor. 359 Figura 308 - Fotografias macroscópicas da espécie Zeyheria tuberculosa. Barra = 1 milímetro. A) Plano transver- sal destacando a camada de crescimento (CC). B) Plano longitudinal tangencial destacando linha vascular (LV) e com presença de estratificação dos raios (seta). C) Plano longitudinal radial. D) Cor da madeira observada na superfície longitudinal. E) Plano transversal após o corte em campo. F) Plano transversal após 13 meses. Fonte: O autor. 360 Figura 309 - Fotografias das características dendrológicas da espécie Zeyheria tuberculosa. G) Detalhes dos as- pectos da face adaxial dos folíolos. H) Detalhes da disposição das folhas no ramo (filotaxia). I) Detalhes dos aspectos da face abaxial do folíolo. J) Detalhes dos ápices dos folíolos. K) Detalhes do fruto. L) Detalhes do tronco, destacando a cor e aspecto do ritidoma. M) Detalhes da parte interna do tronco. Fonte: O autor. H G K J M L I 361 Com base nos resultados, foi possível analisar as seguintes diferenças entre espécies do mesmo gênero. ANACARDIACEAE Astronium fraxinifolium (FES): cerne com coloração salmão (nuâncias acastanhadas) e al- burno com coloração marrom (nuâncias claras); odor imperceptível; brilho moderado; camadas de crescimento distintas; zona fibrosa e parênquima axial marginal, parênquima: visível a olho nu, paratraqueal vasicêntrico; largura de raios média (plano transversal); raios visíveis a olho nu (plano longitudinal tangencial). Astronium graveolens (CSR): madeira com coloração amarelada com nuâncias creme; odor característico; sem brilho; camadas de crescimento pouco distintas; zona fibrosa e parênquima axial marginal; as vezes com vasos em arranjo diagonal; parênquima: visível sob lente com aumento 10x, parênquima paratraqueal escasso quase indistinto; largura de raios fina (plano transversal); raios visíveis sob lente com aumento 10x (plano longitudinal tangencial) APOCYNACEAE Aspidosperma discolor (FES): madeira com coloração creme amarronzada e moderadamente dura ao corte manual; camadas de crescimento demarcadas por zona fibrosa e parênquima axial marginal; vasos visíveis a olho nu, com frequência de numerosos, exclusivamente solitários; parênquima paratraqueal vasicêntrico, apotraqueal difuso em agregados (formando linhas) e em faixas marginais; raios visíveis sob lente com aumento 10x e largura fina (plano transversal); raios indistintos mesmo sob lente com aumento de 10x (plano longitudinal tangencial); espe- lhado dos raios não contrastado (plano longitudinal radial). Aspidosperma olivaceum (FES): madeira com coloração creme e moderadamente dura ao corte; camadas de crescimento demarcadas por parênquima axial marginal; vasos visíveis sob lente de 10x aumento, com frequência de muito numerosos, exclusivamente solitários; parên- quima em faixa marginal, apotraqueal difuso e paratraqueal escasso; raios visíveis sob lente com aumento 10x e largura fina; (plano transversal); raios indistintos mesmo sob lente com aumento de 10x (plano longitudinal tangencial); espelhado dos raios contrastado (plano longi- tudinal radial). Aspidosperma subincanum (FES): cerne com coloração marrom rosada e alburno marrom com nuâncias claras; macia ao corte manual; camadas de crescimento demarcadas por zona fibrosa; vasos visíveis a olho nu, com frequência de poucos, solitários com ocorrência de múltiplos de 2 e 3; parênquima paratraqueal vasicêntrico, unilateral e escasso; raios visíveis a olho nu e largura média (plano transversal); raios indistintos mesmo sob lente com aumento de 10x; es- pelhado dos raios contrastado (plano longitudinal radial). 362 ARALIACEAE Schefflera macrocarpa (CSR): brilho moderado; dura ao corte manual; vasos solitários e múl- tiplos de 2 e 3; frequência de raios variando poucos a muito poucos (plano transversal). Schefflera morototoni (FES): brilho acentuado; macia ao corte manual; vasos solitários; fre- quência de raios de muito poucos (plano transversal). BIGNONIACEAE Zeyheria montana (CSR):madeira com coloração amarronzada (nuâncias claras); macia corte manual; camadas de crescimento demarcadas por parênquima axial marginal; vasos solitários com ocorrência de múltiplos de 2, porosidade em anel semi-poroso, raios com frequência vari- ando de poucos a numerosos e largura média (plano transversal). Zeyheria tuberculosa (CSR): madeira com coloração creme amarronzada; moderadamente dura ao corte manual; camadas de crescimento demarcadas por zona fibrosa e parênquima axial marginal; vasos solitários, porosidade em anel semi-poroso, raios com frequência variando de poucos a numerosos e largura variando de fina a média (plano transversal); presença de estra- tificação de raios e de linhas vasculares marcantes (plano longitudinal tangencial). BURSERACEAE Protium spruceanum (FES): madeira com coloração marrom (nuâncias esbranquiçadas); bri- lho acentuado; camadas de crescimento pouco distintas; vasos com frequência de numerosos, solitários com ocorrência de múltiplos de 2 e 3; raios visíveis sob lente com aumento de 10x (plano transversal); raios visíveis a olho nu (plano longitudinal tangencial) Protium warmigianum (FES): madeira com coloração marrom rosada; brilho moderado; ca- madas de crescimento distintas; vasos com frequência de poucos, solitários; raios visíveis a olho nu (plano transversal); raios visíveis sob lente de aumento 10x (plano longitudinal tangen- cial). FABACEAE Dalbergia miscolobium (CSR): madeira com coloração cinza amarelada; odor característico; camadas de crescimento pouco distintas; vasos solitários com ocorrência de múltiplos de 2; parênquima visível sob lente com aumento de 10x; parênquima em faixas estreitas (linhas) for- mando reticulado; raios visíveis sob lente com aumento de 10x (plano transversal); raios visí- veis sob lente com aumento de 10x (plano longitudinal tangencial). Dalbergia nigra (FES): madeira com coloração amarronzada; odor imperceptível; camadas de crescimento distintas; vasos solitários; parênquima visível a olho nu; presença de parênquima apotraqueal difuso em agregados, formando linhas e paratraqueal vasicêntrico; raios visíveis a olho nu (plano longitudinal tangencial). 363 Machaerium nyctitans (FES): madeira com coloração esbranquiçada (nuâncias amarronzadas); odor característico; brilho moderado; camadas de crescimento demarcadas por zona fibrosa e parênquima axial marginal; presença de parênquima em faixas largas, faixas marginais e apo- traqueal difuso em agregados; raios com frequência variando de poucos a numerosos e largura fina (plano transversal). Machaerium opacum (CSR): madeira com coloração amarronzada (nuâncias amareladas); odor imperceptível; sem brilho; camadas de crescimento demarcadas somente por zona fibrosa; presença de parênquima em faixas estreitas (linhas), paratraqueal aliforme linear e escasso; raios visíveis a olho nu, raios com frequência de poucos. Plathymenia foliolosa (FES): cerne com coloração alaranjada e alburno creme amarronzado; odor característico; brilho moderado; macia ao corte manual; vasos com frequência de muito poucos; raios com frequência de numerosos (plano transversal). Plathymenia reticulata (CSR): cerne com coloração alaranjada; esbranquiçado (nuâncias ala- ranjadas); sem brilho; dura ao corte manual; camadas de crescimento demarcadas por parên- quima axial marginal; vasos com frequência de poucos, raios com frequência variando de pou- cos a numerosos (plano transversal). Tachigali friburguensis (FES): cerne com coloração marrom alaranjada e alburno marrom acinzentado; odor característico; brilho moderado; camadas de crescimento demarcadas por parênquima axial marginal; vasos com frequência de muito poucos e poucos; parênquima visí- vel a olho nu; presença de parênquima marginal; raios visíveis sob lente com aumento de 10x, com frequência variando de numerosos a poucos (plano transversal). Tachigali rugosa (FES): madeira com coloração amarronzada; odor imperceptível; sem brilho; camadas de crescimento demarcadas por zona fibrosa; vasos com frequência de muito poucos; parênquima visível sob lente com aumento de 10x; raios visíveis a olho nu, com frequência de numerosos (plano transversal). MALPIGHIACEAE Byrsonima sericea (FES): cerne com coloração acastanhada e alburno esbranquiçado; brilho moderado; moderadamente dura ao corte manual; camadas de crescimento distintas; parên- quima indistinto mesmo sob lente com aumento de 10x; raios visíveis a olho nu e com largura média (plano transversal). Byrsonima stannardii (FES): madeira com coloração castanho amarronzada; sem brilho; macia ao corte manual; camadas de crescimento pouco distintas; parênquima visível sob lente com aumento de 10x, com presença de paratraqueal escasso e apotraqueal difuso em agregados e difuso; raios visíveis sob lente com aumento de 10x e com largura fina (plano transversal). 364 MORACEAE Brosimum gaudichaudii (CSR): madeira com coloração creme (nuâncias amareladas); odor imperceptível; sem brilho; camadas de crescimento demarcadas por zona fibrosa e parênquima axial marginal; vasos solitários com ocorrência de múltiplos de 2 e 3; parênquima do tipo pa- ratraqueal aliforme linear (formando linhas) e em faixas marginais; raios visíveis sob lente com aumento de 10x, com frequência de numerosos e largura fina (plano transversal). Brosimum glaucum (FES): madeira com coloração amarronzada; odor desagradável; brilho moderado; camadas de crescimento demarcadas por zona fibrosa; vasos solitários com ocor- rência de múltiplos de 2; presença de parênquima em faixas (largas) e apotraqueal difuso; raios visíveis a olho nu, com frequência de poucos e largura média (plano transversal). Brosimum lactescens (FES): madeira com coloração amarronzada (nuâncias bege); odor ca- racterístico; brilho moderado; camadas de crescimento demarcadas por zona fibrosa; vasos so- litários com ocorrência de múltiplos de 2; presença de parênquima paratraqueal aliforme losan- gular e confluente (curto); raios visíveis a olho nu, com frequência de poucos e largura média (plano transversal). MYRTACEAE Myrcia amazonica (FES): madeira com coloração marrom acastanhada; odor imperceptível; dura ao corte manual; camadas de crescimento pouco distintas; vasos com frequência de pou- cos, com arranjo diagonal (as vezes radial); parênquima visível a olho nu, com presença de apotraqueal difuso em agregados (formando linhas) e paratraqueal escasso; raios visíveis a olho nu e largura fina (plano transversal); raios visíveis a olho nu (plano longitudinal tangencial). Myrcia mischophylla (FES): madeira com coloração marrom acastanhada; odor característico; dura ao corte manual; camadas de crescimento distintas; vasos com frequência de numerosos; com arranjo diagonal (as vezes sem arranjo); parênquima visível sob lente com aumento de 10x; com presença de apotraqueal difuso em agregados e difuso; raios visíveis sob lente com aumento de 10x e largura variando de fina a média (plano transversal); raios visíveis a olho nu (plano longitudinal tangencial). Myrcia mutabilis (FES): madeira com coloração castanho avermelhada; odor característico; dura ao corte manual; camadas de crescimento pouco distintas; vasos com frequência de poucos a numerosos; com arranjo diagonal (as vezes sem arranjo); parênquima visível a olho nu; com presença de apotraqueal difuso em agregados (formando linhas) e paratraqueal escasso; raios visíveis a olho nu e largura variando de fina a média (plano transversal); raios visíveis sob lente com aumento de 10x (plano longitudinal tangencial). 365 Myrcia obovata (FES): madeira com coloração marrom acastanhada; odor imperceptível; mo- deradamente dura ao corte manual; camadas de crescimento distintas; vasos com frequência de numerosos a poucos; com arranjo diagonal (as vezes sem arranjo); parênquima visível sob lente com aumento de 10x; com presença de apotraqueal difuso em agregados (formando linhas), difuso e paratraqueal escasso; raios visíveis a olho nu e largura média (plano transversal); raios visíveis sob lente com aumento de 10x (plano longitudinal tangencial).. Myrcia splendens (FES): madeira com coloração amarronzada; odor característico; dura ao corte manual; camadas de crescimento pouco distintas; vasos com frequência de poucos a nu- merosos; com arranjo diagonal (as vezes sem arranjo); parênquima visível sob lente com au- mento de 10x; com presença de apotraqueal difuso em agregados e difuso; raios visíveis a olho nu e largura média (plano transversal); raios visíveis sob lente com aumento de 10x (plano longitudinal tangencial). SAPOTACEAE Pouteria pachycalyx (FES): madeira com coloração amarronzada (nuâncias amareladas); vasos agrupados em cadeias radiais e cachos, com arranjo radial e diagonal; com presença de parên- quima axial em faixas estreitas (linhas), formando reticulado (irregular); raios visíveis sob lente com aumento de 10x (plano transversal). Pouteria torta (CSR): madeira com coloração alaranjada (nuâncias amareladas); vasos agrupa- dos em cadeias radiais e cachos com arranjo radial; com presença de parênquima axial em faixas estreitas (linhas), formando reticulado irregular, as vezes faixas largas e paratraqueal conflu- ente; raios visíveis a olho nu (plano transversal). SOLANACEAE Solanum cinnamomeum (FES): madeira com coloração esbranquiçada (nuâncias amarron- zada); odor desagradável; brilho acentuado; camadas de crescimento visíveis a olho nu, demar- cadas por zonas fibrosas; vasos solitários; sem arranjo; parênquima visível sob lente com au- mento de 10x, apotraqueal difuso em agregados e paratraqueal escasso; ausência de linhas vas- culares (plano longitudinal tangencial). Solanum granulosoleprosum (FES): madeira com coloração esbranquiçada (nuâncias amar- ronzada); odor imperceptível; brilho moderado; camadas de crescimento indistintas mesmo sob lente com aumento de 10x; vasos dispostos em cadeias radiais e cachos; arranjo tangencial e radial; parênquima indistinto mesmo sob lente com aumento de 10x. THEACEAE 366 Laplacea fruticosa (FES): cerne (marrom acastanhado) e (alburno amarronzado) pouco distin- tos pela cor; odor característico; camadas de crescimento pouco distintas, com tipo de marcação indistinto mesmo sob lente com aumento de 10x; vasos com frequência de numerosos (às vezes muito numerosos). Laplacea tomentosa (FES): madeira com coloração amarronzada; odor imperceptível; camadas de crescimento pouco distintas, demarcadas por zona fibrosa; vasos com frequência de muito numerosos; com ausência de linhas vasculares (plano longitudinal radial). URTICACEAE Cecropia glaziovii (FES): madeira com coloração amarronzada; odor característico; camadas de crescimento bem distintas a olho nu, demarcadas por zonas fibrosas; vasos solitários, com frequência de poucos, sem arranjo; parênquima indistinto mesmo sob lente com aumento de 10x; raios com frequência de muito poucos e largura variando de média a larga (plano trans- versal); ausência de linhas vasculares (plano longitudinal tangencial). Cecropia hololeuca (FES): madeira com coloração esbranquiçada; odor imperceptível; cama- das de crescimento pouco distintas a olho nu, com tipo de marcação indistinto mesmo sob lente com aumento de 10x; vasos solitários e múltiplos de 2 e 3, com frequência de poucos; sem arranjo (as vezes diagonal); parênquima visível sob lente com aumento de 10x, do tipo apotra- queal difuso em agregados; raios com frequência de poucos e largura média (plano transversal). Cecropia pachystachya (FES): madeira com coloração marrom (nuâncias claras); odor carac- terístico; camadas de crescimento pouco distintas a olho nu; com tipo de marcação indistinto mesmo sob lente com aumento de 10x; vasos solitários e múltiplos de 2 e 3, com frequência de muito poucos, com arranjo diagonal (as vezes sem arranjo); parênquima visível a olho nu, do tipo paratraqueal confluente e aliforme losangular; raios com frequência de poucos e largura variando de média a larga (plano transversal). VOCHYSIACEAE Qualea grandiflora (CSR): cerne (marrom amarelado) e alburno (amarronzado) pouco distin- tos pela cor; odor característico; dura ao corte manual; camadas de crescimento pouco distintas a olho nu, demarcadas por zonas fibrosa e parênquima axial marginal; presença de canal trau- mático; presença de parênquima do tipo paratraqueal confluente curto e formando faixas largas, unilateral e em faixa marginal; raios com frequência de poucos e largura variando de média a fina (plano transversal); raios visíveis sob lente com aumento de 10x (plano longitudinal tan- gencial). Qualea megalocarpa (FES): cerne (marrom escuro) e alburno (amarronzado) pouco distintos pela cor; odor imperceptível; moderadamente dura ao corte manual; camadas de crescimento 367 pouco distintas a olho nu, demarcadas por zonas fibrosa; presença de parênquima do tipo para- traqueal confluente, vasicêntrico e unilateral; raios com frequência de numerosos e largura va- riando de fina a média (plano transversal); raios visíveis sob lente com aumento de 10x (plano longitudinal tangencial) Qualea selloi (FES): madeira amarronzada (nuâncias de bege); odor desagradável; macia ao corte manual; camadas de crescimento distintas a olho nu, demarcadas por zonas fibrosa e pa- rênquima axial marginal; presença de parênquima do tipo paratraqueal confluente, aliforme li- near, formando faixas estreitas (linhas) e em faixa marginal; raios com frequência de poucos e com largura média (plano transversal); raios visíveis a olho nu (plano longitudinal tangencial). A partir dos resultados, foi elaborado uma chave interativa contendo as principais ca- racterísticas dendrológicas (folha e tronco), macroscópicas (lenho) e imagens ilustrativas de cada espécie. Para utilizar esta chave, basta acessar o seguinte endereço eletrônico: https://keys.lucidcentral.org/keys/v3/dendrologic/chave_oficial.html. 368 5. CONCLUSÕES Os resultados obtidos e apresentados neste estudo permitem concluir que: - No presente trabalho observou-se que as diferenças macroscópicas do lenho das espécies já estudadas por outros pesquisadores, foram basicamente de cunho quantitativo. - A partir de análises de caracteres macroanatômicos e/ou dendrológicos é possível iden- tificar cientificamente uma espécie arbórea, evitando assim, a errônea identificação feita a partir de nomes populares e/ou “jeitão” da planta. - Por meio das estruturas anatômicas qualitativas do lenho é possível identificar e distin- guir uma espécie de outra, evitando que diferentes espécies sejam agrupadas como a mesma. Além disso, a identificação científica realizada a partir da análise destas estruturas, pode ser considerada como uma solução efetiva em diversos estudos, principalmente, quando a espécie estudada não apresentar caracteres dendrológicos. - As chaves interativas de múltiplas são ferramentas eficazes no processo de identificação, uma vez que estas permitem: escolha livre dos caracteres, livre distribuição por meios eletrôni- cos, interface intuitiva e facilidade na utilização e atualização. Estas chaves poderão ser um importante suporte na identificação de espécies em campo. - Devido à falta de trabalhos associados a caracterização anatômica e dendrológica, estu- dos como este poderão servir como base na identificação correta de várias espécies, além de auxiliar no desenvolvimento de pesquisas taxionômicas, anatômicas, dendrológicas, e contri- buir na conservação e fiscalização daquelas que são protegidas por lei, ou seja, aquelas que estão ameaçadas de extinção. 369 6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALVES, E. S.; ANGYALOSSY-ALFONSO, V. Ecological trends in the wood anatomy of some Brazilian species. 2. Axial parenchyma, rays and fibres. Iawa Journal, v. 23, n. 4, p. 391-418, 2002. ALVES, E. S.; ANGYALOSSY-ALFONSO, V. Ecological trends in the wood anatomy of some Brazilian species. 1. Growth rings and vessels. IAWA journal, v. 21, n. 1, p. 3-30, 2000. ANGIOSPERM PHYLOGENY GROUP. An update of the Angiosperm Phylogeny Group classification for the orders and families of flowering plants: APG IV, 2016. Botanical Jour- nal of the Linnean Society, v. 181, n. 1, p. 1-20, 2016. BAAS, P.; CARLQUIST, S. A comparison of the ecological wood anatomy of the floras of southern California and Israel. IAWA Journal, v. 6, n. 4, p. 349-353, 1985. BARROS, C. F. et al. Tendências ecológicas na anatomia da madeira de espécies da comuni- dade arbórea da Reserva Biológica de Poço das Antas, Rio de Janeiro, Brasil. Rodriguésia, p. 443-460, 2006. BATISTA, D. S. Vellozia ramossisima estrutura populacional, anatomia foliar e avaliação nutricional em áreas de Complexos Rupestres, sob diferentes substratos, na Serra do Es- pinhaço, MG. 90 f. 2016. Dissertação (Mestrado em Ciência Florestal) - Faculdade de Ciên- cias Agrárias, Universidade Federal dos Vales Jequitinhonha e Mucuri, Diamantina 2016. BOTOSSO, P. C. Identificação macroscópica de madeiras: guia prático e noções básicas para o seu reconhecimento. Embrapa Florestas, 2011. COMPANHIA AGRÍCOLA FLORESTAL SANTA BÁRBARA LTDA. Plano de manejo flo- restal regional norte. Carbonita. CAF, 2005. CENTRO NACIONAL DE CONSERVAÇÃO DA FLORA. Lista vermelha. CNCFlora. Disponível em: < http://www.cncflora.jbrj.gov.br/portal/pt-br/listavermelha>. Acesso em: 15 mar. 2019. COMISSÃO PANAMERICANA DE NORMAS TÉCNICAS. Descrição das características gerais e macroscópicas das madeiras de angiospermas dicotiledôneas. São Paulo. v. 30, p. 1-19. COPANT, 1974. CORADIN, V. T. R.; MUÑIZ, G. I. B. Normas de procedimentos em estudos de anatomia de madeira: I. Angiospermae. II. Gimnospermae. Laboratório de Produtos Florestais, v. 15, p. 1-19, 1991. COMPANHIA, DE PESQUISA DE RECURSOS MINERAIS. Projeto cadastro de abaste- cimento por águas subterrâneas, Estados de Minas Gerais e Bahia: diagnóstico do muni- cípio de Carbonita, MG. Belo Horizonte. CPRM, 2004. DAYTON, W. A. What is dendrology? Journal of Forestry, n. 43, p. 719 -722, 1945. DEPARTAMENTO NACIONAL DE METEOROLOGIA. Normais climatológicas (1961– 1990). Ministério da Agricultura. DNMet, 1992. DRUMMOND, G. M. et al. Biodiversidade em Minas Gerais: um atlas para a sua conser- vação. Fundação Biodiversitas: 2a ed. 208p. Belo Horizonte. 2005. 370 DRUMMOND, G. M. et al. Biota Minas: Diagnostico do conhecimento sobre a biodiversi- dade no Estado de Minas Gerais-subsidio ao Programa Biota Minas. In: Biota Minas: Diag- nostico do conhecimento sobre a biodiversidade no Estado de Minas Gerais-subsidio ao Programa Biota Minas. 2009. FERREIRA, J. R. Distribuição da vegetação em um complexo vegetacional na Borda Leste do Espinhaço Meridional. 61 f. 2014. Dissertação (Mestrado em Ciência Florestal) – Faculdade de Ciências Agrárias, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, Diamantina, 2014. JOLY, A. B. et al. Conheça a vegetação brasileira. Ed. USP e Polígono. p. 181. São Paulo, 1970. MARCHIORI, J. N. C. Elementos de dendrologia. – 2. ed. Santa Maria, RS: Ed. UFSM, 2004. PINHEIRO, A. L. Fundamentos em taxonomia aplicados no desenvolvimento da dendro- logia tropical. Ed. UFV, Viçosa, 2014. PINHEIRO, A. L. et al. Eucaliptocultura no Brasil, silvicultura, manejo e ambiência. Vi- çosa: SIF, p. 284-302, 2014. PROGRAMA FLORA DO BRASIL 2020. Flora do Brasil: algas, fungos e plantas. (RE- FLORA, 2020). Disponível em: . Acesso em: 15 mar. 2019. REDE SPECIES LINK. SPECIES LINK - Disponível em: . Acesso em: 13 mar. 2019. SÁ JÚNIOR, A. et al. Application of the Köppen classification for climatic zoning in the state of Minas Gerais, Brazil. Theoretical and Applied Climatology, v. 108, n. 1-2, p. 1-7, 2012. SAADI, A. A geomorfologia da Serra do Espinhaço em Minas Gerais e de suas margens. Re- vista Geonomos, v. 3, n. 1, 1995. SANTINI, J., L. Descrição macroscópica e microscópica da madeira aplicada na identifi- cação das principais espécies comercializadas no estado de São Paulo-Programas São Paulo Amigo da Amazônia e Cadmadeira. 272 f. 2013.Dissertação (Mestrado em Ciências: Recursos Florestais) - Escola Superior de Agricultura “Luiz Queiroz”, Universidade de São Paulo, Piracicaba, 2013. SILVA, JÚNIOR. M. C. et al. Guia do Observador de árvores: tronco, copa e folha. Rede de Sementes do Cerrado, Brasília, 252 pp. 2014. SILVA, M. S. Anatomia ecológica e potencial econômico da madeira de espécies nativas da Mata Atlântica, Serra da Jiboia, Bahia, Brasil. 167 F. 2013. Dissertação (Mestrado em Botânica) – Universidade Estadual de Feira de Santana, Departamento de Ciências Biológi- cas, Programa de Pós-Graduação em Botânica, 2013. OLIVEIRA, J. S. Variações estruturais do lenho de espécies de cerrado do estado de São Paulo. 129 f. 2006. Dissertação (mestrado em Ciências Biológicas -Botânica) - Instituto de Biociências, Universidade Estadual Paulista, Botucatu, 2006. SONSIN-OLIVEIRA, J. Anatomia da madeira de espécies de cerrado sensu lato do es- tado de São Paulo. 159 f. 2010.Tese (doutorado em Ciência Florestal) - Faculdade de Ciên- cias Agronômicas, Universidade Estadual Paulista, Botucatu, 2010. 371 STEHMANN, J. R.; SOBRAL, M. Fanerógamas. Biota Minas–Diagnóstico do conheci- mento sobre a biodiversidade no estado de Minas Gerais, subsídio ao programa Biota Minas. Fundação Biodiversitas, Belo Horizonte, p. 355-374, 2009. TREVIZOR, T. T. Anatomia comparada do lenho de 64 espécies arbóreas de ocorrência natural na floresta tropical amazônica no estado do Pará. 217 f. 2011. Dissertação (Mes- trado em Ciências: Recursos Florestais) - Escola Superior de Agricultura “Luiz Queiroz”, Universidade de São Paulo, Piracicaba, 2011. TROPICOS. Disponível em: . Acesso em: 15 mar. 2019. VELOSO, H. P.; RANGEL-FILHO, A. L. R.; LIMA, J. C. A. Classificação da vegetação brasileira, adaptada a um sistema universal. IBGE, 1991. WHEELER, E. A.; BAAS, Pieter. A survey of the fossil record for Dicotiledonous wood and its significance for evolutionary and ecological wood anatomy. IAWA Journal, v. 12, n. 3, p. 275-318, 1991. WIGGERS, I.; STANGE, C. E. B. Manual de instruções para coleta, identificação e herbori- zação de material botânico. Programa de Desenvolvimento Educacional–SEED–PR, UNI- CENTRO. Laranjeiras do Sul–PR, 2008. ZAPPI, D. C. et al. Growing knowledge: an overview of seed plant diversity in Brazil. Rodri- guésia, v. 66, n. 4, p. 1085-1113, 2015. ZENID, G. J.; CECCANTINI, G. C. T. Identificação macroscópica de madeiras. São Paulo: IPT, 2012. ZENID, G. J.; CECCANTINI, G. C. T. Identificação macroscópica de madeiras. São Paulo: IPT, 2007. 372 APÊNDICE Figura 310 - Tutorial com o passo a passo para a utilização da chave interativa. 373 Tabela 3 - Lista das espécies em estudo, com respectivo nome do autor e de sua família botânica. Nº ESPÉCIE AUTOR FAMÍLIA 1 Aegiphila integrifolia Cham. LAMIACEAE 2 Allophylus edulis (A.St.-Hil. et al.) Hieron. ex Niederl. SAPINDACEAE 3 Amaioua guianensis Aubl. RUBIACEAE 4 Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenan FABACEAE 5 Apuleia leiocarpa (Vogel) J.F.Macbr. FABACEAE 6 Aspidosperma discolor A.DC. APOCYNACEAE 7 Aspidosperma olivaceum Müll.Arg. APOCYNACEAE 8 Aspidosperma subincanum Mart. APOCYNACEAE 9 Astronium fraxinifolium Schott ANACARDIACEAE 10 Astronium graveolens Jacq. ANACARDIACEAE 11 Bathysa australis (A.St.-Hil.) K.Schum. RUBIACEAE 12 Brosimum gaudichaudii Trécul MORACEAE 13 Brosimum glaucum Taub. MORACEAE 14 Brosimum lactescens (S.Moore) C.C.Berg MORACEAE 15 Buchenavia tomentosa Eichler. COMBRETACEAE 16 Byrsonima sericea DC. MALPIGHIACEAE 17 Byrsonima stannardii W.R.Anderson MALPIGHIACEAE 18 Cabralea canjerana (Vell.) Mart. MELIACEAE 19 Callisthene major Mart. VOCHYSIACEAE 20 Calophyllum brasiliense Cambess. CALOPHYLLACEAE 21 Campomanesia lineatifolia Ruiz & Pav. MYRTACEAE 22 Cassia ferruginea (Schrad.) Schrad. ex DC. FABACEAE 23 Cecropia glaziovii Snethl. URTICACEAE 24 Cecropia hololeuca Miq. URTICACEAE 25 Cecropia pachystachya Trécul URTICACEAE 26 Cedrela fissilis Vell. MELIACEAE 374 27 Cordia sellowiana Cham. BORAGINACEAE 28 Cupania ludowigii Somner & Ferrucci SAPINDACEAE 29 Dalbergia miscolobium Benth. FABACEAE 30 Dalbergia nigra (Vell.) Allemão ex Benth. FABACEAE 31 Diplotropis ferruginea Benth. FABACEAE 32 Emmotum nitens (Benth.) Miers METTENIUSACEAE 33 Enterolobium gummiferum (Mart.) J.F.Macbr. FABACEAE 34 Eremanthus incanus (Less.) Less. ASTERACEAE 35 Eriotheca pentaphylla (Vell. & K.Schum.) A.Robyns MALVACEAE 36 Eugenia dysenterica (Mart.) DC. MYRTACEAE 37 Ferdinandusa speciosa (Pohl) Pohl RUBIACEAE 38 Guapira opposita (Vell.) Reitz NYCTAGINACEAE 39 Handroanthus chrysotrichus (Mart. ex DC.) Mattos BIGNONIACEAE 40 Himatanthus bracteatus (A. DC.) Woodson APOCYNACEAE 41 Hortia brasiliana Vand. ex DC. RUTACEAE 42 Humiriastrum glaziovii (Urb.) Cuatrec. HUMIRIACEAE 43 Hyeronima oblonga (Tul.) Müll.Arg. PHYLLANTHACEAE 44 Hymenaea stigonocarpa Mart. ex Hayne FABACEAE 45 Hymenolobium janeirense Kuhlm. FABACEAE 46 Hyptidendron asperrimum (Spreng.) Harley LAMIACEAE 47 Inga marginata Willd. FABACEAE 48 Kielmeyera speciosa A.St.-Hil. CALOPHYLLACEAE 49 Lacistema pubescens Mart. LACISTEMATACEAE 50 Lafoensia pacari A.St.-Hil. LYTHRACEAE 51 Lamanonia ternata Vell. CUNONIACEAE 52 Laplacea fruticosa (Schrad.) Kobuski THEACEAE 53 Laplacea tomentosa (Mart.) G.Don THEACEAE 54 Licania octandra (Hoffmanns. ex Roem. & Schult.) Kuntze CHRYSOBALANACEAE 375 55 Machaerium nyctitans (Vell.) Benth. FABACEAE 56 Machaerium opacum Vogel FABACEAE 57 Maclura tinctoria (L.) D.Don ex Steud. MORACEAE 58 Magnolia ovata (A.St.-Hil.) Spreng. MAGNOLIACEAE 59 Maprounea guianensis Aubl. EUPHORBIACEAE 60 Melanoxylon brauna Schott FABACEAE 61 Meliosma sellowii Urb. SABIACEAE 62 Myrcia amazonica DC. MYRTACEAE 63 Myrcia mischophylla Kiaersk. MYRTACEAE 64 Myrcia mutabilis (O.Berg) N. Silveira. MYRTACEAE 65 Myrcia obovata (O.Berg) Nied. MYRTACEAE 66 Myrcia splendens (Sw.) DC. MYRTACEAE 67 Ouratea hexasperma (A.St.-Hil.) Baill. OCHNACEAE 68 Pera glabrata (Schott) Poepp. ex Baill. PERACEAE 69 Plathymenia foliolosa Benth. FABACEAE 70 Plathymenia reticulata Benth. FABACEAE 71 Platypodium elegans Vogel FABACEAE 72 Pogonophora schomburgkiana Miers ex Benth. PERACEAE 73 Pouteria pachycalyx T.D.Penn. SAPOTACEAE 74 Pouteria torta (Mart.) Radlk. SAPOTACEAE 75 Protium spruceanum (Benth.) Engl. BURSERACEAE 76 Protium warmingianum Marchand BURSERACEAE 77 Pseudobombax longiflorum (Mart.) A.Robyns MALVACEAE 78 Pterodon pubescens (Benth.) Benth. FABACEAE 79 Qualea grandiflora Mart. VOCHYSIACEAE 80 Qualea megalocarpa Stafleu VOCHYSIACEAE 81 Qualea selloi Warm. VOCHYSIACEAE 82 Roupala montana Aubl. PROTEACEAE 376 83 Schefflera macrocarpa (Cham. & Schltdl.) Frodin ARALIACEAE 84 Schefflera morototoni (Aubl.) Maguire et al. ARALIACEAE 85 Siphoneugena densiflora O.Berg MYRTACEAE 86 Sloanea monosperma Vell. ELAEOCARPACEAE 87 Solanum cinnamomeum Sendtn. SOLANACEAE 88 Solanum granulosoleprosum Dunal (mauritianum) SOLANACEAE 89 Sorocea bonplandii (Baill.) W.C.Burger et al. MORACEAE 90 Strychnos pseudoquina A.St.-Hil. LOGANIACEAE 91 Stryphnodendron adstringens (Mart.) Coville FABACEAE 92 Tachigali friburgensis (Harms) L.G.Silva & H.C.Lima FABACEAE 93 Tachigali rugosa (Mart. ex Benth.) Zurucchi & Pipoly FABACEAE 94 Tapirira guianensis Aubl. ANACARDIACEAE 95 Vantanea compacta (Schnizl.) Cuatrec. HUMIRIACEAE 96 Virola bicuhyba (Schott ex Spreng.) Warb. MYRISTICACEAE 97 Vismia brasiliensis Choisy HYPERICACEAE 98 Vochysia magnifica Warm. VOCHYSIACEAE 99 Zanthoxylum rhoifolium Lam. RUTACEAE 100 Zeyheria montana Mart. BIGNONIACEAE 101 Zeyheria tuberculosa (Vell.) Bureau ex BIGNONIACEAE 377 GLOSSÁRIO A Acúleo (1): projeção da epiderme em formato cô- nico semelhante a um espinho, sem sistema vascu- lar e que se desprende facilmente da superfície. Sua função é de proteção a ataque de herbivoria. Agrupamento de vasos (2-4): pode ocorrer isola- dos ou em grupos de dois ou mais, compartilhando uma parede. Os vasos podem ser solitários (2), múl- tiplos de dois, três ou mais (3). Os vasos múltiplos podem estar alinhados em cadeias radiais ou agru- pamentos em cachos (4). 378 Alburno/Cerne (5-7): Constituído principalmente por células vivas com função de condução de água, o alburno refere-se a parte periférica do tronco das árvores, geralmente com coloração mais clara do que a parte central (cerne). Já o cerne é a parte interna (mais dura) do lenho das árvores, situado entre o alburno e a medula, formado basicamente por células mortas, e que possui coloração mais escura. Com base em suas colorações, estes podem ser classificados como: distintos (5), pouco distintos (6) e indistintos (7). C Camadas de crescimento (8-13): podem ser mais ou menos demarcadas, ocorrendo concen- tricamente nos troncos. Elas demarcam os inícios e as paradas do crescimento das árvores que são determinados pelas condições ambientais. Podem ser classificadas a olho nu ou com auxílio de lupa conta-fios (aumento de 10x) como: indistintas (8), pouco distintas (9) ou distintas (10). Quanto ao seu tipo de marcação, estas podem ser demarcadas por: parênquima axial marginal (11) e/ou zona fibrosa (13). Canal traumático (179-181): formado em consequência de uma lesão na árvore viva e/ou ca- racterística marcante de determinadas espécies arbóreas. Cheiro ou odor: característica que determinadas espécies arbóreas possuem, e que podem auxiliar no processo de identificação de indivíduos das famílias botânicas, como: 379 Anacardiaceae, Annonaceae, Burseraceae, Lauraceae, Magnoliaceae, Monimiaceae, Myrta- ceae, Rutaceae, Siparunaceae, dentre outras. D Dendrologia: dendro (árvore) e logia (estudo), ou seja, ciên- cia que estuda as árvores. Descrição macroscópica (macroanatômica): análise da forma, tamanho e distribuição das características anatômicas (vasos, raios parenquimáticos e parênquima axial) a partir de observações a olho nu e/ou utilizando lupa com aumento de 10x (lupa conta-fios). Domácia (14): Acúmulo ou tufo de pelos que pode ocorrer entre a nervura principal e secundárias (“axila”), pecíolos das folhas ou nos ramos de algumas espécies. 380 E Espécie: grupo de indivíduos que no processo reprodutivo, geram descendentes férteis. Eixo (plano) longitudinal radial (15): é aquela superfície paralela aos raios ou perpendicular aos anéis de crescimento. Assim como no plano tangencial, nesta superfície pode-se observar, as fibras, as linhas vasculares, o comprimento longitudinal das células do parênquima axial e a altura e comprimento dos raios. Em nível macroscópico, este plano não oferece muitas infor- mações para a identificação de madeiras, com exceção do espelhado dos raios. Eixo (plano) longitudinal tangencial (15): esta superfície é exposta quando há retirada da casca da árvore ou quando se realiza um corte em direção perpendicular aos raios e tangencial- mente aos anéis de crescimento. Nessa superfície, observa-se a altura e estratificação dos raios seccionados, as fibras, as linhas vasculares e o comprimento das series de células do parênquima axial. Na macroscopia é possível observar a orientação, a largura e a altura dos raios. Eixo (plano) transversal (15): perpendicular ao eixo axial da árvore. é a superfície perpendi- cular ao eixo da árvore, ou seja, é aquela apresentada no topo de uma tora de madeira cortada. Neste plano, a partir da macroscopia, observa-se os poros (pequenos orifícios), os diferentes tipos de parênquimas axiais (aparecem como pequenas manchas mais claras), as fibras (parte mais escura da superfície), os raios (aparecem como linhas estendidas no sentido da casca para o centro do disco), relação cerne e alburno, e os anéis de crescimento (aparecem como camadas de linhas claras e escuras que se intercalam ao longo do disco). 381 Exsudação (16-21): substância liberada quando há um corte (injúria) ou ferimento nas folhas e/ou tronco. Sua consistência pode ser de maneira fluida, quando escorre rapidamente, pega- josa, semelhante a goma, látex ou resina, ou vicosa, densa e grossa como gelatina, sem ser pegajosa. A coloração da exsudação pode auxiliar na identificação de várias espécies das famí- lias: Anacardiaceae, Apocynaceae, Burseraceae, Clusiaceae, Euphorbiaceae, Fabaceae, Hype- ricaceae, Moraceae, Myristicaceae, Phyllantaceae, Sapotaceae ou Urticaceae. F Face inferior (abaxial) (22): face da folha, folíolo ou foliólulos voltada para baixo, ou seja, para o solo, podendo ser também abaxial ou dorsal. Face superior (adaxial) (23): face da folha, folíolo ou foliólulos voltada para cima, ou seja, para o céu, podendo ser adaxial ou ventral. Floema (106): é o tecido responsável pelo transporte da seiva na casca das árvores, no sentido da copa para as raízes. Geralmente o floema fica situado apenas na casca, mas em algumas espécies ele ocorre incluso na madeira. O floema incluso pode ser do tipo difuso, existindo muitos núcleos distribuídos na madeira aleatoriamente, ou do tipo concêntrico, se ocorrer em faixas que circundam a árvore. 382 FOLHA Apêndice lateral responsável pela fotossíntese das espécies vegetais. Composta por lâmina ou limbo, pecíolo, bainha e estípulas. Devido a existência de várias formas e funções, as folhas são classificadas com base nos seguintes itens: ápice, base, coloração, composição, consistência, estípulas, filotaxia, forma, margem, nervação, pilosidade e pecíolo. • Composição a) Folhas simples (24): folha cuja a lâmina foliar não tem divisões. Com margens inteiras ou com recortes. Quando com margens recortadas, podem assemelhar: se a folhas compostas, as- sim recebem a denominação de lobadas, palmadas ou partidas. b) Folha composta (25-29): folha simples modificada: pode ter lâmina foliar com uma divisão em folíolos ou pinas, ou com duas divisões em folíolos ou foliólulos. No primeiro caso, são denominadas como pinadas, já o segundo, é denominado como bipinadas. 1: Pinada: a folha é semelhante a uma pena, cuja lâmina foliar é dividida em mais de três folíolos dispostos ao longo do da raque. A inserção do primeiro par de folíolos define o com- primento do pecíolo e o início da raque. Dentro dessa denominação, pode existir: 1a: Paripinada (25): se a folha termina em dois folíolos opostos, indicando que o número total de folíolos é par. 383 1b: Imparipinada (26): se a folha terminar com um número ímpar de folíolos. 2: Digitada (27): folha com mais de três folíolos que se inserem no término do pecíolo, e que possui a aparência de uma mão. 3: Bifoliolada (28): quando a lâmina foliar é dividida em dois folíolos que se inserem na parte terminal do pecíolo. 4: Trifoliolada (29): a folha se divide em três folíolos dispostos no final do pecíolo. • Filotaxia Estudo da disposição das folhas nos ramos. Segue uma orientação primária, geneticamente de- finida. A disposição das folhas nos ramos é considerada como uma estratégia para criar um ângulo adequado entre a lâmina e o feixe de luz incidente, e consequentemente, reduzir o som- breamento entre as folhas no mesmo ramo. A filotaxia original pode ser alterada por torção ou alongamento diferencial de pecíolos, crescimento diferencial das folhas, atividade dos pulvinos, torção dos internódios ou uma combinação de vários desses processos, resultando numa orien- tação secundaria, que pode, por exemplo, produzir simetria radial em ramos de filotaxia oposta, mudando os ângulos de 90º para 65º entre pares sucessivos. Geralmente, na mesma família botânica, os padrões geométricos da disposição das folhas se mantêm, e por isso podem ser classificados como: 384 a) Alterna: folha disposta de maneira alternada nos ramos. a1) Dística (30): disposição das folhas em um só plano. a2) Espiralada (31): folhas dispostas em forma de espiral. b) Oposta: folhas inseridas no mesmo ponto do ramo, ou seja, uma folha oposta à outra. b1) Dística (32): pares de folhas que se inserem em um só plano ao longo dos ramos. b2) Cruzada (33-34): os pares de folhas se inerem em diferentes planos formando ângulo pró- ximo de 90º, intercalando: se sucessivamente. b3) Verticilada (35): é a disposição de mais de três ou mais folhas originando: se de um mesmo nível do ramo. c) Congesta (36): presença de folhas acumuladas (concentradas) no final do ramo. 385 • Forma Refere: se à forma do contorno da lâmina de uma folha, folíolo ou foliólulo. Na natureza, são muitas e contínuas as variações de forma das folhas, a cada variação de forma é atribuído um nome de acordo com a figura geométrica mais parecida. Há casos de difícil associação com qualquer figura geométrica. Subdivisões são estabelecidas com base na relação entre o compri- mento e a largura (C/L). Temos quatro formas básicas e suas respectivas subdivisões: 1) Elíptica (37-41): a maior largura está próxima ao meio da folha, folíolo ou folíolulo, e suas subdivisões (C/L) podem ser: 37) Orbicular (1/1); 38) Sub-orbicular (1,2/1); 39) Largo-elíptica (1,5/1); 40) Elíptica (2/1); 41) Estreito-elíptica (3/1). 2) Oblonga (alongada) (42-44): com as margens mais ou menos paralelas, e suas subdivisões (C/L) são: 42) Largo-oblonga (1,5/1); 43) Oblonga (2/1); 44) Estreito-oblonga (3/1). 3) Ovada (45-48): folha que possui a base mais larga que o ápice, e suas subdivisões (C/L) podem ser: 45) Estreito-ovada (2/1); 46) Ovada (1,5/1); 47) Largo-ovada (1,2/1 48) Lanceolada (3/1). 4) Obovada (49-50): folha que possui ápice mais largo que a base, e suas subdivisões (C/L) podem ser: 49) Estreito-obovada (1/1); 50) Oblanceolada (3/1). 386 387 • Ápice (51-57) Refere: se ao ângulo formado pelas margens, na porção apical das folhas, folíolos ou foliólulos. Um ápice pode ser: 1. Acuminado (51): estreita: se gradualmente até o extremo. 2. Agudo (52): termina em ângulo menor que 90º. 3. Arredondado (53): termina em ponta quase redonda. 4. Atenuado (54): termina em ponta alongada, estreita ou delgada. 5. Retuso (55): termina em pequena invaginação. 6. Mucronado (56): termina em ponta curta, quase aguda. 7. Obtuso (57): termina em ângulo maior que 90º. • Base (58-64) Refere: se ao ângulo formado pelas margens na porção basal das folhas, folíolos ou folíolulos. Sua classificação pode ser: simétrica ou assimétrica. As assimétricas não se subdividem. Uma base simétrica pode ser: 1. Aguda (58): começa em ângulo menor que 90º. 2. Arredondada (59): começa em base quase redonda. 3. Cordada (60): em forma de coração. 4. Cuneada (61): começa com bordas retas e convergentes. 388 5. Decurrente (62): começa em prolongamento da lâmina. 6. Obtusa (63): começa em ângulo maior que 90º. 7. Assimétrica (64): a base do limbo apresenta-se desigual em forma e tamanho. • Margem (65-70) Ocorre na folha, folíolo ou folíolulo. Pode ser classificada como: 1. Espinescente (65): recorte terminando com espinho 2. Crenada (66): com lobos arredondados e reentrâncias agudas. 3. Lobada/palmada (67): com reentrâncias ou lobos arredondados. 4. Serreada (68): com lobos e assimétricas e reentrâncias arredondadas. 5. Inteira (69): sem recortes, ou seja, contínua ou lisa. 6. Sinuada (70): com saliências e reentrâncias semelhantes, regulares e simétricas. • Consistência 1. Coriácea (68): consistência semelhante a couro. 2. Membranácea (69): consistência semelhante à de uma membrana. 3. Cartácea (70): consistência semelhante a papel. 389 • Coloração (71-72) Caracteriza: se a coloração na face superior (adaxial) e inferior (abaxial) da folha, folíolo ou folíolulo: 1. Discolor (71): as duas faces com tonalidades distintas. 2. Concolor (72): as duas faces com tonalidade semelhante. 390 • Pilosidade (73-75) Refere-se à presença ou não de pelos na superfície de uma planta ou parte dela. Os pelos podem ser simples ou muito complexos, bífidos, escamosos, estrelados, glandulares, trífidos, etc. Neste trabalho considera-se apenas folhas glabras (61,66,69) e pilosas (67,74,75). • Pecíolo (76-81) Haste que une a lâmina da folha ao tronco, galho, ramo ou raque. Assim, uma folha pode ser: 1. Peciolada: folha com pecíolo. 391 a) Alado (76): com projeções laterais. b) Cilíndrico (77): com projeções circulares. c) Acanalado (78): apresenta reentrância na porção ventral (adaxial). d) Pulvinado (79): com dilatação na base do pecíolo. e) Piloso (80): com presença de pelos. 2. Séssil (81): folha sem pecíolo. • Peciólulo Haste que une a lâmina do folíolo ou foliólulo à raque ou raquíola. Assim, um folíolo, ou um foliólulo pode ser: 1. Peciolulado: com pecíolo. 2. Séssil: sem peciólulo. Pecíolos e peciólulos podem ser ainda chamados alados, quando a lâmina se estende ao longo do seu comprimento. 392 • Pulvino (79) Dilatação na base ou no ápice dos pecíolos ou peciólulos. Mudanças na turgidez dos tecidos no pulvino permitem movimentos, típicos nas espécies da família Fabaceae. Outras características do pecíolo, como cor, comprimento, dilatações e articulações na base ou porção terminal dos pecíolos e peciólulos, pilosidade e as cicatrizes deixadas pelo seu despen- dimento podem auxiliar na identificação de árvores. • Estípulas Pares de pequenas folhas modificadas localizadas na base dos pecíolos. Podem ter a função de proteção das gemas ou percepção de variações no fotoperíodo. Podem ser livres ou concresci- das. Sua cor, forma, posição, tamanho ou textura são importantes caracteres no auxílio à iden- tificação de árvores. Em muitas espécies as estípulas são caducas e deixam cicatrizes de estípu- las. Quanto à posição, as estípulas podem ser: 1. Interpeciolar: estípulas de pares de folhas opostas, fundidas ou concrescidas, localizadas entre os pecíolos desses pares de folhas, como em Rubiaceae. 2. Intrapeciolar ou axilar: estípulas da mesma folha, fundidas ou concrescidas, localizadas na axila da folha, entre o pecíolo e o ramo, como em Lacistemataceae, Malpighiaceae ou Chryso- balanaceae. 393 • Nervação (venação) Padrão de distribuição ou arranjo do conjunto de nervuras de uma folha, folíolo ou foliólulo. • Nervura (84-88) Parte do sistema vascular das plantas que se encontra nas folhas, folíolos ou foliólulos. Consti- tui: se de dutos ou veias de transporte das seivas bruta e elaborada. Serve também para conferir rigidez e sustentação à lâmina foliar. As nervuras, observadas em ambas as faces, classifica-se: 1. Salientes (85 e 87): quando se colocam acima da superfície das folhas. 2. Impressas ou sulcadas (84): quando se colocam abaixo da superfície das folhas. 3. Imersas (86 e 88): quando se colocam inseridas na espessura da folha, nem saliente, nem sulcadas. Quanto à sua ordem, as nervuras podem ser: 1. Primária, central, principal ou mediana (84 e 87): aquela que geralmente divide a folha em duas partes, simétricas ou não. As folhas podem ocorrer com uma ou mais nervuras primá- rias. 2. Secundárias (85 e 87): originam: se na nervura primária. 3. Coletoras ou submarginais (86): nervuras paralelas às margens, que coletam as nervuras que se originam na nervura principal. 394 O arranjo das nervuras nas folhas exibe padrões incluídos em um sistema de classificação: A) Nervação pinada (89-93): com uma única nervura primária da qual se originam as nervuras secundárias. a.a) Camptódroma: as nervuras secundárias não alcançam as margens da lâmina. Etimologia: arquear, curvar + dromo = corrida ou lugar de corrida. Apresenta quatro subtipos: 1) Bronquidódroma (89): as nervuras secundárias, antes de alcançarem as margens, se curvam no sentido do ápice e se enlaçam, formando a nervura coletora paralela à margem. Etimologia: laço corrediço + dromo = corrida ou lugar de corrida. 2) Eucampdódroma (90): as nervuras secundárias antes de alcançarem as margens se curvam no sentido do ápice, sem, no entanto, se fundir com as outras nervuras secundárias. 3) Cladódroma (91-92): as nervuras secundárias ramificam: se livremente nas proximidades as margens. Etimologia: klados = ramo, raminho + dromo = corrida ou lugar de corrida. B) Nervação acródroma (93): com duas ou mais nervuras principais ou primárias bem desen- volvidas que percorrem a lâmina em arcos convergentes em direção ao ápice. Etimologia: de acre = para cima + dromo = corrida ou lugar de corrida. Com os subtipos: 1) Basal: as nervuras laterais têm origem na base da lâmina. 1a) Perfeita: as nervuras laterais terminam no ápice da lâmina. 395 G Gema: é um ramo não estendido e parcialmente desenvolvido, tendo no ápice o meristema que gerou. Toda folha apresenta gema na sua axila. Geralmente a gema está protegida, por folhas jovens, catafilos, estipulas, ceras, resinas e pelos ou indumentos. A gema axilar é encontrada na axila da folha, ou seja, no ângulo formado entre uma folha ou pecíolo e o ramo, entre dois ramos, ou entre uma folha e tronco. Glabro (95-97): sem pelos ou tricomas. Glândula (94-99): conjunto de células, ou órgãos que secretam alguma exsudação. Geralmente serve para atrair e estabelecer relações, principalmente com insetos. Pode servir também para repelir herbívoros. Na folha, pode ocorrer nos ápices, nas bases, nas margens, nas nervuras, axilas das nervuras, nos pecíolos ou na raque. É a mesma coisa que nectário extrafloral. 396 L Látex: veja em exsudação (16, 17 e 21). Lenho: parte do tronco ou raiz, constituído de tecidos responsáveis pela sustentação e condução da água e sais minerais. Lenticela (100-102): possibilitam trocas gasosas ou respiração da planta. Ocorre em diferentes formas, cores, tamanhos e estruturas, como ramo e tronco. Linha vascular-LV (147,148,149,150,152): cavidades alongadas (canículos), mais ou menos paralelas nas superfícies longitudinais da madeira, podendo apresentação obstrução por alguma substância. São resultantes do corte longitudinal dos vasos. M Margem: veja em folha (margens). Mucronado: veja em folha (ápice). N Nectário: veja em glândula. Nervação ou venação: veja em folhas (nervação). O 397 Oblongo: refere: se a algo com aspecto alongado, com as margens seguindo paralelas ao longo de parte de sua extensão. Obovado: veja em folha (forma). Obtuso: veja em folha (ápice). Odor: veja em cheiro. Ovado: veja em folha (ápice). P Palmada: veja em folha (forma). Parapinada: veja em folha (composição). • PARÊNQUIMA AXIAL Tecido formado por células geralmente cilíndricas ou prismáticas orientadas paralelamente ao maior eixo da árvore. Ao parênquima estão relacionadas funções de armazenamento de reservas e do metabolismo geral das plantas. Distinção (103-105) a) Distinto (103-104): quando é possível visualiza-lo a olho nu ou utilizando lupa com 10x de aumento. b) Indistinto (105): quando não é possível visualizá-lo mesmo com uso de lupa de 10x de aumento. O parênquima axial pode estar ausente ou presente na madeira, mas só é perceptível com o uso do microscópio. 398 Tipo a) Parênquima axial apotraqueal (106-107): é aquele disposto de forma independente dos vasos. Pode ser classificado como: difuso e difuso em agregados. 106) Difuso: ocorrem células isoladas, de forma aleatória entre as fibras. Às vezes é de difícil observação, principalmente nas madeiras de coloração clara. 107) Difuso em agregados: ocorrem agrupamentos de células isolados entre si, sem formar desenho característico. b) Parênquima axial paratraqueal (108-113): é aquele disposto em contato com os vasos. 108) Aliforme de extensão linear: o parênquima envolve completamente os vasos apresen- tando extensões perpendiculares aos vasos estreitas e alongadas. 109 e 113) Aliforme losangular: o parênquima envolve completamente os vasos, mas a aréola apresenta extensões laterais formando uma figura losangular. 110) Confluente: o parênquima que envolve dois ou mais vasos. Pode ser derivado do tipo vasicêntrico ou aliforme. 111, 114) Escasso: ocorrem algumas células de parênquima em contato com os vasos, mas não chegam a circunda: lo. Sob lupa, este tipo pode ser classificado como indistinto. 112 e 120) Vasicêntrico: o parênquima circunda completamente os vasos formando uma aréola 113) Unilateral: as células de parênquima estão em contato com os vasos, mas concentradas sempre em uma direção dos vasos. C) Parênquima axial em faixas (114-123) é aquele disposto em faixas perpendiculares aos raios, às vezes sem contato com os vasos, mas às vezes atingindo os vasos. 114) Marginal: faixas dispostas perpendiculares aos raios, com espaçamento grande e regular, demarcando a camada de crescimento. 115,118,123) Reticulado: disposição em linhas perpendiculares aos raios, regularmente espa- çadas, formando com os raios um desenho com o aspecto de rede. 116) Escalariforme: disposição em linhas perpendiculares a raios largos, regularmente espa- çadas, formando com os raios um desenho com aspecto de escada. 117, 119) Linhas: disposição em linhas perpendiculares aos raios, irregularmente espaçadas. 399 118-123) Faixas: disposições em faixas perpendiculares aos raios, irregularmente espaçadas. 400 Pecíolo: veja em folha (pecíolo). Peciólulo: veja em folha (pecíolo). Pelo: formação epidérmica que reveste uma planta ou parte dela. Possui forma, estrutura, cor e função diversificada. Porosidade (124-1129): refere: se à dispersão dos vasos na seção transversal da madeira. Pode ser dividida em: a) Porosidade em anéis (124-126): apresenta vasos de maior diâmetro dispostos em faixas concêntricas do tronco. Os anéis devem aparecer de forma sistemática do centro para a periferia da árvore e podem ser do tipo poroso ou semi-poroso: b1) Anel poroso: apresenta uma transição abrupta entre as faixas de vasos de pequeno e de grande diâmetro. b2) Anel semi-poroso (124-126): apresenta uma gradação dos diâmetros dos vasos observados na faixa de vasos de grande diâmetro (lenho inicial) e de menor diâmetro (lenho tardio). b) Difusa (127-129): apresenta os vasos dispersos de forma aproximadamente uniforme. 401 Pinada: veja em folha (composição). Pulvino: veja em folha (pecíolo). Pulvínolo: veja em folha (pecíolo). R Raios (130-155): são feixes de células parenquimáticas responsáveis por desempenhar as fun- ções de armazenamento, translocação e condução da seiva elaborada para a parte funcional da planta (alburno), no sentido radial do tronco e irradiando-se na direção do câmbio (periferia) para a medula da árvore. -Na identificação macroscópica, ao serem observados nos planos transversal e longitudinal tan- gencial, os raios podem ser classificados quanto a sua distinção a olho nu (131, 137), utilizando lente de aumento de 10x (130,136)) e/ou indistinto mesmo sob lente com aumento de 10x (135). - No plano transversal aparecem como linhas estendidas no sentido da casca para o centro do disco e podem ser mensurados quanto a sua frequência (poucos (132), muito poucos (133) e numerosos (134)) e largura (fina (138), média (139) e grossa (140)). - Normalmente, não é realizado a medição precisa da altura dos raios (plano longitudinal tan- gencial), apenas menciona-se a presença de raios com alturas menores (141-143) ou maiores (144-146) que 1 mm. 402 147-149) Raios não estratificados. 150-152) Estratificação de raios (plano longitudinal tangencial): é causada pela ocorrência ordenada de elementos celulares. Observando: se a seção tangencial percebe: se a ocorrência de listras horizontais (perpendiculares ao veio) formadas pelo posicionamento das estruturas no mesmo nível. Esta característica pode ser visualizada em espécie das famílias Bignoniaceae e Fabaceae. 152-155) Espelhado dos raios (plano longitudinal radial): Não contrastado (153-154) e con- trastado (155-156). 403 404 Ramo (157-162): uma das partes em que se divide o tronco ou o talo de uma planta. Do ponto de vista da textura pode ser classificado como lenhoso ou herbáceo. Devem ser observadas as características como cor, acúleos, pilosidade e presença de lenticelas. A secção transversal dos ramos pode ajudar na identificação de algumas espécies ou famílias. Ramos quadrangulares ocorrem em Bignoniaceae, Lamiaceae e Verbenaceae. Ramos alados ou cristados podem ocor- rer em Lauraceae, Fabaceae e Lythraceae. 405 Raque (163-166): eixo principal das folhas compostas pinadas ou bipinadas, onde se inserem os folíolos. É a continuação do pecíolo após a inserção do primeiro folíolo. Raquíola (164): eixo central do folíolo onde se inserem os foliólulos. Em folhas bipinadas. É a continuação do peciólulo. • RITIDOMA Refere: se a casca morta ou camada mais externa da casca das árvores. No ritidoma pode: se observar as seguintes características: 1) Coloração: geralmente varia em tonalidades do cinza ao acastanho, mas algumas espécies apresentam cores muito distintas. 2) Aspecto: - Com acúleos ou espinhos (aculeado) (167): veja em acúleos e em espinho. - Com placas lenhosas (168): resultado do despendimento de placas grandes ou pequenas - Escamoso (169): caracterizado pelo desprendimento de escamas ou placas angulares (quadra- das ou retangulares) ou irregulares definidas por cortes verticais esparsos na casca. Distingue: se do ritidoma laminado pelas placas com bordas não recurvados. sem produzir manchas ou cores distintas do ritidoma que permaneceu preso ao tronco. - Estriado (170): apresenta linhas superficiais de coloração distinta. 406 - Fissurado ou fendido (171): diz: se do tronco que apresenta sulcos ou depressões e, conse- quentemente, cristas ou elevações retilíneas ou sinuosas, contínuas ou descontínuas, mais pro- fundas que as estrias, no sentido longitudinal ou do comprimento do tronco. As fissuras são depressões que resultam do crescimento em diâmetro do ritidoma, casca morta ou câmbio cor- tical, em árvores que não despendem sua casca. Cristas elevadas, sulcos profundos, descontí- nuos ou não, bem como a cor do veio podem ser características distintivas em algumas espécies. A descrição de fissuras ainda pode incluir a profundidade dos sulcos, distância entre eles, lar- gura e a forma das cristas: agudas, côncavas, convexas ou planas. - Laminado (172): caracterizado pelo despendimento de lâminas ou placas de espessura fina. Distingue: se do ritidoma escamosos pelas placas com os bordos recurvados. As lâminas podem ser papiráceas, rígidas ou coriáceas. - Lenticelado (173): caracterizado pela presença de lenticelas. O aspecto, a cor, a densidade e a disposição das lenticelas contribuem para a identificação de algumas espécies. - Reticulado (174): resultante de fissuras superficiais nos sentidos vertical e horizontal que dão aparência quadriculada ao ritidoma. - Rugoso (verrucoso) (175): apresenta a superfície acidentada, com dobras e anéis que podem ou não circundar o tronco, ou ainda com cicatrizes foliares ou lenticelas, ou com acúleos ou espinhos ou com nódulos que se assemelham a verrugas. 3) Deiscência 3a) Deiscente: ritidoma que apresenta algum tipo de despendimento, de tamanho e formas dis- tintas, podendo deixar depressões resultantes da cicatrização da queda de placas. Se o despren- dimento for em lâminas, diz: se ritidoma laminado. Se o desprendimento for em placas, diz: se ritidoma escamoso. As lâminas e placas ocorrem em diferentes formas, tamanhos e texturas. As lâminas geralmente se enrolam ou apresentam bordas recurvadas. O desprendimento pode dei- xar depressões mais ou menos arredondadas, quando, estão, se diz ritidoma com depressões. 3b) Indeiscente (167-175): ritidoma que não apresenta qualquer tipo de desprendimento. 407 S Semente: estrutura que resulta da fecundação do óvulo pelo pólen e que carrega a informação genética ou o potencial de se desenvolver em uma nova planta da espécie. Semidecídua ou semicaducifólia: veja em deciduidade. 408 Serreada: veja em folha (margens). Séssil (81): folha, folíolo ou foliólulo sem pecíolo ou peciólulo. Flor sem pedicelo. Inflorescên- cia ou fruto sem pedúnculo. T Tilos/Tiloses (176): são resultantes da proliferação de células do parênquima axial ou radial para o interior de um elemento vascular adjacente. Macroscopicamente aparecem nas secções transversais como obstruções com aspecto brilhante em meio aos poros. Trifoliolada: veja em folha (composição). • TRONCO Parte das arvores que eleva a copa e a conecta com as raízes. Geralmente é um eixo único que não apresenta folhas ou ramos. No tronco observam: se as características: 1) Aspecto: resulta da forma de crescimento do câmbio, e pode ser: 1a) Acanalado: com saliências e reentrâncias longitudinais resultantes do crescimento irregular do câmbio. 1b) Cilíndrico: com aspecto de um cilindro, resultante de crescimento irregular do câmbio. 1c) Cristado: com elevações longitudinais agudas, estreitas e esparsas. 1d) Fenestrado: com “janelas”, cavidades profundas ou buracos. 1e) Nodoso: com nós salientes, geralmente resultado da caulifloria ou floração no caule. 1f) Torcido: com aspecto de espiral em torno do eixo do tronco. 1g) Tortuoso: sinuoso longitudinalmente. 2) Base: geralmente ocorre na forma cilíndrica, resultado do crescimento regular em diâmetro. Algumas espécies apresentam padrão distinto de crescimento em diâmetro, o que resulta em bases com formas irregulares, que podem contribuir para a sua identificação: 2a) Acanalada: com saliências e reentrâncias longitudinais resultantes de crescimento irregular do câmbio. 2b) Cilíndrica: com aspecto de um cilindro, resultante de crescimento regular do câmbio. 409 2c) Digitada: com projeções laterais em forma de dedo. 2d) Dilatada: mais grossa que o restante do tronco. 3) Sapodema ou Sapopemba: raiz tabular ou projeção lateral que se origina no tronco, acima da superfície do solo, cuja função é aumentar a superfície de sustentação de algumas espécies arbóreas. V Vasos (2,3,4): são tubos de pequeno diâmetro, responsáveis pela ascensão da seiva das árvores. Quando estes são vistos cortados transversalmente, aparecem na forma de orifícios de formato circular a elíptico. Diversas características dos vasos podem ser úteis para a identificação de madeiras. - Obstrução dos vasos: podem ser obstruídos parcialmente ou totalmente por tilos, gomas, óleos, resina ou outro tipo de substância. Verrucoso: veja em ritidoma. *Glossário descrito com base em (BURGER; RICHTER, 1991; CORADIN; CAMARGOS, 2002; SILVA, J. C., 2005; SILVA, J.R. et al., 2014). *Fonte das imagens: o autor.